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Nova era dos mainframes: Como preparar os C-levels das empresas

publicado por John H. Yun

Figura - Nova era dos mainframes: Como preparar os C-levels das empresas Durante décadas, a maioria das empresas usaram mainframes para hospedar e executar aplicações de software em seus sistemas. Atualmente, apesar da modernização e avanços da tecnologia, grande parte dos sistemas operacionais continuam armazenados em Mainframes e a linguagem de programação COBOL, sigla do inglês Common Business Oriented Language, resistiu às mudanças e continua integrando a maioria das transações informáticas modernas das empresas.

Identificar a hora de substituir ou modernizar esses sistemas pode ser uma tarefa desafiadora. Algumas organizações, por exemplo, mantêm antigas plataformas em função do custo e da integração. Outros podem ter sistemas e aplicações herdadas de fusões e aquisições. Entretanto, a modernização é fundamental para empresas que querem continuar no mercado na era da transformação digital – seja por competitividade, otimização de processos, ou ambos.

Outro desafio enfrentado pelas empresas se dá quando a área de TI nota que a infraestrutura não está atendendo às expectativas e uma mudança é necessária, porém o C-level não vê necessidade ou não compreende quais são os riscos que a organização corre caso uma nova estrutura seja adotada.

Saber informar de forma transparente quais devem ser as mudanças e estar preparado para possíveis reações deve ser algo trabalhado pela equipe de TI, a fim de que os objetivos de todas as áreas sejam alinhados com o objetivo final da empresa e reflita positivamente nos resultados.

“Vamos manter as coisas como estão”

Se os sistemas não exigem novas funcionalidades no momento, o C-Level pode assumir a abordagem de “por que corrigir o que não está quebrado?”. E ele pode estar certo. Vale avaliar o momento da empresa e alinhar as expectativas: é importante lembrar aos executivos que um risco de não modernizar um sistema antigo é que ele se torna mais uma responsabilidade ao longo do tempo, especialmente porque os concorrentes estão sempre se atualizando para aproveitar as tecnologias mais recentes.

Outro risco é que muitos usuários hoje exigem suporte para dispositivos móveis. Os sistemas mais antigos geralmente não são amigáveis para novas interfaces de usuário ou a necessidade de formatação mais flexível.

“E se aumentarmos ou atualizarmos o mainframe atual?”

Para sistemas antigos que só precisam de mais capacidade, uma possível saída é simplesmente adicionar mais hardware ou mudar para Mainframes de maior capacidade.

A alternativa tem seus prós e seus contras: por um lado, a capacidade e o desempenho do sistema irão aumentar, por outro, a manutenção e os custos de licenciamento também crescem.

Ele também mantém as aplicações do mainframe presas a um modelo, muitas vezes, desatualizado e desalinhado com arquiteturas modernas e baseadas em nuvens privadas.

“E se apenas reescrevermos o código-fonte?”

Esta é a opção de modernização de legado mais agressiva – uma reescrita em grande escala do código-fonte do aplicativo e re-arquitetura dos bancos de dados e camadas de aplicações.

A reescrita é possível, mas a prática traz alguns riscos que devem ser considerados: a lógica de negócios desenvolvida precisa ser completamente redesenhada, o que aumenta as chances de falhas e exige testes extensivos aos usuários.

Além disso, algum tipo de tabela de tradução pode ser desenvolvido para levar as lojas de dados a um ambiente SQL e isolar os dados funcionalmente em sua própria camada.

As vantagens do rehosting

A mudança de hosting, ou “rehosting” é uma alternativa onde as aplicações de mainframe se mudam para um ambiente aberto moderno (como o sistema x86), baseado em SQL ou em nuvem, sem alterar ou danificar os dados existentes. A arquitetura de um sistema aberto acoplada de forma flexível oferece escalabilidade dinâmica, gerenciamento de carga de trabalho e agilidade.

Quando executado corretamente, o rehosting pode atuar como um primeiro passo para uma reescrita de código-fonte menos complicada, oferecendo os mesmos benefícios com menos riscos e redução de custos.

No rehosting, a segurança também é melhorada. Uma vez que a segurança do mainframe existente é mantida, as proteções fornecidas pelos bancos de dados SQL modernos podem ser empregadas rápida e facilmente, intensificando a proteção do servidor contra possíveis ataques.

Modernizar de maneira progressiva

Saber definir a melhor maneira de rehosting para sua empresa irá te proteger de riscos que empresas presas a sistemas e infraestruturas padrão da indústria estão expostas.

Em paralelo, a escolha correta poderá fornecer integração, segurança aprimorada, otimização de resultados e custos reduzidos.

Para garantir que os executivos estejam a bordo do plano de reposição, não é suficiente falar sobre seus benefícios. A equipe de TI deve ser capaz de articular por que outras opções não são viáveis – incluindo temas como competitividade, orçamento e riscos – e como a mudança está alinhada com os valores e as expectativas da organização.

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Autor

John H. Yun, CTO da TmaxSoft

John H. Yun

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