Tecnologia

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Dos Grandes CPDs aos Datacenters – Parte I

publicado por Wilson Laia

Figura - Dos Grandes CPDs aos Datacenters – Parte IDiante de toda a evolução de Hardware e Software e, ainda, do crescimento da necessidade das empresas ao redor do mundo por Processamento de Dados, as empresas foram criando seus próprios CPDs – Centros de Processamento de Dados – como eram chamados há anos atrás.

Estes CPDs, eram inicialmente compostos apenas por equipamentos de grande porte, os Mainframes, que por sua vez, eram constituídos por ao menos uma CPU do Mainframe e seus diversos periféricos, tais como os terminais IBM 3270, os discos, as unidades de fita, as impressoras e suas respectivas controladoras.

No mundo Mainframe as controladoras têm um papel preponderante, pois, visam a grosso modo, processar previamente as informações antes que cheguem à CPU.

Assim, temos as controladoras de terminais, controladoras de discos, controladoras de impressão, controladoras de fitas e controladoras de comunicação.

Desta maneira, a CPU processa apenas a parte mais nobre dos dados, quando as controladoras processam as informações de cada um dos periféricos antes que estes dados cheguem à CPU.

Esta é uma das principais diferenças entre os Mainframes e os Equipamentos RISC e CISC, que utilizam a CPU para processar todas as informações e, por esta razão, cada vez mais necessitam de memória para dar vazão a capacidade de processamento dos processadores modernos.

As controladoras de terminais 3271, 3272, 3274 e 3174 controlavam os terminais, chamados de terminais “burros”, e eram conectados via cabo coaxial com conectores BNC. Para se utilizar cabo de par trançado – C22 – era necessário utilizar-se os chamados baloons  com conectores BNC. Os terminais eram baseados em caracteres ou tela verde que depois evoluiu para o âmbar e, então, para os terminais coloridos, que na verdade nada mais eram do que os terminais baseados e caracteres com alguns destes caracteres em vermelho, azul e amarelo, além do tradicional verde.

No que tange às unidades de fita a mais famosa era a IBM 3420, que inicialmente era de carretel. Estas unidades depois evoluíram para os cartuchos e hoje temos os robôs com uma enorme capacidade de armazenamento. As unidades de fita inicialmente armazenavam uma baixa quantidade de dados, se comparado à capacidade atual dos robôs que hoje armazenam Terabytes de informação.

Da mesma forma, os discos evoluíram desde os IBM 305 RAMAC em 1956, que possuíam capacidade de armazenar 5 milhões de caracteres, o que já era muita coisa para a época, tendo passado pelos IBM IBM 1301, 1311, 2311, 2310 e 2314, que subiram para a casa dos Megabytes por pack disk. Os discos evoluíram para a família 33XX, 3330, 3340, 3350, 3375, 3380, 3390, SHARK aumentando gradativamente a capacidade de armazenamento até a imensa capacidade dos Storages atuais, que armazenam até Petabytes de dados.

As impressoras, que no início eram de impacto ou cadeias de impressão, cuja evolução passou pelas grandes impressoras Laser de alto volume, ainda proprietárias, até chegar às impressoras Laser atuais, baseadas em TCP/IP, ligadas em Rede, também atendendo alto volume de impressão, ou não, pois, o que dá o tom neste quesito é a capacidade de cada impressora, uma vez que existem vários fabricantes e modelos com as mais variadas capacidades de impressão.

As controladoras de comunicação IBM 3705, 3725, 3745 e suas sucessoras, controlavam as linhas de comunicação, que nos áureos tempos eram LP de Dados, passando pelo X25 e outros, evoluindo para o Frame Relay e em seguida para as redes MPLS.

Toda esta parafernália necessitava de CPDs gigantescos e empregavam dezenas de profissionais, desde os digitadores, fitotecários, operadores de I/O – que montavam fitas nas unidades de fitas e colocavam papel contínuo ou sulfite nas impressoras, operadores, analistas programadores, analistas de suporte, analistas de produção, schedulers, coordenadores, gerentes, diretores, etc.

Os grandes CPDs eram os dos bancos, que têm até os dias de hoje, o dado como core business, seguidos das Operadoras de Telecomunicações, que igualmente têm o dado como core business. Algumas indústrias, tais como a indústrias automotivas, mesmo não tendo o dado como core business possuíam CPDs imensos e que também empregavam muitos profissionais para mantê-los funcionando.

No início década de 90 mais alguns elementos passaram a ser hospedados pelos, então, CPDs e “engrossaram” o coro dos equipamentos destes ambientes. Foi o advento das Redes de Computadores e do Correio Eletrônico – e-mail – que trouxeram vários Servidores Intel based e, ainda, os Servidores UNIX para os CPDs.

Leia a segunda parte do artigo: https://www.tiespecialistas.com.br/dos-grandes-cpds-aos-datacenters-parte-ii/

Fonte:
http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_IBM_products
http://en.wikipedia.org/wiki/History_of_hard_disk_drives#Timeline

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Autor

Executivo sênior da Área de TI com uma carreira de 37 anos na área, tendo atuado em grandes multinacionais, tais como: IBM Brasil, Software AG Brasil, Hildebrando Brasil, braço de TI do Grupo TELMEX, Case Brasil, Emerson e Beloit Industrial. Representante do IDCA – International Data Center Authority para as Iniciativas de Internacionalização Brasil-Portugal. O IDCA está expandindo suas atividades para o Brasil, Portugal e Países de Língua Portuguesa em geral e LATAM, trazendo para todos esses países a excelência que já é uma realidade na América do Norte, especialmente nos Estados Unidos e no Canadá. MBA em TI pela FGV, Pós-graduado Babson College-USA. Especialista em Data Centers com certificações do IDCA - International Data Center Authority. Certified DCTP – Data Center Technology Professional ® - IDCA – USA Certified DCOS – Data Center Operations Specialist ® - IDCA – USA Certified DCOM – Data Center Operations Manager ® - IDCA – USA Certified DCIS – Data Center Infrastructure Specialist ® - IDCA – USA Certified DCES – Data Center Engineering Specialist ® - IDCA – USA Certified DCIE – Data Center Infrastructure Expert ® - IDCA – USA Possuí uma combinação única de Vendas, Tecnologia, Infraestrutura de TI (Mainframe, Unix, Linux, Windows), Consultoria (Serviços Profissionais ou Professional Services), suporte técnico, Redes no Brasil, América Latina, América do Norte e no mercado Europeu. A larga experiência na área de TI, lhe confere uma rara oportunidade de conhecer quase todos os segmentos desta área, inclusive em startups de empresas, garantindo uma navegabilidade em todas as plataformas e tecnologias vista em poucos profissionais, o que aliado ao conhecimento estratégico que envolve a área, o credencia a discorrer sobre vários assuntos pertinentes em TI.

Wilson Laia

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