Cloud Computing

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CLOUD COMPUTING – Será que a culpa é da TI ?

publicado por Marcos A. Silva

No passado não muito distante, o departamento de tecnologia, ou CPD como era chamado, mantinha o controle total do que era processado numa empresa.

Term. IBM 3277

Na época, manter um mainframe com uma estrutura adequada para seu funcionamento, não era fácil. Os custos eram altíssimos, os profissionais capacitados eram poucos, como eram poucas as aplicações pré-desenvolvidas e consultorias especializadas disponíveis e ao alcance de organizações que não eram de grande porte.
Tudo era desenvolvido dentro de casa, e o usuário final acabava se contentando com meia dúzia de relatórios que mal espelhavam a situação, seja ela de qualquer área da empresa.
Caso um usuário necessitasse de uma alteração num sistema, mesmo que fosse a inclusão de um campo a mais numa listagem, era preciso submeter tal necessidade para o pessoal do CPD, que colocaria o pedido numa fila cujo tempo de espera nem sempre atendia os anseios do usuário.
Aí surgiram os micro-computadores. No início estas máquinas começaram a entrar nas empresa pelas próprias áreas de TI, que analisavam os poucos fornecedores existentes e recomendavam esta ou aquela marca, mas não deram muita atenção para o efeito cascata que  se iniciava.
Aquele usuário que precisava cruzar informações de dois ou tres relatórios que lhe eram entregues pelo CPD, passou a colocar as informações em planilhas eletrônicas e fazer ali mesmo as análises que precisava. Um pouco mais tarde, descobriu que se o pessoal do CPD convertesse os dados dos relatórios em arquivos tipo linha e coluna, não era preciso nem transcrever as informações dos relatórios. Tudo isso acontecia mais rápido do que ficar esperando o relatóio ideal elaborado pelo CPD.
Foi assim que os micros-computadores invadiram as empresas, incluindo as micro,  pequenas e médias também. O pessoal do CPD foi ficando com cada vez menos “problemas” para resolver, os sistemas cada vez mais disponíveis no mercado, etc….  O resto da história todos os usuários com mais de 40 anos já conhece. Tornou-se mais fácil conseguir um micro do que alcançar um lugar melhor na fila de prioridades do CPD.
Há quem diga que o advento da internet só piorou as coisas para a turma do CPD, que ainda resiste a idéia do usuário como tutor absoluto dos dados que orbitam os negócios. Segurança da informação, servidores próprios e dentro de casa, uma equipe especializada em manutenção de tudo, enfim, são alguns pontos discutidos nos foruns onde encontramos o pessoal dessa época e que não está convencido que TI é apenas uma ferramenta para uma porção de empresas.
Hoje estamos vendo o movimento em direção à computação em nuvem, ou cloud computing. Quem estava se acostumando com a idéia de colocar algo em datacenters, contratar alguns sistemas prontos, agora olha para a “ nuvem” e vê mais uma avalanche de mudanças rondando suas atribuições. O processamento volta a ser centralizado, podem até não saber onde está o mainframe, que também mudou de nome e forma, mas uma coisa é certa…“Os dados e as informações estão sob o domínio das empresas, dos departamentos, dos  usuários, e não mais só com as equipe de TI”, como acontecia no passado”. Podemos encontrar praticamente tudo o que precisamos no mercado, sendo que as vezes a questão é só marca ou preço. Mas quem está melhor preparado para fazer a escolha?
Não muda o fato de que cabe aos profissionais de TI usarem seus conhecimentos para auxiliar suas empresas a atingir os objetivos, como cada um dos usuários das outras áreas. O que muda é a forma como essa contribuição vai acontecer daqui pra frente, e não adianta colocar a culpa na Tecnologia, pois ela esta presente para ser usada da melhor maneira possível, em prol dos negócios.

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Autor

Na área de TI trabalhou nas Indústrias Müller e na Volkswagem do Brasil; foi consultor na BDO para vários projetos no Brasil e América Latina ; atuou na Diretoria de Marketing no Banco Excel Economico. Como empresário já esteve à frente de negócios ligados a Tecnologia da Informação, Comunicaçao e Marketing. Atualmente é sócio-diretor da Free Enterprise, uma consultoria voltada para inovação e tendências mercadológicas que envolvem novas tecnologias, e representa a MIPC Informática, empresa de tecnologia da informação, como diretor de desenvolvimento de novos negócios. Formado em administração de empresas e MBA em Marketing (INPG / NSU-Flórida), Marcos A. Silva sempre usou tecnologia de ponta para agregar valor ao negócio das empresas por onde passou. É especialista em acompanhar os movimentos do mercado, analisar cenários e tendencias para criar e transformar produtos e serviços agregando diferenciais tecnológicos. Na MIPC iniciou sua trajetória em 2005 desenhando serviços sob o conceito de cloud computing, e acabou assumindo a área de novos negócios. As suas responsabilidades também envolvem alianças com parceiros tecnológicos e projetos especiais.

Marcos A. Silva

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