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Decisões do Uso da TI: onde tudo começa…

publicado por B. A. Marinho

Caros colegas, não procurarei aqui, esgotar o tema. Tampouco tenho essa pretensão. Mas sei que para percorrer um caminho, um passo basta para começar. Esse passo não é só meu, mas de todos. Porque a beleza do caminho está na sua construção e na confraternização entre os caminhantes do caminho construído. Então, que se comece a caminhada.

A gestão da Tecnologia da Informação (TI) passa por diversos profissionais como CIO’s, CEO’s, Diretores de TI e de Negócios, Gerentes de TI e de Negócios entre outros. Entretanto, como gestores de TI, um dos mais importantes desafios não é a TI como recurso físico propriamente, mas a tomada de decisão sobre seu uso. O gestor antes de tudo é um tomador de decisões. A todo momento esses profissionais enfrentam tal desafio nas organizações dos mais variados setores e ramos de atividades, com ou sem fins lucrativos. Não se trata da questão se vai ou não usar a TI. Sobre isso há um consenso nas organizações quanto à TI ser, atualmente, uma condição necessária para a sobrevivência e a competição no mercado [1].Trata-se aqui de como, por quê, para quê, onde, quando, até quando e para quando, com quem e para quem, e por quanto. Como usar a TI no nosso processo para melhorá-lo? Por que devemos repensar nossa TI? Para que estamos migrando nossa infra-estrutura? E assim por diante… E nessas reflexões exaustivas durante o dia de trabalho o gestor tem que apresentar um balanço positivo de acertos nas decisões. Até aí, não haveria nenhum problema se tais decisões fossem isoladas umas das outras, ou seja, mutamente exclusivas. Tenho uma má notícia nesse momento para todos os gestores: nenhuma dessas decisões podem ser tomadas isoladas, porque todas elas interferem umas às outras e o “efeito borboleta” nem sempre é avaliado devido ao curto espaço de tempo que é necessário para se tomar tais decisões.

Para entendermos um pouco o significado disso e a consequente “exposição do pescoço” do gestor da TI face ao seu desafio nas empresas, apresento alguns números como exemplo, sem me estender muito ou recorrer a realidades que, por vezes, não representam adequandamente as organizações no Brasil. Os gastos e investimentos em TI têm crescido a uma taxa anual de 8%, em média, nos últimos 21 anos no nosso país, de acordo com o estudo sobre Administração de Recursos de Informática em 2010 [2]. Essa pesquisa, também, revela que todo o gasto envolvido com hardware, software, banco de dados, conectividade, procedimentos e pessoal para a operação por trás de 1 teclado apenas representa, hoje, algo em torno de R$ 21.600,00 por ano/teclado, sendo o setor de serviços o impulsionador dessa cifra para cima. Também, o comércio eletrônico, onde a TI está presente em todas as etapas do negócio, representa hoje no mercado brasileiro mais de 60% das transações entre empresas, segundo estudo sobre Comércio Eletrônico no Mercado Brasileiro em 2010 [3]. Isso demanda investimentos em infra-estrutura, aplicações, pessoal etc. para coordenar esse canal de transações. Representam volumes financeiros que comprometem, acreditem, a própria existência da empresa. Números como esses têm explicado, em parte, porque aproximadamente 80% dos CIO’s são muito ou totalmente envolvidos na estratégia de negócio, segundo a pesquisa InformationWeek 500 Qualifying Survey 2008 nos EUA [4]. Esses dados já transparecem a importância da tomada de decisões quanto ao uso da TI e o risco onipresente ao dia-a-dia do gestor de TI.

As decisões sobre o uso da TI têm acompanhado a evolução dos estudos sobre sua governança ora abordando suas formas e estruturas definidas internamente nas empresas ora analisando aspectos contingenciais [5], relacionados às influências ambientais, o momento, o cenário, os atores que interagem com a organização. Porém elas têm sido tratadas, mais recentemente, explorando o papel e os direitos e responsabilidades decisórios quanto ao uso da TI [6]. O mercado tem direcionado esforços em torno de ferramentas e abordagens que traduzem a prática da governança de TI, como o COBIT®, ITIL®, MOF®, Val IT®, o uso de PMBOK® e SCRUM® para conduzir os projetos, dentre outras. Também, tem buscado padrões de qualidade através de normas e padrões internacionais como a ISO/IEC 20000, 27002, 38500. Esses são alguns exemplos dentre o ferramental disponível ao mercado e que tem somado esforços na boa gestão da TI.

Ainda assim, o valor e o papel da TI nas empresas só são lembrados quando algum colaborador ou chefe grita: “O sistema saiu do ar! Liga pro menino da informática!“. Quem já tem alguns anos nessa carreira, sabe que a TI evoluiu muito, mas essa frase parece persistir. O valor e o papel da TI têm concentrado esforços na tentativa de relacionar os gastos e investimentos ao desempenho das empresas, em particular o desempenho financeiro. Medidas com o ROI (Return On Investment), TCO (Total Cost of Ownership) têm sido jargões nas reuniões de diretoria para tentar mostrar o valor da TI, ou, em palavras mais descontraídas, tentar justificar o que se gastou e aumentar o investimento ou orçamento destinado à área. Inúmeras são as histórias de fracasso em ambas as tentativas. Na maioria esmagadora das vezes, nem se justifica e nem se aumentam os investimentos. Porque muitos indicadores não convencem e a palavra de ordem é “fazer mais com menos”. Somado a isso, persiste uma carência de instrumentos de medidas para a TI. Ferramentas que possam, adequadamente, apontar o impacto da TI no desempenho da organização. Isso é importante! Conhecemos bem o que afirmou Peter Drucker, “aquilo que não se pode medir, não se pode gerenciar”. E a questão passa, também, a ser a qualidade das medidas.

Algumas evidências têm conseguido argumentos mais consolidados a respeito da relação entre a TI e o desempenho organizacional geral. Partem do seguinte fato: se a TI é utilizada na prática para realizar os processos de negócio, sua avaliação mais adequada deveria ser orientada nesse nível [7], ou seja, deveriam ser avaliados os benefícios da TI entregues aos processos de negócio [8] para que eles, os processos, resultem o melhor desempenho e, por conseguinte, reflitam no desempenho geral. Portanto, medir o impacto da TI em nível geral da organização acaba em equívocos por desconsiderar efeitos moderadores e complementares de outras variáveis organizacionais [9], sejam outros recursos, sejam outros processos. Enganos, inclusive, por não explorar a coordenação entre recursos de TI co-especializados que poderiam potencializar seus valores e resultados [10], como, por exemplo, o par infra-estrutura e comércio eletrônico [11]. Como obter o máximo do comércio eletrônico sem a infra-estrutura para suportá-la?

Na intenção de esquentar um pouco mais o assunto, que tal tentar explicar porque nem sempre os investimentos em TI, ainda que intensos e alinhados às estratégias do negócio, melhoram os resultados de desempenho geral da organização? Parece familiar se afirmarmos que “nem sempre” está mais para “quase nunca”? Hoje, três pontos merecem destaque ao se falar no uso da TI: o recurso físico em si, a capacidade e a competência. As competências de TI estão relacionadas ao melhor resultado como input para um processo específico de negócio. Elas seriam o resultado da melhor orquestração dos recursos e capacidades da TI. Dessa forma, parece ficar mais claro o entendimento do impacto da TI e do alinhamento de seus investimentos em nível estratégico [12]. Entretanto, o desenvolvimento dessas competências, ao longo da organização, é complexo e requer tempo e esforço [13] e, também, é marcado por lições aprendidas de sucesso e fracasso. Essa é uma das razões pela qual o olhar do gestor, ao tomar decisões do uso da TI, deveria enxergar o mais amplo, completo e claro possível para o negócio no presente, apontando o futuro.

Assim, essas evidências sugerem que as decisões deveriam ser pautadas sobre recursos e capacidades de TI que possam contribuir de forma valiosa para o processo de negócio. Além disso, essas decisões devem ser capazes de intencionalmente estender, criar, modificar ou reconfigurar a base desses recursos e capacidades de TI para responder às mudanças do ambiente organizacional e mercadológico [10]. Estamos falando das decisões do uso da tecnologia da informação como uma capacidade dinâmica e esse é um tema que provoco, no sentido do despertar para as trocas de experiências, práticas e conhecimentos nessa área a todos os membros do grupo. Nesse sentido, gostaria de divulgar uma temática que vem se configurando um grande desafio para os executivos tanto de negócios como de TI, responsáveis pelas decisões e planejamento em tecnologia da informação nas organizações. O conceito de Capacidades Dinâmicas [14] aplicado às decisões do uso da TI está alinhado às exigências de “fazer mais com menos”, inovação e prontidão às necessidades de negócios, atuais e futuras, com o uso da TI em meio aos desafios de um ambiente turbulento e competitivo. Tal assunto venho desenvolvendo como expertise profissional nos últimos anos. Seguirei postando diversos exemplos práticos e discussões dessa temática relacionando-os às pautas de TI presentes nas mesas de reuniões das empresas: governança, gerenciamento de serviços, segurança, risco, conformidade, datacenter, computação em nuvem, redes sociais etc. As discussões que levantarei serão baseadas nos resultados do estudo que vem sendo desenvolvido sobre o assunto e, para isso, convido cada membro a participar com sua realidade preenchendo o Formulário Online desenvolvido para avaliar o grau em que as decisões do uso da TI provocam, de fato, na organização:
– a redução de custos através do realinhamento, racionalização e otimização dos gastos e investimentos na área de TI;
– o atendimento às necessidades internas e externas do negócio e a prospecção da capacidade futura para atender o mercado e expandi-lo;
– a prontidão e a velocidade com que a organização reconfigura seus recursos de TI para responder às volatilidades do ambiente de negócio; e
– a inovação com o uso intensivo dos recursos e capacidades da TI desde a terceirização, computação em nuvem, datacenter, segurança, arquiteturas flexíveis até recursos no ambiente da Internet, como redes sociais, para obtenção de um desempenho superior frente ao mercado.

A trama que motivo vocês a participarem irá destacar, nos próximos posts, a importância do uso da TI e os investimentos realizados nessa área, mobilizar as estruturas decisórias responsáveis e defender o valor e o papel da TI para o negócio, estimular a mensuração de construtos observando a carência no desenvolvimento de instrumentos de medidas adequados, clarear relações com o desempenho geral da organização e a necessidade de se avaliar em nível de processos, impulsionar o tratamento da TI na direção de competências e criação de capacidades para apropriar o seu valor estratégico, buscar por uma relação que promova vantagem competitiva sustentável e desempenho superior através da perspectiva dos atributos dos recursos da TI em ambientes turbulentos e de rápidas transformações, considerando a tomada de decisão para o comportamento desejado do uso da TI o ponto de partida para essa discussão.

Por isso, convido vocês a colaborarem a partir das respostas ao formulário que trata desse assunto para podermos desenvolver os posts. O prenchimento do formulário é rápido! Leva em torno de 5 minutos apenas para registrar as respostas no Formulário Online (https://sites.google.com/site/capdinti/formulario). Conto com vocês nesse caminho que é um dos poucos em que TODOS REALMENTE GANHAM, O CONHECIMENTO.

Considero importante e pertinente destacar que, cultivando a ética, os valores e a confiabilidade profissionais, todas as informações prestadas no formulário são totalmente confidenciais e sigilosas. Destinam-se, exclusivamente, a fins estatísticos e os resultados somente serão usados agrupados, sem permitir a individualização ou identificação das empresas ou dos participantes.

Mais informações sobre a importância e os benefícios do estudo para você, acesse o site: https://sites.google.com/site/capdinti

Encerro esse primeiro post parafraseando João Guimarães Rosa, em Grandes Sertões Veredas, e dizendo que logo, logo, “o escuro se torna claro”.

Abraço a todos e conto com vocês nessa vereda!

B. A. Marinho

REFERÊNCIAS
[1] CLEMONS, E. K.; ROW, M. C. Sustaining IT Advantage: The Role of Structural Differences. MIS  Quarterly, v.15, n.3, p.275-292, 1991.  POWELL, T. C.
DENT-MICALLEF, A. Information Technology as Competitive Advantage: the Role of Human, Business, and Technology Resources. Strategic Management Journal, v.18, n.5, p.375-405, 1997.
[2] MEIRELLES, F. S. Pesquisa Anual CIA de Administração de Recursos de Informática FGV-EAESP. 21ed. 2010. Disponível em http://eaesp.fgvsp.br/pt/ensinoeconhecimento/centros/cia/pesquisa
[3] ALBERTIN, A. L. Pesquisa FGV-EAESP de Comércio Eletrônico no Mercado Brasileiro. 12ed. 2010. Disponível em  http://eaesp.fgvsp.br/pt/ensinoeconhecimento/centros/cia/ned
[4] InformationWeek 500 Qualifying Survey 2008. Disponível em http://informationweek-500.informationweek.com
[5] BROWN, A. E.; GRANT, G. G. Framing the Frameworks: A Review of IT Governance Research. Communications of AIS, v.2005, n.15, p.696-712, 2005.
[6] WEILL, P. Don’t Just Lead, Govern: How Top-Performing Firms Govern IT. MIS Quarterly Executive, v.3, n.1, p.1-17, 2004.
[7] RAY, G.; BARNEY, J. B.; MUHANNA, W. A. Capabilities, Business Processes, and Competitive Advantage: Choosing the Dependent Variable in Empirical Tests of the Resource-Based View. Strategic Management Journal, v.25, n.1, p.23-37, 2004.
[8] ALBERTIN, A. L.; ALBERTIN, R. M. M. Tecnologia de Informação e Desempenho Empresarial: as dimensões de seu uso e sua relação com os benefícios de negócio. 2ed. São Paulo: Atlas, 2009.
[9] BARUA, A.; LEE, C. H. S.; WHINSTON, A. B. The Calculus of  Reengineering. Information Systems Research, v.7, n.4, p.409-428, 1996.
[10] HELFAT, C. E.; FINKELSTEIN, S.; MITCHELL, W.; PETERAF, M. A.; SINGH, H.; TEECE, D. J.; WINTER, S. G. Dynamic Capabilities: Understanding Strategic Change in Organizations. 1. ed. Oxford: Blackweel Publishing Ltd, 2007.
[11] ZHU, K. The Complementarity of Information Technology Infrastructure and E-Commerce Capability: A Resource-Based Assessment of Their Business Value. Journal of Management Information Systems, v.21, n.1, p.167-202, 2004.
[12] PEPPARD, J.; WARD, J. Beyond Strategic Information Systems: Towards an IS Capability. The Journal of Strategic Information Systems, v.13, n.2, p.167-194, 2004.
[13] BHARADWAJ, A. S. A Resource-Based Perspective on Information Technology and Firm Performance: an Empirical Investigation. MIS Quarterly, v.24, n.1, p.169-196, 2000.
[14] TEECE, D. J. Explicating Dynamic Capabilities: the Nature and Microfoundations of (Sustainable) Enterprise Performance. Strategic Management Journal, v.28, n.13, p.1319-1350, 2007.

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Autor

Brivaldo A. Marinho. Consultor, Analista de Negócios e Pesquisador em Tecnologia da Informação. Sólida formação acadêmica como doutorando em Administração de Empresas com ênfase em Capacidades Dinâmicas da Tecnologia de Informação na Escola de Administração de Empresas de São Paulo (EAESP) da Fundação Getulio Vargas (FGV), mestrado em Administração de Empresas com ênfase no Uso Estratégico da Tecnologia de Informação pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), bacharel em Engenharia Eletrônica pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e especialista técnico em Telecomunicações pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Pernambuco (CEFET-PE). Atuou em empresas multinacionais e em órgãos do governo. Atualmente, tem atuado como Coordenador de pesquisas em TI pelo Centro de Estudos em Tecnologia de Informação Aplicada (GVcia) da FGV/EAESP sendo responsável pelo desenvolvimento, implementação e gerenciamento de pesquisas em TI, elaboração de estudos de mercado e modelos de análise em TI fornecendo informações sobre a realidade e tendência da TI nas organizações. Atua, também, em consultorias, treinamentos e coordenação de projetos em TI. Consultor associado em auditorias e certificações em TI com base em normas e padrões internacionais, tais como ISO/IEC 20000 e ISO/IEC 27002. Certificado ITILv3. Educador e formador de profissionais lecionando cursos in company e pós-graduações em TI em diversas universidades. Palestrante em eventos relacionados à área de Tecnologia de Informação e Inovação.

B. A. Marinho

Comentários

5 Comments

  • Parabéns pelo post, adorei! Morri de inveja das referências… um dia aprendo a usar isso com mais frequência que só na faculdade rsrsrs

    também não conhecia o significado de ” contrutos ” (Construto designa em ciência um conceito teórico não observável. Exemplos de contrutos são personalidade, amor, medo.), foi bom saber

    Usando o gancho do trecho “… Estamos falando das decisões do uso da tecnologia da informação como uma capacidade dinâmica e esse é um tema que provoco, no sentido do despertar para as trocas de experiências, práticas e conhecimentos nessa área a todos os membros do grupo…” gostaria de colocar a seguinte observação:

    A tecnologia não resolve tudo sozinha, ela é totalmente dependente das pessoas que a manipulam, a proficiência pessoal, o interesse, a capacidade de visão em seus usos, a reciclagem constante etc. Nesta percepção todo investimento em TI deveria ser acompanhado de investimento em RH, em capacitação e reciclagem dos Recursos Humanos.
    Este me parece ser o grande gargalo do processo todo.

    O indivíduo que domina um excel, por exemplo, pode usá-lo até para criar a planta baixa de um projeto residencial ou de reforma do escritório. A falta de domínio nele no entanto leva o sujeito a criar planilhas com células mescladas, formatadas na marra, sem condições de exportação e que, ao invés de serem automaticamente consolidadas numa específica, mantendo a visão global, atual e real da situação do negócio, só fazem a pessoa perder mais tempo ainda tentando mantê-la atualizada.

    Me entende?
    Obrigada pelo post.

    • Cara Marcia,
      Que não tenhamos dúvida do papel das pessoas nas organizações. Bem posta sua posição e reforço, como exemplo, que quase a totalidade dos projetos de TI que são bem sucedidos partem da conscientização, treinamentos e capacitações do pessoal envolvido. Como você deve ter observado, o tratamento das decisões do uso da TI como uma capacidade dinâmica destacam elementos relacionados às pessoas, suas habilidades e relacionamentos. Dentro da proposta dos posts que pretendo trabalhar vou destacar o devido espaço a esse assunto relacionado ao indivíduo e conto com você. Serão exploradas diversas temáticas a partir dos resultados da pesquisa. Sinta-se à vontade em recomendar a pesquisa pois quanto mais pudermos retratar nossa realidade, mais claro se torna nosso norte.
      Obrigado e um grande abraço,
      B.A.Marinho

  • Bem postas as questões Marinho. Respondi ao questionário.
    O fazer mais por menos é uma constante. Apenas algumas lembranças, como referência: O orçamento de TI costuma ser 7% do faturamento total ou PIB. Segundo a FAPESP pesquisa e desenvolvimento leva em média 2,5% do faturamento.
    Em minha área específica, metodologia, não há mensuradores. Costumo aplicar 2,5% de de P&D, aplicado sobre 7%. É muito pouco mas o resultado quando se tem a metodologia adequada é sempre surpreeendente. Saudações. Ivan

    • Caro Ivan,
      e a cada dia o mais está aumentando e o menos diminuindo. Não é redudância, é fato. Justificar investimentos na área é um verdadeiro “Deus nos acuda”. Entretanto, como você bem apontou, a alegria e o prazer são incalculáveis quando conseguimos atingir os resultados esperados. A carência de ferramental validado é alta. E na prática as abordagens parecem misticismo. Os percentuais que você menciona o tornam mágico. E como muitos nessa área, faz-se milagres a todo instante. Obrigado, é isso, em poucos números vemos o desafio das decisões sobre o uso da TI. Qualquer equívoco, como “brinquei” no artigo, cabeças rolam.
      Grande abraço,
      B.A.Marinho

  • Marinho, muito interessante , e creio que tu expressou o que a maioria de nós pensa. Materializou nossos pensamentos, nossas preocupações, nosso dia a dia.
    Pensamos, e pela atribulação do dia a dia muitas vezes somos consumidos pela rotina, e não pensamos como deveríamos , ou pelo menos não com a profundidade necessária..
    Talvez isso não seja só culpa nossa, talvez seja culpa do todo, da emprsea, da rotina, da pressa por satisfazer necessidades, de atender mercado, de vender , de manter nossos sistemas disponíveis , da falta de CULTURA da empresa etc..
    Obrigado por nos trazer para o “PENSAR” por alguns momentos ..QUERO Pensar, analisar mais .

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