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Que professor seu filho gostaria de ter?

publicado por Helio Soares

Figura - Que professor seu filho gostaria de ter?A busca de alternativas de ensino para as atuais gerações tem sido uma prática constante em todo o mundo. Uma das alternativas, é o Ensino baseado em Contexto. Com nomenclaturas diferentes, algumas experiências já estão sendo feitas há alguns anos.

Este método consiste em partir de um problema (contexto) e usá-lo como ferramenta para apresentar conteúdos, exercícios e avaliações. O problema, em si, não é o foco, mas sim as necessidades que ele apresenta ao aluno que precisará de novos conteúdos, técnicas e tutorias para resolvê-lo.

A grande questão neste modelo é tornar o ensino mais dinâmico e prático, focando em um objetivo claro que motive o aluno a estudar algo que seja, instantaneamente, útil para um momento de sua vida. O professor passa a ser um maestro que organiza e filtra as informações e habilidades que precisam ser resolvidas, conduzindo o aluno aos possíveis caminhos (e não ao único ou à solução pronta) para resolução do problema.

O modelo baseado em contexto exige uma sincronia de técnica, metodologia de ensino e conduta adequada de quem a aplica. Requer planejamento e experimentação. Enquanto os cursos de pedagogia não formarem as novas gerações de professores, o caminho é experimentar, medir e adequar as ações com base nos resultados.

Claro que há resistências e críticas, inerentes a qualquer movimento de disruptura. Mas a falta desta ousadia em mudar, mesmo que sem saber exatamente como, pode trazer resultados caóticos para a evolução educacional, prejudicando gerações potencialmente diferenciadas do ponto de vista tecnológica.

E falando em tecnologia, obviamente ela deve estar presente na resolução dos problemas contextualizados em cada ambiente de ensino. Há diversas ferramentas disponíveis, desde pacotes para aulas invertidas, como Office 365 e Google Education, como ferramentas mais acessíveis para educadores mais distantes tecnologicamente, como o Skype com tradução simultânea em várias línguas (inclusive português), WhatsApp, Facebook, dentre outras.

Dinâmicas entre os próprios educadores e profissionais de tecnologia podem tornar a escolha das ferramentas mais simples. É necessário fomentar esta discussão dentro das instituições de ensino para se definir um pacote básico de ferramentas de apoio para o educador.

Voltando ao contexto, um problema pode ser qualquer um. Por exemplo, pode-se montar uma peça de teatro em que os alunos são os atores e a sua criação, ensaios e apresentações sejam fases de um projeto. Técnicas para gerenciamento de projetos, liderança, empreendedorismo, marketing, relacionamento interpessoal, gestão de documentos, desenvolvimento de sites etc. podem fazer parte do conteúdo a ser ministrado. Tudo voltado para a resolução do problema: montar uma peça de teatro.

Parece simples, e o é. A dificuldade está no engajamento, na habilidade em explorar o máximo de conteúdo, mantendo-se a motivação do aluno em alta.

O sistema de avaliação também precisa acompanhar o modelo. Provas talvez não façam tanto sentido quanto no modelo tradicional. Avaliações simples de participação em aula também podem ser pobres para tal. A avaliação passa a ser mais contínua, o aluno precisa conhecer os critérios e saber que cada ação e seu resultado afeta sua avaliação. Geralmente, neste modelo, parte da avaliação é em grupo e parte individual. Criar o senso de responsabilidade coletiva e manter o mérito das entregas individuais é fundamental para não quebrar a motivação, gerando possíveis discussões sobre injustiças.

Por isto a necessidade de experimentar e medir. De fato, educar não pode ser um processo baseado em experimentos, precisa ter embasamento teórico, filosófico e pedagógico. Mas o tempo das mudanças tem nos obrigado a ousar, arriscar e mesclar experimentos com pedagogia.

Por fim, é importante documentar os experimentos e resultados. Compará-los com os resultados de técnicas tradicionais e ajustar rapidamente as ações para tornar o processo assertivo o quanto antes. O mercado espera por isto, os alunos buscam motivações diferentes e o educador, bem, este, às vezes, também, mas é o educador o “dono da bola”, o que verdadeiramente é capaz de iniciar o processo de mudança. Boas experiências a todos.

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Autor

CTO do grupo ASOEC de Educação. Transformador de negócios com uso de tecnologia e foco em entrega. Mestre em Ciência da Computação pela UNICAMP, Especialista em Gestão Empresarial pela FGV e Bacharel em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Uberlândia - UFU. Nos últimos anos, venho atuando fortemente em 3 pilares: Estratégia, Pessoas e Tecnologia.

Helio Soares

Comentários

3 Comments

  • Boa noite!
    Para tratar sobre consultoria, qual seria o canal?

    • Boa noite.

      Fique à vontade em entrar em contato para entendimento da sua demanda: helio.soares@asoec.com.br

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