Cloud Computing

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“Cloud” – uma questão de ponto de vista?

publicado por Edson Palomares

Qual é o seu ponto de vista sobre Cloud?

Muito já se falou sobre Cloud, porém é importante visualizar conjuntamente as várias formas diferentes de fazer processamento em nuvem. Principalmente porque muitas soluções já são disponibilizadas como serviços na nuvem, há muito tempo. Por exemplo, podemos citar as empresas que rodam sistemas ou ferramentas em ambiente de terceiros, há mais de 10 anos. Sem contar os aplicativos que usamos em nossos celulares e que não temos nem noção em que ambiente são executados de fato.

Atualmente essa abordagem de processar fora da Empresa está ficando cada vez mais abrangente, ou seja, se antes se discutia a possibilidade de rodar um sistema fora do ambiente, ou terceirizar totalmente os processos através de um BPO ou a terceirização completa do Datacenter, agora as possibilidades de contratar serviços através da nuvem cresceram exponencialmente. Hoje temos diversas soluções de SaaS (Software as a Service), DaaS (Desktop as a Service), PaaS (Platform as a Service), IaaS (Infraestrutura as a Service), etc. E isso se deve a muitos fatores, mas na minha visão a possibilidade de se ampliar o conceito de virtualização das soluções e o fato de muitos fornecedores também venderem a própria infraestrutura como serviço, amplia mais ainda essas possibilidades.

Cada provedor desses serviços, naturalmente vende uma visão de cloud baseada nos seus produtos. Porém para termos uma visão mais abrangente, abaixo estão diversas possibilidades de processamento em nuvem organizadas em camadas. E mesmo sendo um mapeamento simplificado, é possível visualizar a complexidade que essas soluções em nuvem podem ter.

A tabela contém as camadas, os equipamentos, hardwares, softwares que são utilizados nessas camadas, algumas considerações sobre as mudanças que estão acontecendo nas soluções e alguns exemplos de soluções cloud e seus provedores para dar uma visão básica dos serviços já disponíveis no mercado, alguns há muito tempo. Então, vamos lá:

Nome da Camada

Infra, Equipamentos   Hardware (HW) e Software (SW)

Considerações   sobre as soluções da camada

Exemplos   de soluções Cloud

Camada clienteDesktop, notebook, tablet, smartfone, TV,   automóvel e eletrodoméstico com software embarcado, etc. Os aplicativos   instalados  nesses devices consomem   informações ou serviços que em alguns casos são executados localmente, mas na   maioria das vezes são executados em servidores remotos;

 

Tanto os aplicativos pessoais como os   corporativos estão cada vez mais focados na usabilidade, na praticidade. E existe   uma grande demanda para convivência desses dois tipos de aplicativos no mesmo   equipamento e em alguns casos com uso compartilhado;Pessoais:GPS, Jogos, comunicadores, interface   das redes sociais, Google Docs, etc;Corporativos : Google Apps for Business,   Office 365 da Microsoft, interfaces para CRM, BI, ERPs, etc;
Infra de conexãoSoluções   e equipamentos de Telecomunicações (links, cabeamento, equipamentos de rede,   satélites, etc.) que são utilizados para que a camada cliente tenha acesso a   uma rede privada ou a uma rede pública fornecida pelas empresas de   Telecomunicações;São soluções para as quais as vendas vêm   crescendo, mas que já foram totalmente terceirizadas pelas empresas e são   fornecidas como serviços há muito tempo, por Empresas de Telecom como Vivo, Embratel,   OI, etc,Pessoais :Acesso banda larga, provedores   de Internet, soluções de voz sobre IP, etc;Corporativos : Links privados ponto a ponto   entre empresa e clientes ou fornecedores , links de internet, redes MPLS   interligando filiais;

 

Infra de rede interna e   segurançaEquipamentos, Software  e cabeamento que interligam as estações de   trabalhos e devices e que garantem o acesso, distribuição e segurança da rede   que interliga os devices da camada cliente dentro da empresa, em casa e em   locais públicos, etc;Camada que tem alto nível de integração e   dependência com o ambiente interno, mas que também tem serviços que ao invés   de serem executados internamente na rede, continuam sendo privados, mas   executam fora da empresa ou fora do local onde estamos com os nossos devices;Pessoais:Firewall dos provedores, antivírus,   soluções para interligar casas inteligentes, etc;Corporativos: serviço de DNS,VPN – virtual private   networking, pontos de distribuição de conteúdo (edges) da Amazon, serviços de   rede e appliance de firewall de tráfego/aplicação da F5, etc;

 

Camada AplicaçãoAplicações, sistemas, serviços que executam   tarefas automatizadas e fornecem informações, dados, voz, imagens, etc, que   são consumidos pelos usuários para executar uma determinada função;Já existe há bastante tempo soluções   terceirizadas para essas aplicações, mas continua crescendo, pois a   construção das aplicações como serviço e a cobrança dos custos por transação/usuário,   etc, vem mudando muito a forma de aquisição e    possibilitando reduções de custos globais;Pessoais:Dropbox, Facebook, LinkedIn, Skype,   etc;Corporativos: Uma quantidade imensa de   serviços que rodam totalmente fora da empresa são fornecidos por um número   muito grande de fornecedores, ex: ERPs, CRM, BI, sistemas de RH, de negócios,   de gestão e monitoração de TI, etc;

 

Infra de Banco de DadosAplicações que tem o objetivo de armazenar as   informações de acordo com uma lógica pré-definida e que foram construídas   para facilitar a manutenção e o uso desses dados. Comumente são separados em   banco de dados relacionais (SQL, Oracle, Sybase, MySQL, etc) e não   relacionais ( Cassandra, Mongo DB, Redis, Riak, HBase, etc);Apesar das soluções em cloud para essa camada não   serem tão comum, pois é mais frequente contratar o sistema de Banco de Dados   junto com a aplicação, os provedores cada vez mais disponibilizam o BD como   serviço rodando em cloud Sendo que o uso dos BD não relacionais está crescendo   bastante para atender as exigências do Big Data;

 

BD Relacionais :SQL SQL Azure da Microsoft,   Xeround Cloud Databse,  SQL, Oracle DB2 e MySQL na Amazon , etcBD não relacionais : Google Appengine Data Store,   Simple DB e Dynamo DB da Amazon, etc;

 

Infra de ServidoresPCs, computadores, servidores, sistemas   operacionais, software básico, ferramentas de administração e gestão dos   servidores que tem a finalidade de suportar, principalmente, o processamento   das transações, com  disponibilidade e   contingência adequadas para o negócio;A possibilidade de virtualizar as máquinas e dar   soluções modulares para tratar   cache,   processamento, ajuste automático dessa capacidade de acordo com a demanda, disaster   recovery, etc, tudo como serviço, abre possibilidades para que as aplicações expandam   ainda mais suas funcionalidades;Tipos de Virtualização :Soluções Citrix, Windows 8 e   Hyper v da Microsoft, Red Hat Enterprise Virtualization, Windows Azure, etc.Plataformas: Amazon Web Services, soluções   de Hosting de aplicações em Datacenter externos, como na Level 3, Localweb, Double   Take da Vision Solutions, etc.

 

Infra para Armazenar Dados Equipamentos,   hardware e sotware específicos que tem o objetivo de persistir em mídia   eletrônica, as informações que são consumidas pela aplicações, ex : Storage, Unidades   de Fita, servidores de Banco de DadosAs soluções para armazenamentos na nuvem também   vem crescendo bastante tanto para uso pessoal como para uso corporativo, e   isso  amplia a mobilidade, a   disponibilidade e a contingência;Pessoais :Dropbox, provedores de   internet, Youtube, Instagram, detcCorporativos : Google Drive, Elastic Block   Store, S3 e Glacier da Amazon, etc

Isso só mostra que cada vez mais teremos soluções disponibilizadas como serviço em cada camada, ou mesmo soluções complexas que combinam as diversas camadas e disponibilizam serviços completos que podem atender o negócio com mais agilidade, com escalabilidade mais alinhada com a demanda real e com um nível de controle e segurança mais aprimorados.

Por tudo isso, temos que pensar primeiro na estratégia da empresa, saber o que precisa ter mais agilidade e o que precisa ter mais controle e segurança, etc. Temos que ter solução de arquitetura alinhada com os requisitos de negócio da Empresa. Temos que garantir que os serviços que forem migrados para executar fora da Empresa, respeitem os requisitos de negócios e de integração, os requisitos técnicos e os requisitos de gestão dos ambientes de TI definidos.

Portanto ter uma Arquitetura Híbrida (parte na nuvem e parte dentro de casa) traz mais flexibilidade para mudanças de rota durante o caminho. Além disso, temos que tomar cuidado em definir os processos de TI de forma abrangente e com requisitos de governança que levem o processamento em nuvem em consideração. Afinal de contas nesses ambientes os processos de Gestão de Mudança, Gestão de Configuração, Gestão de Ativos de TI, certificações e auditorias ficarão muito mais complexos se não tivermos mapeado cada um dos serviços e suas integrações.

Ou seja, não é uma questão de ponto de vista ou gosto, é uma questão estratégica para a Empresa. É uma questão crucial de Arquitetura que precisa ser analisada no conjunto e não caso a caso, para que as surpresas não sejam irreversíveis, visto que os aspectos de agilidade, flexibilidade e custos já são considerados como benefícios muito fortes dessas soluções em Cloud, mas este é apenas mais um ponto de vista.

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Autor

Especialista em Gestão Estratégica e Arquitetura Corporativa - Atualmente é Sócio Diretor da Foco Consultoria em TI, tendo como responsabilidade a gestão técnica e estratégica da operação; site : www.focoemti.com.br - Atuação por 5 anos como Gerente Sr. de Tecnologia da Informação, exercendo a função de CIO da CPM Braxis Capgemini, direcionando estrategicamente soluções de infraestrutura e sistemas; - Experiência de 15 anos na gestão das áreas de Sistemas, Infraestrutura, Gestão de Projetos, Service e Operation Center, Segurança da Informação, Compliance, Governança de TI, Arquitetura, Administração de Dados, Banco de Dados, Administração de Componentes e Metodologia, em grandes Empresas como CPM Braxis, Capgemini, Unibanco e ITAU BBA; - Atuação no início da carreira como Analista de Sistemas, Administrador de Dados, Arquiteto de Soluções e Gerente de Projeto, adquirindo significativo conhecimento técnico; - Graduado em Engenharia Civil pela Unesp, com Pós-graduação em Ciências da Computação na USP, em Análise de Sistemas na PUC, e com especialização em Gestão Estratégica na ESPM.

Edson Palomares

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