Gestão de Conhecimento

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Governança de TI – Ativos Intangíveis-Inteligência

publicado por Antônio Sérgio Borba Cangiano

A área de Tecnologia da informação é a área de inovação por excelência. É nessa área onde surgiram no Brasil os primeiros consultores individuais em meados da década de 80.  Lá fora Cris Gane, Yourdon, Peter Chen, Tom de Marco e outros grandes nomes de centros de pesquisas da Big Blue, e outros em Palo alto, ou MIT, formavam conjuntos de  inúmeros pesquisadores que produziram técnicas, metodologias e processos para desenvolvimento de aplicações que fizessem sentido para os usuários.  Toda uma inteligência, ou capital intelectual, estava sendo gestado e continuamente produzindo novas abordagens para as tecnologias inovadoras. O ambiente em rápida mutação, com arquiteturas mudando de hierárquicas para relacionais, depois  para objeto orientado, de cliente servidor para centrados na web, orientados a serviços, em plataformas baixas, e em paralelo na mesma galáxia, processos de downsizing, rightsizing, outsourcing, migração do mainframe, e hoje as nuvens, novos modelos com o software livre, seu desenvolvimento e uso, fez com que esse capital intelectual se diversificasse e especializasse, tornou-se mais caro. Pessoas Jurídicas encarnaram nas físicas, para facilitar a alocação por projetos e dar conta (e estar dentro do orçamento), da diversidade e da flexibilidade necessária para composição de projetos com profissionais caros e especialistas. Profissionais como: DBM, administrador de banco de dados , programador, analista, operador, especialistas em hardware, desenhistas de sistemas, analista de negócios, analistas de suporte, auditores de sistemas,  desenhistas de web, de portais, administradores de redes, configuradores etc. precisavam trabalhar em conjunto para se chegar a produtos adequados.  Enfim algumas profissões especializadas surgiram e outras desapareceram: digitadores, O & M (organização e métodos) ,analistas de planejamento de  produção, a “esquedulagem”,  dentre outros dinossauros. O capital intelectual passa por diversas metamorfoses, mas não perde seu valor para os projetos de qualidade, e para as empresas que realizam seus produtos satisfatoriamente. Empresas definem o “Key People”,  e a inteligência sobre o “Peopleware”  passa ser prioridade zero para atingir os resultados esperados pelos clientes e produzidos pelas equipes de TI.  O Capital intelectual que por sua escassez crescente, fez com que em países como  os Estados Unidos, no Silicom Valley, dirigentes da  Google, Facebook, Yahoo e companhias iniciassem um movimento junto a Obama para liberar a imigração desse capital com facilidades  de permissão para ingresso e permanência no país, para trabalhar.  Isso significa que a concorrência por esse tipo de ativo, tão importante para a produtividade, a inovação e para produzir softwares, firmwares, soluções embarcadas ou não, jogos de computador,  scripts de celulares e smartphones, passou a ser acirrada globalmente. As Olimpíadas e a Copa no Brasil passam pela mesma necessidade crescente desse ativo. Problema bem menor que a carência de médicos na proporção de 1,8 médicos por mil habitantes, e que configura hoje uma guerra declarada da categoria com o governo sobre o programa mais médicos. Será que isso poderia acontecer com os profissionais de informática? A população estará sensível a essa falta ao ponto de sair às ruas e reivindicar mais programadores do facebook? Acho que não, a saúde é coisa mais séria e afeta a todos e o governo está tomando as melhores medidas  para colocar mais médicos para a população.  No entanto esses fatos desnudam a importância da governança de TI no tocante a esse ativo intangível em falta.

Como exercer essa governança e manter esses profissionais motivados, criativos e satisfeitos, e de bem com seus empregadores?  A Google revolucionou o ambiente de trabalho com espaços livres, informais, com petiscos e bebidas disponíveis, sofás, cachoeiras e até parquinhos “hi-tech” para deixarem os filhos brincarem enquanto trabalham também brincando com seus tablets, notebooks e smartphones. Uma remuneração adequada e flexibilidade de horários, trabalho em casa e gestão por resultados também podem ser acoplados. A gestão do conhecimento produz e é realimentada com inovações, as lições aprendidas, os conhecimentos explícitos, devidamente armazenados e disponíveis para os profissionais, com segurança de acesso, controles de autoridade e “accountability”, com acesso Wi Fi em todas as dependências  e até em casa, são componentes não menos importantes para esse modelo. E sobretudo uma gama de prêmios por soluções desafiadoras compondo as contas correntes desses ativos intelectuais. Estas são variáveis de fórmulas que precisam ser analisadas sob a governança de TI. Ainda que para a maioria das empresas, ativos físicos ou lógicos têm muita importância para a governança, os ativos de conhecimento não. Algumas  empresas  não perceberam que o Capital intelectual é o recurso mais importante para a produção  e a produtividade e trabalham com alto “turnover”.  A sustentabilidade firma-se sobre o capital intelectual, a perenidade da empresa é decorrência da apropriação, inovação e gestão efetiva de suas bases de conhecimento adquiridas ao longo dos anos, atualizada e apresentada como recurso competitivo para o estado da arte dos produtos, para a continuidade em intimidade com os clientes e a produtividade operacional traduzida em preços e qualidade.  Governança deve incluir sempre e prioritariamente a gestão de seu recurso primal que coloca a empresa  bem no mercado, os seus ativos de conhecimento.

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Autor

Mestre em Engenharia de software: redes de computadores pelo IPT - USP, Bacharel em Ciências Econômicas e em Ciências de Computação, ambos na Universidade Estadual de Campinas. É Certificado pelo PMI em Gestão de Projetos – PMP e Conselheiro de Administração e Fiscal – IBGC/CCI. Experiência em empresas multinacionais, nacionais e públicas de grande porte: IBM, Ericsson, Unisys, Atos Origin e no SERPRO como diretor de gestão empresarial. Atuação executiva nas áreas de TIC, Finanças e venda de soluções. Conhecimento e habilidade nas áreas de: Planejamento, Gestão, Comercial, Projetos, Certificação Digital, Viabilidade Econômica/Financeira, Segurança e Sustentabilidade. Hoje exerce cargo de Assessor da Presidência do ITI – Instituto de Tecnologia da Informação – responsável pela ICP Brasil. Autarquia supervisionada pela Casa Civil do Governo Federal. Participa da câmara de segurança e é membro substituto ambos no CGI.BR.

Antônio Sérgio Borba Cangiano

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