Tecnologia Social

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O Crack Digital

publicado por Thales Cunha

Você acha que a cada dia está mais conectado com seus amigos e familiares? Acha que tem muito mais amigos hoje do que no passado? Pode parecer que sim, mas na verdade estamos nos afastando a cada dia das pessoas. Hoje as relações são mais frias, as amizades não possuem laços tão fortes como no passado. Afinal, são tantas pessoas novas para se “conhecer”, tem gente por todo o lado, nas caixas de e-mail, no Orkut, no Facebook, no LinkedIn, e assim por diante.

A gente conhece alguém e já pede o e-mail. Somos colecionadores de e-mails. Não podemos ficar 1 dia sem acessar nossas contas. Ficamos viciados nisso. É o crack digital. Mas toda esta tecnologia, que nos permite estar em contato com pessoas em qualquer lugar do mundo, em tempo real, de uma maneira simples e barata, é o que está nos afastando da verdadeira relação com as pessoas.  Não viu problema nisso? Veja o fracasso dos casamentos, os conflitos entre pais e filhos, a fraca relação entre chefe e subordinado, a frágil fidelidade entre fornecedor e cliente, os amigos que vem e que vão.

Ninguém tem tempo para ninguém. Antes de toda esta tecnologia, isto era diferente. Os casamentos duravam mais tempo, os filhos ouviam e respeitavam os pais, a rotatividade no emprego era menor, não era fácil conquistar o cliente de outro concorrente. As relações eram mais fortes, porque o contato era pessoal, olho no olho, face to face. Tínhamos tempo disponível para isso.  Você conquistava relações aos poucos e elas eram valorizadas por este mesmo motivo.

Quem era amigo, era amigo mesmo, “botava a mão no fogo”. A gente confiava mais nas pessoas. Tínhamos orgulho das nossas agendas de papel com os nomes de pessoas que conhecíamos. Hoje, nossa agenda (eletrônica) é tão grande, parece termos tanta gente próxima a nós, que nem mesmo conseguimos lembrar quem é aquela pessoa que está listada ali. Muitas vezes, porque nunca a vimos pessoalmente. E quem não é visto, não é lembrado. Lembram desta máxima? Pois é. Quem acha que tem muito, na verdade não tem nada. Estamos perdendo a capacidade de nos relacionarmos de verdade com quem gostamos. Não estamos tocando nas pessoas. Parece bobo, mas o contato físico é uma das mais básicas formas de relacionamento. Pelo contato físico, transmitimos e recebemos sinais importantes. Um olhar já diz muita coisa. Imagine o que é possível conquistar com um sorriso? Tudo o que se faz pessoalmente é muito mais forte e duradouro.

Temos que visitar mais nossos amigos, nossos parentes, nossos clientes. Vamos apertar as mãos, abraçar e beijar mais as pessoas. Experimente, e você perceberá a diferença. A tecnologia está aí para ser usada, mas não pode substituir a conexão tradicional. Vamos tirar os olhos dos celulares, smartphones, netbooks, computadores, etc… e olhar para nosso lado, para perceber que ali tem uma pessoa que precisa de nós. Para ilustrar este comentário, vejam este interessante vídeo feito na Tailândia. O título diz tudo:  “Desconecte para Conectar”.

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Autor

Thales Cunha é empresário de TI com 35 anos de experiência na comercialização de computadores e servidores de todos os portes. Atuou em empresas como IBM, DELL, Ação Informática, entre outras. É proprietário da 4Servers Technologies (www.4servers.com.br) , empresa especializada no fornecimento de peças novas e/ou descontinuadas para upgrade de servidores e storages da HP, IBM e Dell. Edita o blog 4SERVERS TECHNOLOGIES (www.4servers.net.br) sobre Informática, Tecnologia, Vendas, Marketing, Notícias, Empresas, Eventos e Negócios.

Thales Cunha

Comentários

4 Comments

  • Thales, muito bom seu artigo e para mim é uma verdade cada vez mais presente em nossas vidas. Vez ou outra me encontro sentado com amigos em uma mesa onde simplesmente todos estão se comunicando pelo smartphone. Chega a me ocorrer que talvz seja mais fácil me comunicar com a pessoa ao meu lado pelo aparelho do que pelas formas tradicionais.

  • Thales, Excelente artigo meus parabéns.
    Certa vez tive que fazer uma resenha para a faculdade de um filme da disney chamado Wall-e esta produção embora pareça infantil de infatil nada tem, na verdade é uma crítica a este tipo de situação vivida nos dias atuais muito bem retratada por seu artigo.

    Abraços.

  • Olá Thales, muito prazer e parabéns pelo artigo.

    Apoio o cultivo do presencial, da profundidade nos laços e do resgate de alguns valores hoje em dia tão desbotados.

    Mas discordo totalmente de que a tecnologia esteja provocando isso. As pessoas estão distantes por tantos outros motivos que as deixaram assim. Nós recebemos pouca informação e “treinamento” para o cultivo do valor a vida em seus aspectos mais simples e básicos. Amor, amizade, respeito, fraternidade, companheirismo… Esta é um questão bem mais enraizada e não está sendo “cultivada” pelas tecnologias, pelo contrário, as tecnologias estão sendo “usadas” para tapar buracos negros em nós mesmos.

    Os laços criados virtualmente são tão ou mais fortes que os presencialmente e se expandem de maneiras diferentes. Mas permanecem ou desaparecem tal e qual os presenciais.

    Valorizo o contato humano, acredito como essencial, mas não entendo a tecnologia como a origem para as distâncias.

    Abraços

  • Entendo seu ponto de vista. Quando a tecnologia é usada para suprir nossas falhas de relacionamento pessoal (tapar buracos como você disse), fato muito comum, acaba facilitando ou incentivando o afastamento físico entre as pessoas.
    Em outros casos, ela é usada como veículo que permite ampliar a rede de contatos e isto aumenta mais o problema, porque inviabiliza um contato pessoal com tanta gente. Acaba ficando tudo de forma virtual mesmo. Mas você está certa quando diz que o problema está na base da formação do indivíduo. Concordo que a tecnologia não deveria provocar esta transformação no comportamento, e sim, contribuir para um relação mais presente entre os indivíduos. É assunto para uma mesa de bar com amigos, sem os smartphones, claro…. abraço.

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