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A invasão dos tablets na área corporativa

publicado por Cezar Taurion

Os tablets estão se popularizando rapidamente na computação pessoal, mas já faz algumas incursões no setor empresarial. Embora ainda estejamos no início da sua curva de adoção, é possivel vislumbrar um imenso potencial para aplicações corporativas neste cenário pós-BlackBerry. Principalmente porque entre seus usuários estão os executivos C-level, ou seja, os executivos de decisão, que demandam que seus tablets sejam o ponto de entrada para as aplicações corporativas antes disponíveis apenas nos laptops. E, convenhamos, um tablet é muito mais intuitivo e fácil de usar que um laptop… E espera-se dos tablets muito mais funcionalidades que as encontradas nos smartphones. Assim, nada mais natural que os executivos se perguntem porque os ERP e CRM não podem ser acessados por eles?

Portanto, os CIOs e os empresários da indústria de software que se preparem, pois a pressão para que os tablets sejam usados corporativamente tenderá a aumentar significativamente.Em consequência, os desenvolvedores, internos às empresas ou das empresas de software, terão um belo desafio pela frente. Em termos de design de aplicações um tablet não é um smartphone com tela maior nem um laptop sem mouse. As aplicações têm que ser desenhadas para as suas funcionalidades e não meramente adaptadas de outros dispositivos.Mas desenvolver aplicativos para tablets enfrenta alguns dos problemas já enfrentados nos smartphones, como a fragmentação de ambientes. Como estamos falando de aplicativos de negócio, a decisão de qual plataforma adotar é bem mais séria que nos smartphones, pois uma decisão equivocada pode acarretar consequências negativas no longo prazo. Vou optar pela plataforma iOS da Apple e criar uma barreira de saída bastante alta? Ou optar pela plataforma Android e, neste caso, conviver com fragmentações como Honeycomb e Gingerbread? Ou devo optar por HTML5?Nesse aspecto, as empresas de software terão o problema de arcar com desenvolver e manter seus aplicativos tablets pelo menos em 2 ou até 3 plataformas diferentes, para não perderem mercado. Para as empresas de software, o HTML5 provavelmente será, no futuro, uma boa opção. Na minha opinião, vale a pena estudar o assunto mais cuidadosamente. Mas até que o HTML5 se dissemine amplamente, a convivência com várias platformas será inevitável.Provavelmente, diante deste cenário, veremos as chamadas MEAP (Mobile Enterprise Application Platforms) começarem a aparecer no mercado. A proposta de uma MEAP é ser um middleware que permita desenvolver o aplicativo uma única vez e ele vai se encarregar da integração com as diversas plataformas do mercado. É uma tecnologia que deve ser acompanhada de perto. Recomendo a leitura do material disponível em pdf de um webinar do Gartner em http://www.gartner.com/it/content/1586600/1586614/april_13_ipad_and_beyond_dwillis.pdf.

As áreas de TI das empresas não podem ficar inertes e observarem os tablets entrando em massa pelas janelas nas suas organizações. Espera-se que desenvolvam de forma pró-ativa de novas aplicações que explorem seu potencial, uma vez que, além dos recursos típicos dos smartphones como acelerômetros, giroscópios e interface touchscreen, oferecem uma inerente capacidade de “interação social”, disponibilizada por sua tela maior, permitindo a criação de aplicativos mais “sociais”. Tente compartilhar com um colega uma tela de um smartphone e veja a diferença quando usando um tablet…

Pensando um pouco mais no assunto, identifiquei algumas diferenças entre aplicações para tablets e as que conhecemos hoje nos smartphones. É verdade que ambas exploram a tecnologia de touchscreen, que provocou uma mudança significativa no paradigma dos interfaces com os computadores, da mesma amplitude que o interface via janelas provocou no antigo modelo pré-Windows. Touchscreen será o interface padrão de fato, tanto de tablets e smartphones como dos PCs e laptops.

Mas os tablets demandam também outras caracteristicas diferentes dos smartphones. Primeiro, são “Wi-Fi centric” ao invés de “3G centric” (nem todos os tablets tem acesso à rede 3G), o que significa que nem sempre estarão conectados e também, por serem usados corporativamente, demandarão mais entrada de dados que os aplicativos dos smartphones.

E de onde virão estes aplicativos? Bem, temos os aplicativos criados para laptops, para os antigos smartphones, como BlackBerry, ou mesmo os criados para os smartphones da geração touch. Os criados para laptops e BlackBerry já são aplicações de negócio, muitas vezes críticas para a operação da empresa. As regras de negócio deverão ser preservadas, é claro, mas os interfaces terão que ser redesenhados. Uma aplicação Web desenhada para laptop foi desenhada para mouse e não touchscreen. É uma mudança radical na maneira de interagir com o aplicativo.

Por outro lado, as aplicações atualmente escritas para smartphones touch tendem a ser menos críticas para os negócios. Dependendo de sua importância, podem ser simplesmente disponibilizadas para os tablets que funcionarão como smartphones com telas grandes ou redesenhadas para aproveitarem as diferenças de funcionalidades que os tablets oferecem. E, claro, teremos as milhares de novas e inovadoras aplicações escritas especificamente para os tablets. Afinal é um mercado e tanto. Algumas estimativas apontam que por volta de 2015 eles somarão quase um bilhão de unidades em uso.

Temos pela frente um bom desafio. Como desenhar aplicações de negócio para explorar os tablets? Que especificidades estes dispositivos demandam? E a pergunta final que os CIOs e os executivos das empresas de software devem se fazer é “nossos desenvolvedores estão preparados para tal tarefa?”.

 

 

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Autor

Cezar Taurion é head de Digital Transformation da Kick Ventures e autor de nove livros sobre Transformação Digital, Inovação, Open Source, Cloud Computing e Big Data.

Cezar Taurion

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