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Qualidade em TI – Planejamento como instrumento da qualidade

publicado por Paul Robert Bergami

Qualidade em TI – Planejamento como instrumento da qualidadeEm nosso último texto falamos de testes mínimo, econômico, eficaz e principalmente da utilização do planejamento de testes como objeto consciente dos testes.

Agora vamos falar sobre o processo de planejamento do projeto e como este pode se tornar um instrumento para qualidade.

Resumidamente, o planejamento do projeto deve incluir aspectos como escopo, atividades, cronograma, custos, recursos, riscos do projeto, entre outros.

Na descrição do escopo, o detalhamento do que será entregue, é possível ampliar a visibilidade do cliente ou usuário para a abrangência da entrega e permite concretizar melhor o que será feito.

Na descrição das atividades, que detalha a sequência do que será feito, o cliente ou usuário pode acompanhar que já foi feito.

Na descrição dos custos do projeto, é interessante separar os diversos custos do projetos como recursos humanos, infraestrutura, serviços de terceiros, material de consumo e quaisquer outros demandados pelo projeto.

Na determinação dos recursos do projeto, onde são detalhados recursos humanos, financeiros e materiais, dê especial atenção ao perfil dos recursos humanos. Diferentes habilidades técnicas serão exigidas em diferentes momentos do projeto e não em outros. Este fato pode gerar aumento de custos e riscos ao projeto. Quanto maior a diversidade de habilidades e momentos diferentes na necessidade destas, mais e mais a alocação dos recursos humanos terá importância.

Na descrição dos riscos do projeto, onde são determinadas as probabilidades e os impactos por problemas que podem atrapalhar o projeto.

No cronograma, que posiciona as atividades no tempo e indica as precedências e dependências das atividades, não deixe de planejar as reuniões de progresso com o cliente ou usuário. Assinale os pontos de aprovação e de entregas parciais.

Em cada um destes aspectos existem pontos que permitem focar o planejamento do projeto como instrumento de verificação e acompanhamento da qualidade do produto ou serviço a ser entregue:

  • No escopo, não deixe de descrever também o que não será contemplado: Administre as expectativas explicitas e implícitas do cliente ou usuário;
  • Nas atividades inclua sempre validações de produtos intermediários: Envolva o cliente ou usuário na qualidade do produto ou serviço;
  • Relacione os custos com as atividades e com o cronograma: Dar visibilidade ao fluxo de caixa do projeto. Para consultorias, esta visibilidade permite administrar a margem do projeto durante o seu desenvolvimento: Custo e margem também são parâmetros de qualidade do produto ou serviço;
  • Tente ao máximo alocar profissionais com habilidades diversas, que possam desempenhar mais de uma função no projeto: Evitar a troca de profissionais durante o projeto é perder conhecimento adquirido no projeto, que tem reflexo direto na qualidade do produto ou serviço;
  • Obtenha aprovação do cliente ou usuário para os planos de mitigação de riscos ainda em tempo de planejamento do projeto: Impactos em prazos e custos para a ativação destas ações é como seguro, paga-se para não usar, mas se precisar estão previstos;
  • No cronograma, não deixe de demonstrar o caminho crítico do projeto: Os pontos de decisão em relação aos riscos, aos custos, aos prazos e principalmente onde o plano de ação para mitigação de risco é acionado são refletidos na qualidade;
  • Sensibilize a percepção do usuário ou cliente.

Mas o principal ponto é a atualização do Planejamento do Projeto: Planejamento do projeto para a qualidade precisa ser um instrumento vivo e considerar a realidade.

Não há segredo. Apenas uma relação de cuidados, lembretes que ajudam a qualidade do projeto e seus produtos.

Em nosso próximo texto vamos focar na Qualidade em TI – Os processos de desenvolvimento inimigos da qualidade.

[Crédito da Imagem:  Planejamento – ShutterStock]

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Autor

Professor de Qualidade de Software, Auditoria de Sistemas e MBA/TI, Economista pela FEA-USP com pós em Qualidade e Produtividade pela POLI-USP, especialista em qualidade de software para usuários e fornecedores de TI. Mais de 30 anos como Gestor em TI para Bancos, Consultorias, Marketing, Serviços e Governo. Focado em soluções pragmáticas de TI que aliam resultado e satisfação de clientes e acionistas, experiência internacional em London/UK no desenvolvimento de aplicativos bancários mundiais e Nova York/USA em consultoria para conformidade à Sarbanes & Oxley. br.linkedin.com/in/bergamipaul/

Paul Robert Bergami

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