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Desvendando os mistérios dos Headhunters. Tudo o que você não deveria saber

publicado por Alberto Parada

Desvendando os mistérios dos Headhunters. Tudo o que você não deveria saberParafraseando o slogan do antigo comercial de sutiã: “o primeiro telefonema de um headhunter a gente nunca esquece”.

No tempo que as agências de emprego faziam testes psicológicos e recrutavam candidatos com placas de “precisa-se” penduradas nas fachadas, ser lembrado por um headhunter era privilégio de poucos.

Como tudo que sai de moda e quer voltar a ter status, as antigas agências de empregos surfaram na tecnologia e fizeram um upgrade, transformando-se em Consultorias de Recursos Humanos, tirando as placas das fachadas e pendurando-as nos banners virtuais.

O glamour dos hunters há tempos deixou de ser o mesmo. A invasão dos concorrentes internacionais e a popularização das consultorias que buscam profissionais em quantidade, não importando sua qualidade para bater metas, contaminaram o mercado e a ética que permeava a categoria desapareceu.

Antigamente todos desejavam receber a ligação de um headhunter. Hoje, quando o telefone toca, e do outro lado a pessoa se intitula como tal, sua postura geralmente é de atendente de call center, oferecendo uma vaga como quem oferece um cartão de crédito. E a resposta é uma só: não estou interessado!

Todos que entram no mercado de recrutamento querem ser um headhunter. Algo semelhante às garotas que sonham em chegar ao estrelato. Os primeiros acreditam que alcançaram seu objetivo quando conseguem, em uma entrevista, diferenciar um trainee de um executivo; já as garotas são intituladas atriz imediatamente após conseguirem uma ponta em um programa de humor.

Como na natureza, evoluir é questão de sobrevivência, com os hunters não foi diferente. Mudaram seu modelo de negócio, abandonaram o foco nos candidatos e passaram a trabalhar no relacionamento com os decisores das empresas, levando e buscando informações importantes para a sobrevivência de ambos e garantindo o privilégio das vagas executivas (que são muito mais lucrativas), deixando para as empresas de consultoria a relação com os gestores de RH e as posições menos lucrativas e mais trabalhosas.

O conceito de boutique se caracteriza pela especificidade dos profissionais que buscam para as melhores posições. Os elegíveis tem que estar obrigatoriamente empregados. A lógica é simples: tirar um profissional de uma empresa para colocar em outra é garantia de trabalho. O profissional que mudou abriu uma posição que deverá ser preenchida por outro que será retirado de outra empresa, e assim o ciclo de necessidades por profissionais de ponta não termina e seu trabalho também não.

Tema da moda, as cotas também estão em alta para os hunters. Diferente dos critérios utilizados pelo governo, os elegíveis para as melhores posições são os “Mauricinhos e as Patricinhas”, com aparência impecável, idade até 39 anos, diplomas das melhores faculdades e atuando nas empresas top com ciclo mínimo de três anos.

Não conseguiu se enquadrar nas características acima? Não precisa se desesperar. Elas são especificas para empresas de vanguarda e extremamente competitivas. Ainda existem boas oportunidades em empresas conservadoras. Não na mesma quantidade, é verdade (o que reduz a empregabilidade dos quarentões).

Uma alternativa para aumentar a oportunidade de ser escolhido para um processo de seleção é ser amigo de um hunter. Para isso precisa pagar o preço da amizade que é possuir informações importantes que interessem a ele.

Não é uma tarefa simples conseguir se manter como matéria-prima de qualidade aos olhos dos melhores hunters, mas com certeza é recompensador, afinal como no comercial do sutiã a gente nunca esquece quando recebe o telefonema de um headhunter de ponta dizendo que tem uma oportunidade de trabalho, que além de ser a dos nossos sonhos, é a nossa cara!

[Crédito da Imagem: Segredo – ShutterStock]

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Autor

Fundador do : descomplicandocarreiras.com.br

Alberto Parada

Comentários

1 Comment

  • Honestamente é essa a parte da coisa que eu desprezo porque tudo isso me soa muito sujo, é a parte de humanas na área de TI que me enoja.

    Pessoas assim não são dignas de reclamarem de políticos corruptos e ladrões, normalmente se caracterizam em pessoas extremamente novas de 21 ou 22 ganhando entorno de 45000 a 50000 e as vezes até mais por mês.

    E muitos dirão é competência, será?
    Afinal não existe fórmula mágica para sucesso, não existe e nunca existiu, sucesso vem com o tempo e com competência. Mas existem atalhos que muitas vezes não são a maneira mais honesta e licita de se fazer as coisas.

    Muitos profissionais ganham rios de dinheiro fazendo esse serviço sujo de levar e trazer informações de uma empresa pra outra. São normalmente profissionais inescrupulosos que aceitam qualquer propina em troca de fechamento de contrato.

    O mercado de TI tem uma parte maravilhosa que é a Tecnologia, mas tem uma parte não tão maravilhosas assim que são as pessoas e ha certamente muitos seres sujos no mercado do tipo que fazem de tudo por dinheiro.

    Mas não se enganem ,embora essa seja a forma mais fácil de ganhar dinheiro também é forma mais fácil de parar atrás das grades e nesse meio é muito fácil sair de uma atividade licita para uma não licita.

    Que as formas de contratações envolvem muitos paralelos todos nós sabemos
    e que com certeza enviar um currículo diretamente para vaga tão sonhada é a menos efetiva delas também.

    Mas acho que as pessoas deveriam sentir cada vez menos orgulho desse tipo de profissional, porque são eles ao lado da mentalidade de redução de custo pelos meios mais fáceis que transformam nosso mercado em lixo.

    Enfim dependendo da forma que for feita facilmente pode virar um jogo bem sujo.

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