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Um consumo de informação mais significativo

publicado por Carlos Nepomuceno

Um consumo de informação mais significativo

“Não importa o vasto conhecimento do mundo, mas come ele pode ajudar a ser mais eficaz no teu problema significativo”.

No post passado, vimos que precisamos procurar um projeto de vida mais significativa e acho que isso é fundamental para que você tenha um consumo de informação melhor.

Note que para saber se estamos consumindo informação de forma adequada precisamos de alguns parâmetros:

  • por que e para que eu consumo do ponto de vista existencial e filosófico?
  • como posso avaliar a qualidade do que consumo, a partir de algo mais significativo?

Obviamente, você pode ter uma vida profissional e avaliar se o que você está consumindo está ajudando a sua carreira e se você está ganhando mais com isso. É uma abordagem, mas eu prefiro escolher outra.

O parâmetro que eu prefiro é quando você alia profissão e vida significativa e escolhe um problema relevante que reduza sofrimento humano e isso seja sustentável ao ponto de você conseguir sobreviver de forma adequada sem depender de ninguém.

Feito isso, podemos avaliar como determinada peça ou fonte de informação ajuda a pensar e melhorar a minha capacidade de resolver o meu problema relevante.

Assim, eu tenho coisas fundamentais para balizar e colocar uma cerca divisória naquilo que eu preciso consumir de informação:

  1. ajuda a entender o meu problema relevante?
  2. ajuda a ter uma melhor prática do meu problema relevante?

Note que não é necessário saber tudo, nem entender tudo, nem ser o especialistas de tudo, basta apenas se informar/conhecer para que possa ver e trabalhar melhor o problema relevante que você escolheu para minimizar sofrimento.

E a medição final sempre será: você está conseguindo reduzir o sofrimento do seu cliente/público preferencial?

As pessoas se perdem muito em estabelecer um limite até onde devem conhecer, pois ficam se comparando com outras pessoas, muitas delas que se dedicam profundamente a um dado assunto, mas não necessariamente está envolvido em um problema relevante.

São o que podemos chamar de “enciclopédias ambulantes” sabem muito sobre algo, mas não conseguem ajudar a mudar muita coisa no mundo. São falsas-autoridades que usam o conhecimento que têm não para reduzir o sofrimento dos outros e aprender com a vida, mas usá-lo como uma “arma” para manter seu posto de autoridade. Rejeite-as sem perdão.

O projeto significativo foge desse saber, a meu ver autoritário e ineficaz, para colocar a informação e o conhecimento a serviço da redução de sofrimento, que passa a ser um parâmetro ético e palpável para medir o quanto devemos nos aprofundar em cada tema.

O objetivo, por fim, é melhorar a nossa capacidade de pensar e atuar e isso pode ser medido na sua prática do dia-a-dia, a partir dos resultados que você pode aferir com seu cliente/público alvo. É isso que importa e nada mais. Você ter a satisfação de estar atendendo cada vez melhor aqueles que escolheu reduzir o sofrimento. Essa é a medida de um consumo de informação significativo!!!

Ou seja, a referência não é nenhuma autoridade que sabe tudo e quer que você a respeite pela quantidade de informação, mas a capacidade de cada um em se envolver em um dado problema relevante e se colocar como um eterno aprendiz para a cada passo aprender mais e mais, de forma eficaz, a minimizar um dado problema e o retorno que o seu cliente/público tem do seu trabalho.

O resto é fumaça e artificialidade.

Que dizes?

Artigo publicado originalmente em nepo.com.br

[Crédito da Imagem: Informação – ShutterStock]

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Autor

Carlos Nepomuceno é Doutor em Ciência da Informação pela Universidade Federal Fluminense/IBICT Instituto Brasileiro em Ciência e Tecnologia com a tese “Macro-crises da Informação”. Jornalista e consultor especializado em estratégia no mundo Digital, desde 1995 com foco no apoio à sociedade a lidar melhor com essa passagem cultural, reduzindo riscos e ampliando oportunidades. Atualmente, se dedica a implantação de projetos de “Gestão de Desintermediação”, que é uma metodologia criada integrada para preparar pessoas, metodologias e tecnologias para o mundo das redes sociais digitais corporativas. Professor nos seguintes cursos do Rio: MBA de Gestão de Conhecimento do CRIE/Coppe/UFRJ, Gestão Estratégica de Marketing Digital e/ou Mídias Digitais nos cursos de Pós-graduação da Faculdade Hélio Alonso (IGEC), Mídias Digitais Interativas no Senac/RJ e Marketing Digital na Fundação Getúlio Vargas. Escolhido como um dos 50 Campeões brasileiros de inovação, pela Revista Info, em 2007. É também co-autor junto com Marcos Cavalcanti do primeiro livro sobre Web 2.0 no Brasil: Conhecimento em Rede, da Editora Campus/Elsevier, utilizado em vários concursos públicos, incluindo o do BNDES. Diretor Executivo da Pontonet, primeira empresa de Consultoria da Web Brasileira, fundada em 1995, que reúne em sua carteira mais de 340 projetos de consultoria estratégica em Internet, mais recentemente tem trabalhado na Vale, BNDES, Petrobras, Dataprev, Prodesp, Embrapa e Natura. Site: nepo.com.br

Carlos Nepomuceno

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