Gestão de Processos

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Licenciamento Estratégico de Softwares

publicado por Roberto Andrade

Apesar de toda movimentação existente em torno das boas práticas de governança e gestão de TI, pouco se tem falado sobre Licenciamento de Softwares como disciplina capaz de agregar valor à organização, além das fronteiras do departamento de TI.

Via de regra, as empresas continuam investindo em software por demandas ocasionais ou por projetos, de maneira comoditizada, sem maiores preocupações com o gerenciamento do seu investimento no médio e longo prazos. Além disso, deixam de conhecer e usufruir dos benefícios e possibilidades oferecidas pelos fabricantes aos ambientes corporativos.

Por outro lado, poucos fornecedores se especializam no conhecimento e capacidade necessária para oferecer uma abordagem global e estratégica ao licenciamento e gestão do ativo de software dos seus clientes.

Afinal, como a empresa pode ganhar, na medida em que passa a enxergar e tratar as suas necessidades de software de uma maneira integral, planejada, padronizada e bem gerenciada?

Ao invés de responder diretamente, vamos analisar algumas situações corriqueiras que parecem justificar a necessidade dessa abordagem proposta:

  • Departamentos que decidem de forma independente sobre a aquisição de softwares, impedindo ou dificultando o gerenciamento desses custos, assim como passando a utilizar novos produtos ou versões sem que a área de TI esteja preparada para suportá-los;
  • Ausência de um inventário atualizado dos softwares utilizados, gerando riscos de conformidade e dificultando estratégias de atualização e migração. Nesses caso, não é incomum a empresa investir novamente em softwares já adquiridos e fora de uso;
  • Picos de investimentos que ajudam a reforçar a cultura corporativa de que gastos com softwares são indesejáveis, ao mesmo tempo em que sua obsolescência mantém ocultos ineficiências operacionais e riscos;
  • Desconhecimento total ou parcial dos benefícios proporcionados pelos contratos corporativos globais ou locais, assim como sobre os programas de manutenção e relacionamento com os fabricantes;
  • Ausência de um programa estruturado de evolução tecnológica que eleve o nível de gerenciamento e segurança do ambiente informatizado, ao mesmo tempo em que estimule o desenvolvimento profissional das equipes;
  • Visão ultrapassada dos recursos de software como ferramentas para tarefas específicas ao invés de plataformas para viabilização de melhorias de desempenho e negócios.

Observem que as premissas acima afetam a empresa como um todo e não apenas o departamento de TI. Neste contexto, o CIO teria um desafio educativo importante junto ao CFO e CEO, no sentido de incluir o licenciamento e gestão do ativo de software na agenda de assuntos relevantes para a organização.

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Autor

Iniciei minha carreira em 1984, ocupando diversas posições na área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Desde 1996, tenho atuado na implantação e expansão de unidades de negócio de empresas de TI na região norte/nordeste. Considero-me um gestor preocupado em traduzir complexidade, ambiguidades e incertezas de uma forma que viabilize a realização de potencial das pessoas, alinhada com os objetivos estratégicos da organização, mas sem perda da tensão criativa necessária às grandes conquistas.

Roberto Andrade

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