Segurança da Informação

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A Segurança nossa de cada dia…

publicado por Homero Mckinley

A Segurança nossa de cada dia...Para completar a frase acima, Amém! Pois é meus amigos, temos que começar o dia não menos com essa oração ou semelhante para quem pertence a outra doutrina. Estive presente há pouco na 1ª Conferência Internacional de Segurança da Informação (Itsa Brasil), realizada em São Paulo, aonde se reuniram vários ícones dos vários setores ligados a Tecnologia da Informação para discutir este tema tão polêmico. Vale ressaltar que faltou o Snowden (risos).

Durante dois dias tivemos várias discussões, com a presença de Diretores e Gerentes de empresas com CISCO, AMBEV, Nic.BR, VIVO, NEC MCTI, ABIN, entre outros. Ressaltando também os que vieram de fora do País. Confesso que sai desta conferência com bem mais preocupação do que da forma que entrei.

Estamos em pleno “Admirável Mundo Novo” como já previa, em torno de 1946, nosso Aldous Huxley em sua primeira edição do livro de mesmo título acima. Estamos em uma Sociedade a beira do colapso digital, que tem avançado a passos largos e que não estamos conseguindo acompanhar. As informações estão cada vez mais fáceis de serem acessadas e, por vezes, armazenadas em “Big Dates”. Mas, será mesmo que precisamos de todo esse conteúdo? Como separar as informações falsas das verdadeiras? Como utilizá-las? A que ponto nossa privacidade é preservada? E a Segurança das mesmas? Perguntas foram exibidas em painéis e as respostas foram atordoantes.

Cidades inteligentes, a Internet das coisas, a vulnerabilidade dos sistemas de informação, como se situar nisso tudo que esta acontecendo ou, estar por vir? Sinceramente, não teria uma resposta sólida para tal pergunta. Não existe nenhum sistema com 100% de segurança e, na atual situação, só temos dois tipos de empresas: As que sabem que já foram invadidas ou as que não sabem ainda.

Carros sem motorista, prédios inteligentes, cadastros únicos entre tantos outros, são projetos que já estão sendo testados. E como será que a sociedade receberá todos estes tipos de facilidades se não sabemos nem ao menos lhes dar com as que já são oferecidas atualmente?

As guerras deixaram de ser corpo a corpo e passaram a ser virtual, a tecnologia já acompanha nossos filhos desde o momento em que nascem, e como estamos nesse cenário? Já sabemos doutrinar corretamente nossos filhos sobre o uso das mesmas? Os perigos constantes da internet ? Já sabemos mesmo como instruí-los? Será? A verdade é que a cada dia que passa aumenta em progressão geométrica a quantidades de Hackers no mundo todo, com diversas finalidades, desde roubar o número seu cartão de crédito até os chamados de Hackers de Infraestrutura que pretendem causar danos maiores, como por exemplo: interromper o fornecimento de energia de uma cidade ou parar o Sistema de Controle de Tráfego Aéreo de um País. Por sinal, ouvir de um Hacker Brasileiro, que estava presente na conferência supracitada, que só existem dois tipos de Hackers: Os Chineses e o não Chineses. Vale salientar que este Hacker Brasileiro hoje trabalha para o bem, executando testes de seguranças nas empresas que o contratam.

A preocupação como as Guerras Cibernéticas tem aumentado em todos os Países, é fato e nós, sociedade como um todo, o que estamos a fazer para nos proteger? Como vai hoje a nossa privacidade (redes sociais etc.)? E por onde estão os nossos dados? Nossos CPF? Não adianta radicalizar, pois o mesmo perigo de uma transação na Internet tem tanto significado quando você entrega o seu cartão ao frentista do posto de gasolina.

O que era seguro ha alguns anos atrás como certificados SSL (usado em Bancos) já não são mais, como também, saber que os sistemas usados na maioria dos caixas eletrônicos, são ultrapassados e frágeis. E agora? Ouvi de um Matemático que quando os cientistas decifrarem a densidade dos números primos, não haverá senha inviolável. E o que fazer? Você confia na sua equipe que tem contato com dados confidenciais da sua empresa? Como conviver com isso? Perguntas complicadas.

No entanto, todos os conferencistas foram unânimes ao citar a importância de instruir de forma adequada o ser humano e, é nesse sentido, que o Sistema Militar dispõe de dois princípios importantes que teríamos que utilizar nessa situação: Doutrina e Disciplina. Temos que segui-los nesse sentido e repassando a gerações, ensinado que é você que faz sua privacidade, que temos que ser proativos e não reativos. Informando a que a Internet tem informações construtivas mas também, destrutivas.

Temos que informar aos funcionários, como utilizar os recursos das Empresas com maior responsabilidade, a importância e o perigo de uma “pen drive”, do uso responsável dos “Smatphones” entre outros. Não adianta a empresa ter um excelente PSI (Plano de Segurança da Informação), se a maioria dos funcionários não compreende o básico. Sim, temos que usar todos os recursos disponíveis (“Firewall”, Antivírus “Antimalware” etc.) para aumentar a segurança, não resta dúvida, mas, partimos do pressuposto que sem uma doutrina adequada em conjunto com as ferramentas disponíveis, iremos cada vez mais adentrar nesse colapso digital. Lembro-me de um caso recente da maior rede de Varejo da Inglaterra foi invadida através do sistema que controlava a refrigeração e efetuaram um roubo milionário! E Era uma empresa que possuía um sistema forte de proteção!

Portanto, passo a mensagem que a Segurança começa em você e que no mundo digital não há nada inviolável. E lembrem-se: “Você é tão mais forte quanto seu elo mais fraco”. Um forte abraço a todos e tenham um bom dia.

[Crédito da Imagem: Segurança da Informação – ShutterStock]

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Autor

Engenheiro Assessor de Tecnologia da Informação Segundo Comando Aereo Regional

Homero Mckinley

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