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Horários flexíveis – Ruim ou bom?

publicado por Flávio Steffens

Esta semana lancei um questionamento numa das listas que participo. O objetivo era discutir até que ponto o horário flexível pode ser considerado bom ou ruim. E, ainda, o que cada um entendia por horário flexível.

Qual a sua opinião sobre o assunto?

Após algum tempo de mercado, eu criei uma visão própria deste tipo de acordo entre empresa e colaborador. Já fui daqueles que achava que horário flexível era o mesmo que entrar e sair a hora que quiser, mais ou menos ao estilo “Google” (que ao que parece, não é bem assim também). Mas com o tempo, passando a pensar mais como alguém resp0nsável por passar os valores da empresa e, também, como empreendedor, acabei desenvolvendo o outro lado deste assunto.

Hoje já vejo o trabalho com o seguinte modelo de horários: Entra as 9h e sai as 18h. Atrasos? No máximo 15 minutos.

A flexibilidade neste caso estaria no fato de ser possível para o colaborador sair no meio do expediente para pagar alguma conta, ir ao médico, ou fazer alguma outra coisa que seja necessária… desde que não afete o projeto em que atua. Isto é, apenas avise o responsável e os seus colegas. Evita-se assim o “Onde está o fulano?? Ninguém sabe!”.

No XP se fala muito das 8h diárias /40h semanais. E acho que para que esse “pace” aconteça de uma forma saudável e time-boxed, é preciso restringir esse horário de entrada e saída. Evitar que as pessoas façam horários malucos é uma forma de criar uma certa “rotina” (não era bem essa palavra que eu queria), assim como por exemplo a Pomodoro Technique cria. No Scrum, a daily meeting é feita em horário fixo, com toda a equipe. O mais cedo possível.

Além disso, evita-se aquela coisa de “Preciso falar com o Fulano, ele ainda não chegou??” e outras situações que podem ser evitadas. Bem como questões trabalhistas para a empresa… as famosas “Horas extras” e “banco de horas”. Aliás, caso alguém não saiba, as empresas pagam bem mais pelas horas extras. De 50 a 80% do valor a mais. Como uma empresa será lucrativa com esse modelo?

Além do mais, como identificar o rítmo e velocidade da equipe, se cada um tem um horário diferente? Se as estimativas durante uma sprint planning estavam acordadas para serem realizadas 40 horas semanais, mas o time estava muito “cansado” e resolveu fazer só 30 horas? Vale a pena compensar na semana seguinte fazendo 50 horas? Isso é um rítmo saudável?

Entrar as 9h e sair as 18h é um horário que eu vejo com ótimos olhos. Todos podem dormir um pouco mais e todos tem um tempo excelente para aproveitar a vida após o trabalho. A vida profissional e pessoal se tornam mais distintas, possibilitando as pessoas de relaxarem um pouco. Criamos assim, um ambiente saudável.

Trabalhar com racicínio e conhecimento pode ser muito exaustivo. Portanto lembre-se de providenciar aos seus colaboradores um momento para que eles se DESLIGUEM do lado profissional. Existe uma grande diferença entre apertar 50 parafusos por hora e escrever 50 linhas de código por hora.

Lógico, em casos extremos será necessário fazer horas extras. Mas daí isso precisa ser acordado entre todos:  empresa e colaboradores. Uma hora extra forçada e sem vontade é mais cara ainda! Pense nisso.

Em tempo: sou de Porto Alegre… estamos começando a ter alguns problemas como em São Paulo. Mas não chegamos nem perto disso ainda.

Alguns comentários extraidos da discussão:

“Penso que o ponto importante dessa história toda de flexibilidade de horário está na confiança depositada na equipe.” – Lucas Toniazzo

“Quanto a flexibilidade de horario, em certa empresa que trabalhei eles tinham uma politica bem bacana, a regra era: o Horário é flexivel, mas pro bom andamento de comunicaçao da equipe e reuniões é necessário que as pessoas estejam na empresa entre 10h-12h e 14-17h” – Marlon Luz

“Talvez estabelecer valores mínimos e máximos de horas que podem ser trabalhados no dia (exceções ainda podem ser tratadas) podem ajudar quando à questão trabalhista que o Flávio levantou.” – Christian Bernini

“As metodologias ageis pregam tanto que devemos ter mais contato humano, uma comunicação mais proxima na equipe e até com o cliente e por outro lado tentamos sabotar isso mudando nosso horario. Em contra partida eu moro em São Paulo, e sei como é ruim o trânsito no chamados “horários de pico” e uma adoção de horários mais flexíveis me pouparia algumas horas na semana.” – Thiago Montini

“Ao liderar equipes também prefiro um horário fixo com certa liberdade, se o membro da equipe precisa resolver alguma coisa basta que ele avise para que o restante da equipe possa se planejar com relação a ausência dele. É o famoso “o combinado não sai caro!” – Denis Ferrari

“Na grande maioria dos casos, o contentamento do pessoal em relação a horário de trabalho é atingido quando existe a possibilidade de chegar a hora que quiser, mesmo que se tenha um limite para isso e que esse limite seja 7h da manhã. Isso também funciona com o horário do almoço e com o horário de saída.” – Rafael Fuchs

“Para os que trabalham em SP, como querer que sua equipe chegue todos os dias as 9h da manha (ou liberar 30 min pra cima ou para baixo) com rodizio, transito e afins? Concordo que o ideal seria que toda equipe trabalhe lado a lado (nao é preciso nem dizer, ou ‘redizer’, que melhora infinitamente a comunicacao), mas nem sempre isso é possivel.” – Thiago Valente

“Não sou a dona da empresa, mas acho que o Lean enfatiza que todos devemos fazer e trabalhar para termos um crescimento mútuo, a empresa cresce… a gente cresce! Para pra pensar?! Passamos mais tempo na empresa do que em casa… pq temos que cumprir 08h/dia de trabalho!? Se eu fiz um trabalho com PERFEITO, SATISFATÓRIO, COM EXCELÊNCIA em 5horas e completei a sua iteração no prazo, pq tenho que ficar na empresa? Pra cumprir horário? Merecemos ir pra casa, comemorar isso, é questão de motivação, temos que ter VONTADE de querer melhorar, de ADORAR o que fazemos e COMEMORAR o nosso CRESCIMENTO.” – Mirela Rzatki

“O problema é que o gerente tem a mentalidade de valorizar quem se mata trabalhando. Isso favorece os loucos das horas extras. Havia um camarada que costumava ficar até 22, 23h, varar madrugada, ir no sábado e no domingo para a empresa, porque o projeto supostamente estava atrasado (aliás, em geral, os projetos já começam atrasado, enfim). E ‘cá pra nós’ o código que esse colega gerar era uma bela duma porcaria…. Considero esse comportamento NOCIVO à equipe.” – Marcelo Andrade

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Autor

Flávio Steffens de Castro é empreendedor na Woompa (www.woompa.com.br), criador do crowdfunding Bicharia (www.bicharia.com.br) e gerente de projetos desde 2006. Trabalha com métodos ágeis de gerenciamento de projetos desde 2007, sendo CSM e autor do blog Agileway (www.agileway.com.br).

Flávio Steffens

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