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Gerenciamento de dispositivos de rede de hoje e de amanhã: um guia sobre o que fazer e o que não fazer

publicado por Leon Adato

Figura - Gerenciamento de dispositivos de rede de hoje e de amanhã: um guia sobre o que fazer e o que não fazerAtualmente, o termo “gerenciamento de dispositivos de rede” tem significados diferentes para pessoas diferentes, e a realidade é que as organizações de TI realizam esse gerenciamento, ou pelo menos o que consideram ser o gerenciamento de dispositivos de rede, com muitos graus de variação, o que inclui algumas que não fazem gerenciamento nenhum (espero que esse não seja o seu caso).

Pelo menos parte do motivo pelo qual o gerenciamento de dispositivos de rede tornou-se algo tão ambíguo é a constante evolução da definição de dispositivo de rede. Anteriormente, dispositivos de rede eram, em grande parte, apenas roteadores e switches. Naquela época, mesmo que estações de trabalho de usuário final fossem adicionadas ao mix, as coisas eram bastante simples.

Então, as coisas começaram a ficar interessantes. A tecnologia sem fio introduziu mais alguns dispositivos, e quando o uso de dispositivos pessoais (BYOD) surgiu, as coisas começaram a fugir do controle. E agora, a Internet das coisas (IoT) e outras tendências e perigos, como redes definidas por software (SDN) e TI das sombras, respectivamente, estão complicando as coisas ainda mais.

Mas a realidade é que o gerenciamento de dispositivos de rede, independentemente de sua definição atual, representa uma importante parte de todas as três fases: hoje, amanhã e além. Por isso, tento agora definir melhor o escopo do gerenciamento de dispositivos de rede e fornecer uma lista de regras do que fazer e do que não fazer com relação a esse gerenciamento para ajudar você a empregar uma estratégia que faça sentido para as organizações de hoje e de amanhã.

Eu diria que o gerenciamento de dispositivos de rede pode ser dividido em três áreas aplicáveis a quase todas as organizações: gerenciamento de configurações, monitoramento de dispositivos e automação. Esses são os elementos mais essenciais e comprovados do monitoramento de rede eficaz.

Com essa estrutura em mente, apresento aqui várias das principais práticas recomendadas para lidar com o gerenciamento de dispositivos de rede.

Gerenciamento de configurações

  • SEMPRE: Fazer backups sistemáticos. Você deve fazer backups automáticos contínuos das configurações dos dispositivos de rede; não quando se lembra de executá-los ou quando começa a se preocupar, mas sempre. Isso também inclui um sistema que acione backups da configuração dos dispositivos conforme necessário, em resposta a qualquer alteração significativa na configuração. Isso não apenas ajudará a garantir o bom desempenho da rede, mas também ajudará no gerenciamento contínuo das configurações e na identificação de problemas de segurança ou conformidade.
  • NUNCA: Esquecer de salvar. Normalmente, os dispositivos de rede têm duas configurações diferentes: em execução e salva. É muito comum os administradores de rede fazerem uma alteração em um dispositivo, o que altera a configuração em execução, mas não salvá-la, o que resulta no desaparecimento das alterações de configuração quando o dispositivo é reiniciado. Portanto, fazer o backup de ambas as configurações e acionar um alerta quando elas não coincidirem é outra dica útil.

Monitoramento de dispositivos

  • SEMPRE: Compreender verdadeiramente a rede. Isso vai além do entendimento do diagrama de arquitetura. Inclui garantir que você entenda a aparência da rede quando ela está “normal” e o que significa a “integridade” dos dispositivos em seu ambiente, mesmo quando há um grande número de dispositivos. Significa conhecer, ou saber como descobrir, quais são os padrões de uso dia após dia, hora após hora e em diferentes pontos do mês. Basicamente, significa tratar omonitoramento, ou seja, a coleta regular, consistente e contínua de dados de dispositivos, como uma disciplina independente, e não apenas como “aquilo que emite todos aqueles tíquetes” ou como um item da lista de tarefas pendentes. 
  • NUNCA: Ficar sentado sem fazer nada. A emissão de tíquetes é o subproduto satisfatório do monitoramento, mas não é o fim da história. Trabalhe com as pessoas que recebem e respondem a esses tíquetes para ajustar os alertas e obter melhores informações. Além disso, entenda todas as técnicas de monitoramento, emissão de alertas e automação disponíveis para você. De SNMP a syslog, e de interceptações a comparações de configurações, trate cada recurso como algo muito valioso e utilize-o da melhor forma possível!

Automação

  • SEMPRE: Ser preguiçoso! OK, não exatamente ser preguiçoso, mas encontrar maneiras de deixar o computador responder às 2h00 da manhã e, se o problema for solucionado, continuar dormindo. Pergunte à sua equipe de TI: “O que vocêfará quando receber esse tíquete?” Se a resposta for algo que possa ser automatizado, automatize.
  • NUNCA: Ser preguiçoso! O que significa ser o tipo de profissional de monitoramento com a mentalidade de “configurar e esquecer” quando se trata de monitoramento e alertas.

Embora o gerenciamento de dispositivos de rede possa parecer intimidante, seguir essas regras do que fazer e do que não fazer pode ajudar você a manter o controle, não apenas das redes de hoje e dos desafios associados a elas, mas também dos futuros desafios.

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Autor

Leon Adato, gerente técnico da SolarWinds

Leon Adato

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