Tecnologia

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Dos grandes CPDs aos datacenters – Parte II

publicado por Wilson Laia

Ainda na década de 90 as Redes de computadores tinham como principal player em todo o mundo a Novell, que detinha cerca de 95% das Redes no mundo e possuía um Sistema Operacional de Rede robusto e eficiente, o Novell Netware evoluindo para o Novell IntraNetware, que utilizava o NDS – Network Directory Services – que era uma ferramenta de onde o Administrador de Rede podia administrar todo o ambiente.

Assim, os ambientes dos CPDs passaram a ser híbridos e tinham profissionais de diversos skill sets diferentes para que funcionassem a contento.

Surge onda da departamentalização dos Servidores, onde algumas áreas das empresas passaram a ter os seus próprios Servidores e Sistemas, passando a administrar estes ambientes. Desta forma, a Contabilidade, o Financeiro, a área de Compras, a área de Fabricação, a Engenharia, dentre outras áreas passaram a ter seus próprios Servidores e, portanto, eram responsáveis por eles.

Veio em seguida a onda do Downsizing e Rightsizing, onde as empresas visavam migrar os seus ambientes Mainframe para Servidores UNIX com a falsa impressão de que iriam diminuir os custos, já que os Mainframes eram considerados dispendiosos e, instalar seus ambientes em equipamentos “teoricamente” mais baratos parecia ser uma excelente ideia.

Nasce, então, um grande problema, a necessidade de Servidores, outros equipamentos e Software para suportar a necessidade de processamento, que antes era feito pelos Mainframes, passou a ser crescente.

Em sendo assim, aumentou vertiginosamente o número de Servidores e de todo o aparato de TI que os cercam. Os departamentos descobriram que, cuidar e administrar Servidores e demais equipamentos de TI, não era o seu core business e gastava-se muita energia para isto.

Assim, os departamentos começaram a devolver a parafernália que criaram para os CPDs, o que aumentou enormemente o número de equipamentos nos para que os profissionais treinados e habilitados para isto cuidassem deste ambiente novamente.

Desta maneira o Downsizing tornou-se um Up Cost e os Diretores e Gerentes de TI passaram a lidar com a necessidade de reduzir seu custo e de simplificar a administração de suas áreas de TI, já que no passado todos os esforços eram enveredados no Mainframe e, quando havia necessidade de se fazer um upgrade de memória, disco, versão de Hardware ou Software, estes esforços eram centralizados no Mainframe.

Nos últimos anos temos visto várias publicações de renomados institutos de pesquisa sugerindo que os CIOs das empresas devem considerar a possibilidade de migrar suas aplicações que estejam rodando nos Mainframes para outras plataformas mais modernas, abertas e, portanto, menos proprietárias.

Em um ambiente heterogêneo, no entanto, torna-se muito mais difícil e dispendioso fazer um upgrade da maneira que era feita no Mainframe. Isto criou um grande gap nos ambientes das empresas ao redor do mundo, que dificilmente conseguem equalizar o nível de atualização do Hardware dos seus Servidores, de seus Sistemas Operacionais e mesmo dos seus Business Systems, uma vez que precisam fazer isto em cada servidor, e muitas empresas têm centenas deles.

Isto mostra, inclusive, que o conceito de trade-off da Economia, que diz que para se conseguir alguma coisa há que abrir mão de outra, cabe perfeitamente na área de TI  e em qualquer outro segmento de nossas vidas.

Com a evolução do Hardware e do Software, estes CPDs foram diminuindo de tamanho em função de o Hardware ter diminuído significativamente suas dimensões, mas ao mesmo tempo aumentando exponencialmente sua capacidade de processamento, armazenamento, disponibilidade, rapidez de processamento e segurança.

Os CPDs passaram a ser chamados de Datacenters, hospedam inúmeros equipamentos, necessitam de um número muito menor de profissionais para mantê-los em funcionamento e hoje têm sua construção regulamentada pelo UPTIME Institute, classificando-os em TIER I, TIER II, TIER III, TIER IV e TIER V, que por sua vez, determinam o grau de confiabilidade e disponibilidade de cada um destes níveis.

Estes níveis permitem ao UPTIME Institute certificar os Datacenter de acordo com os padrões de cada um destes níveis. O Brasil não possuí um número tão grande de Datacenters certificados pelo UPTIME Institute em comparação a América do Norte e Europa, mas possuí alguns grandes Datacenters, tais como o “MEGA” da IBM Hortolândia, onde sem dúvida, as pessoas que conheceram os grandes CPDs não se decepcionam ao adentrá-lo, já que é uma “Mega” instalação e hospeda servidores de milhares de clientes de todo o planeta.

Confira o primeiro artigo: http://www.tiespecialistas.com.br/2013/03/dos-grandes-cpds-aos-datacenters-parte-i-2/

http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_IBM_products

http://en.wikipedia.org/wiki/History_of_hard_disk_drives#Timeline

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Autor

Executivo sênior da Área de TI com uma carreira de 37 anos na área, tendo atuado em grandes multinacionais, tais como: IBM Brasil, Software AG Brasil, Hildebrando Brasil, braço de TI do Grupo TELMEX, Case Brasil, Emerson e Beloit Industrial. MBA em TI pela FGV, Pós-graduado Babson College-USA. Especialista em Data Centers com certificação do IDCA - International Data Center Authority. Fluente em Inglês e Espanhol. Possuí uma combinação única de Vendas, Tecnologia, Infraestrutura de TI (Mainframe, Unix, Linux, Windows), Consultoria (Serviços Profissionais ou Professional Services), suporte técnico, Redes no Brasil, América Latina, América do Norte e no mercado Europeu. A larga experiência na área de TI, lhe confere uma rara oportunidade de conhecer quase todos os segmentos desta área, inclusive em startups de empresas, garantindo uma navegabilidade em todas as plataformas e tecnologias vista em poucos profissionais, o que aliado ao conhecimento estratégico que envolve a área, o credencia a discorrer sobre vários assuntos pertinentes em TI.

Wilson Laia

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