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Consumerização: você ainda vai falar sobre isso

publicado por Hernando Santana Pinto

Assim como outros termos importados ou criados especificamente para conceituar certas tecnologias e tendências no mercado tecnológico, a consumerização não é algo simples para se definir. Há a mesma dificuldade, por exemplo, quando procura-se definir cloud computing ou business intelligence.

Vamos construir essa definição voltando-se ao passado. Há 15 anos, quando eu fazia o meu bacharelado na PUC-PR, a maioria dos alunos não possuía sequer um micro computador, e a maioria dos trabalhos e exercícios eram realizados nos famosos “laboratórios de informática”.

Nessa mesma época, os equipamentos de alta tecnologia eram caríssimos e ficavam nas mãos das grandes corporações, fossem elas bancos, seguradoras, universidades e mesmo outras instituições públicas ou de economia mista.

Nesse cenário, os executivos levavam da empresa para casa as novidades: os primeiros notebooks e os celulares analógicos, ou seja, era na TI dessas grandes e médias corporações que as coisas aconteciam.

Voltando para o nosso milênio, hoje os produtos com tecnologia de ponta estão a cada dia mais acessíveis aos usuários finais, pessoas físicas. Notebooks, netbooks, tablets e smartphones estão a cada dia com o mercado mais aquecido, e a competição entre os fabricantes, seja de hardware ou de sistemas operacionais e aplicativos, acirra ainda mais essa concorrência.

Aliados a essa mudança em relação aos equipamentos, há também uma série de outros fatores que influenciam na necessidade dos gestores de TI estarem atentos a esses fenômenos, entre eles o advento das redes sociais, a popularização da banda larga, a melhora (ainda que lenta) das tecnologias de comunicação móveis, o home office, entre outros.

Podemos então definir como consumerização essa mudança de paradigma. Os funcionários deixam de ser “a saída”, para se tornarem a porta de entrada das novas tecnologias nas corporações onde trabalham. Os consultores de venda preferem usar os seus smartphones com o chip da empresa do que os aparelhos oferecidos pela TI, os diretores utilizam os seus próprios tablets ou notebooks nas viagens a negócios.

Essa é uma tendência irremediável, não podemos ir contra ela. Segundo uma pesquisa do Yankee, 69% dos funcionários tomam as suas próprias decisões em relação aos dispositivos móveis, e segundo o Nucleus Research, 77% dos funcionários que possuem uma conta no Facebook a utilizam em horário de trabalho.

A TI pode ter uma postura de resistência, procurando impedir, mas conseguirá no máximo adiar o inevitável, e por isso o melhor passo a seguir é a adoção de políticas para que a consumerização aconteça de uma maneira controlada e segura.

Se bem aplicada, com todos os setores afins envolvidos: TI, Jurídico, RH, Financeiro e principalmente a alta direção, podem-se obter vantagens competitivas como o ganho de produtividade, redução de custos e facilidade de migração de aplicativos para a nuvem.

Existem aplicativos no mercado que nos permitem o gerenciamento de dispositivos móveis conectados a redes corporativas, desde softwares livres até soluções Microsoft, como é o caso do System Center, e inclusive soluções já desenvolvidas em cloud computing que auxiliam nesse processo, como o Windows Intune.

BYOT (Bring Your Own Techlology), essa é a “estratégia” para a adoção da consumerização. Leslie Jones – CIO da Motorola Solutions – afirmou recentemente que o BYOT é apenas um grande reconhecimento da realidade.

Numa pesquisa da Intel, realizada em conjunto com a Maritz Research, concluiu-se que as necessidades dos funcionários, em especial jovens que possuem maior conhecimento de tecnologia, deverá influenciar na adoção dessas novas tecnologias. Muitos desses usuários atualmente sentem-se frustrados com as ferramentas oferecidas no ambiente de trabalho, considerando os departamentos de TI conservadores ou atrasados.

Há uma série de desafios para seguir esse caminho, entre elas a segurança e a dificuldade para oferecer suporte e conectividade a esse meio não padronizado, e também o que está por vir num campo onde as mudanças são cada vez mais rápidas e mais radicais.

Eis o nosso desafio, precisamos estar prontos!

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Autor

DBA SQL Server. Certificação Microsoft MCP - MCPS - 70-461 e 70-462. 20 anos de experiência na área de TI, tendo atuado como programador, suporte técnico, analista de sistemas, DBA e supervisor. Amplos conhecimentos técnicos e gerenciais na área de desenvolvimento de sistemas, banco de dados, cloud-computing, gerenciamento de projetos, coordenação de equipes, desenvolvimento de e-commerces e e-learnings na nuvem da Amazon - AWS.

Hernando Santana Pinto

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