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Os avanços tecnológicos poderão nos tornar imortais?

publicado por Aline Rodrigheri Ioste

Os avanços tecnológicos nos tornarão imortais?

Pode parecer um assunto de ficção científica, mas depois do sequenciamento completo do genoma humano através do Projeto Genoma a comunidade científica está unida em um esforço mundial no mapeamento de todos os neurônios humanos em alta resolução.

Os Estados Unidos em 2013 investiram 3 bilhões de dólares no projeto BRAIN, projeto que tem como finalidade mapear todos os neurônios humanos no período de dez anos. A Europa também destinou 1.19 bilhões de euros na criação de um simulador computadorizado do cérebro e a Microsoft também investiu mais de meio bilhão de dólares em um projeto voltado para mapear a mente humana. Não podemos deixar de citar o projeto do russo Dmitry Itskov que tem como finalidade transferir a consciência humana para uma interface robótica.

Para que esta transferência seja possível, vários projetos precisam ser concluídos. Em uma ordem cronológica seria: 1) O mapeamento do cérebro em detalhes; 2) Transformar este mapeamento em informações e dar sentidos a elas e 3) Construir um suporte que receberá estas informações.

Existem várias pesquisas no mundo inteiro atuando em todas estas frentes. O objetivo  principal é mapear em alta resolução todas as conexões entre os neurônios e seus caminhos cerebrais. Estas conexões foram denominadas de “connectome”.

O Human Connectome Project foi iniciado em 2009 pelo National Institutes of Health Blueprint for Neuroscience Research com o objetivo de mapear os 100 bilhões de neurônios e ir mais além, poder entender/ interpretar como estes 100 bilhões de neurônios fazem suas trilhões de possíveis conexões, quando elas são iniciadas, de que forma e quais são os objetivos destas conexões. Estas informações estão sendo estudadas através das melhores técnicas de coleta de imagens de mapeamento cerebral. Estes dados são coletados em tempo real e enviados para análises de neurocientistas no mundo todo.

Os cientistas estão criando um mapa geográfico, onde se conhece as estradas principais, mas não as suas vias secundárias.

Novas tecnologias de ressonância cerebral atualmente são capazes de mapear o cérebro em detalhes de um milímetro cúbico, aparentemente podemos ter a impressão de alta precisão, mas não são, pois em apenas um milímetro cúbico podemos ter milhares de conexões.

Os avanços tecnológicos serão cruciais para que estas pesquisas sejam mais precisas, e será muito importante o avanço relacionado ao armazenamento de enormes quantidades de informações, pois segundo o MIT será necessário 1.1 bilhão de terabytes para o armazenamento de um único mapeamento do cérebro humano com imagens detalhadas em neurônios. Para exemplificarmos quanto representam estes 1.1 bilhão de terabytes, atualmente este é o valor total de dados de trafego que a rede mundial de computadores gera em um ano de uso segundo dados da Cisco.

Algumas pesquisas através do mapeamento de mecanismos bioquímicos descobriram que 84% dos nossos genes se tornam ativos em alguma parte do nosso cérebro, esta descoberta gerou uma enorme quantidade de dados que ainda estão sendo estudados.

Com a limitação atual da tecnologia o mapeamento definitivo do cérebro humano em detalhes de neurônios e a interpretação correta destas informações ainda estão longe de serem atingidas, pois para viabilizar estas interpretações a tecnologia precisará avançar muito. Apesar do grande aumento dos bancos de dados relacionados aos estudos da mente humana, especialistas estimam que um “connectome” completo ainda demore uma década.

Atualmente estão envolvidos no projeto mais de 10 mil laboratórios de neurociência no mundo todo, focados em pesquisas relacionadas ao mapeamento cerebral e as suas conexões.

Grandes investimentos nestas frentes tem mostrado o grande interesse mundial pela busca da imortalidade, mas por outro lado, este conhecimento nos trará uma maior compreensão do funcionamento do cérebro humano e através dele o avanço nas pesquisas de combate a doenças degenerativas como o Alzheimer e Parkinson. As frentes de pesquisas voltadas na compreensão das limitações humanas também contribuirão para este avanço tecnológico com a construção de recursos que futuramente poderão ser usados na transferência da mente humana. Um exemplo de pesquisa neste sentido e do brasileiro Miguel Nicolelis, que construiu um exoesqueleto que responde a impulsos cerebrais.

Apesar de grandes avanços em todas as frentes ainda estamos longe da conclusão deste estudo, mas a comunidade científica tem se mostrado bastante motivada e atualmente estão em testes chips que substituirão neurônios de pessoas com Alzheimer, e caso estas pesquisas mostrem resultados positivos o próximo passo será substituir partes do cérebro por dispositivos eletrônicos visando uma maior integração das partes orgânicas com as eletrônicas.

O próprio fato da questão da imortalidade está agora nas mãos de engenheiros e não mais apenas de filósofos. Agora é um problema muito mais palpável, segundo o neurofisiologista Mikhail Lebedev. O mais importante agora é acelerar todas as frentes de pesquisas necessárias para darmos este salto evolutivo, afirma o filosofo Anders Sandberg.

Referências:
Revista Galileu Abril/2014 nº 273
Microsoft – http://research.microsoft.com/apps/video/default.aspx?id=159015
Human connectome Project – http://www.humanconnectomeproject.org/

[Crédito da Imagem: Cerebro – ShutterStock]

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Autor

Doutoranda em Ciência da Computação no Instituto de Matemática e Estatística- USP. Mestra em Tecnologia da Inteligência e Design Digital - PUC-SP Pós graduada em Engenharia de Software com ênfase em SOA, Graduada em Tecnologia da informação com ênfase em Desenvolvimento de Sistema para Web, pelo Instituto Brasileiro de Tecnologia Avançada - IBTA. Formada em Informática Industrial- CREA. Atuo há mais de dez anos no mercado de tecnologia com foco em análise e desenvolvimento de soluções de TI. Especialista em Arquitetura Orientada a Serviços com experiência em análise, qualidade de software e soluções ágeis.

Aline Rodrigheri Ioste

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