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A relevância do RH no distribuidor

publicado por Vladmir França

Há que se ter em mente que nem sempre as pessoas eram a principal preocupação das empresas. Durante a Era Industrial, a expectativa era a de que os trabalhadores, ou seja, as pessoas se comportassem como máquinas, já que as organizações, naquela época, passavam por um intensivo processo de mecanização. Nada mais lógico, portanto, que se considerasse que o comportamento das pessoas deveria ser o mesmo.

Obviamente, no decorrer dos tempos, isso foi evoluindo. As pessoas passaram a ser mais valorizadas dentro das organizações. Daí poder-se afirmar, sem medo de errar, que essa é a tendência atual corporativamente falando.

Hoje em dia, as pessoas que fazem parte das empresas são consideradas o seu principal ativo e são o grande foco dos administradores. Eles estão preocupados com o futuro de suas organizações, e sabem que tem que investir no presente, nesse capital humano, para o sucesso futuro de seus negócios. Esse é, pelo menos, o discurso da maioria das empresas, mas o que se vê ainda são empresas que não conseguem transformar esse discurso em ações concretas.

Para que os indivíduos se sintam satisfeitos dentro de suas organizações, as empresas têm que definir claramente algumas coisas importantes, tais como, organogramas, estrutura de cargos e salários, avaliações de desempenho, definição de responsabilidades, dentre outras. Com essas definições claras, os profissionais conseguem visualizar o caminho que têm que seguir para se desenvolver dentro da empresa.

Eles precisam ter não só a percepção, mas a certeza de como podem galgar postos mais elevados dentro da organização. É claro, também, que não podemos nos esquecer de programa de qualidade de vida (equilíbrio entre vida pessoal e profissional), politica de treinamento e desenvolvimento, salários compatíveis com o mercado, politica de benefícios, comunicação transparente etc. Tudo isso somado pode ser um fator primordial para a tão falada e sonhada retenção de talentos nas organizações.

Esse é o grande desafio do RH, manter as pessoas da organização motivadas e comprometidas com os objetivos da organização. O papel do RH, hoje em dia, vai além de mero controlador de horário, cálculo de folha, funções burocráticas que hoje estão totalmente automatizadas. O tempo de “chefe do pessoal”, tal qual o Gerubal Pascoal (lembram-se dessa figura emblemática?), já passou, está distante da realidade atual.

Agora os profissionais de RH têm uma função estratégica dentro das empresas, participam ativamente da elaboração dos planos estratégicos das mesmas, pois seu trabalho na contratação de mão de obra, na retenção de talentos, na formulação de políticas internas, enfim, de tudo o que envolve a gestão de pessoas, depende do envolvimento e entendimento das equipes e de como elas enxergam a empresa em que atuam.

Apesar dessa mudança no papel do RH nas organizações, a de estar totalmente alinhado com as estratégias da empresa, os gestores de RH ainda enfrentam um problema muito sério: a falta de mão de obra capacitada. Existe uma dificuldade enorme em se encontrar profissionais qualificados para preencherem vagas disponíveis. Isso se deve ao fato de não ter havido melhora na formação de profissionais. A educação ainda é um problema sério no Brasil, e sem perspectivas de melhora a curto prazo, pela falta de investimento governamental.

Tudo o que foi expressado acima serve para as empresas distribuidoras de produtos e serviços de TI. Nada é muito diferente. Os desafios e dificuldades sempre foram e serão os mesmos.A relevância e o papel do RH nos distribuidores de TI também têm uma importância fundamental, no rumo dos negócios de cada uma das empresas. Como os demais setores da economia, a distribuição de TI também enfrenta uma dificuldade: a profissionalização do setor. A dificuldade para se encontrar gente especializada em TI, talvez seja bem maior que em outros setores, pois para muitas funções não existem cursos para a formação de mão de obra necessária. Isso acaba levando as empresas a investir na formação dessas pessoas, porém correndo um risco real de perdê-las, às vezes em troca de um salário maior, às vezes em troca de uma perspectiva futura melhor.

Esse é um risco que toda área de RH das empresas tem que tentar reduzir, exercendo o seu real e atual papel de gestor de pessoas. O desafio é grande, mas a satisfação ao ver os seus objetivos sendo atingidos é inestimável.

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Autor

Vladmir França é formado em Administração de Empresas pela FGV - Fundação Getúlio Vargas - e Contador pela Escola Técnica de Comércio Álvares Penteado, Vladimir França carrega em seu histórico profissional mais de vinte anos de experiência no setor de tecnologia e distribuição. Já passou por empresas como Ingram Micro Brasil Ltda, Lasoft – Latino Americana de Software Ltda, Elebra Eletrônica S/A, Labo Eletrônica S/A, dentre outras. O profissional é Diretor Executivo da ABRADISTI.

Vladmir França

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