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Dentro da empresa também tem que ter startups

publicado por Renan Crippa Freitas

Dentro da empresa também tem que ter startupsQuando comecei a trabalhar com Startups, no interior do Paraná esse assunto era novo (e ainda é em muitos dos lugares) inclusive no setor de TI, onde estão a maioria delas. Era difícil encontrar gente nas empresas e academias que estavam interessadas no assunto e tudo era muito desconectado, foi só quando começamos o Movimento de Startups aqui na cidade que essas pessoas foram surgindo e se conectando umas com as outras.

Desde aquela época, me chamou a atenção a dinâmica e flexibilidade de implementar novas ideias em comparação aos modelos anteriores, aproximando muito o mercado da própria construção do novo negócio. Isso reduz muito as chances de fracasso de um novo negócio, o que coloca o modelo tradicional de desenvolvimento e engenharia de novos projetos em xeque.

Com toda essa movimentação em torno desse novo modelo de criação de negócios focados em startups (e isso não é um movimento isolado, mas sim que está acontecendo em todo o país, ou mundo), as empresas de ponta estão se tornando organismos mais abertos e voláteis que favorecem a criação de spin-offs, como formas de expandir o portfolio ou de abraçar oportunidades de mercado.

Por várias vezes, empresários me procuram para fazer a seguinte pergunta: “Como eu faço para que minha ideia seja uma startup do meu negócio?”. Muitas vezes, empreendedores enxergam oportunidades em seu mercado que não fazem muito sentido dentro de seu modelo de negócios e precisam criar uma nova empresa, para não misturar os processos. O fato é que fazer dela uma nova startup pode reduzir muito o custo e o esforço da organização em conquistar mercado.

A dificuldade que percebo é que alguns percebem essa vantagem só ao final do desenvolvimento do projeto, quando falta pouco para o produto ficar pronto e o orçamento já está bem alto. O desafio é já iniciar o projeto pensando como um novo negócio. Uma nova startup como foco no cliente desde antes à primeira linha de código programada, é nessa fase onde pensar diferente faz toda a diferença na linha de base e no orçamento do projeto.

Quando converso com empresários que desejam lançar novos projetos com foco em se tornar uma startup, dou sempre algumas dicas que considero valiosas:

  1. Conhecer muito bem os clientes em potencial e sua rotina antes de começar a desenvolver, para mapear qual o real problema que está buscando solucionar e como de fato o novo projeto vai ajudá-lo a atingir esses objetivos. Isso sem usar pesquisas de mercado ou contratar consultorias, fazendo a própria equipe entrevistar e conversar com os usuários sobre os seus problemas.
  2. Começar pelo design e não encerrar o projeto com ele, pois hoje o que manda é a experiência de usuário. Se há por trás do projeto um ótimo código com um bom desempenho, mas com uma interface ruim, é mais difícil massificá-lo futuramente e será muito mais caro pensar na interface depois que tudo está pronto. Steve Jobs desenvolveu o iPad dizendo que uma criança poderia usá-lo facilmente e isso só foi possível porque a Apple possui foco estratégico em Design.
  3. Não esperar o projeto ficar pronto para disponibilizar seu uso e testes, para que o feedback do usuário venha antes do produto atingir o mercado. Desta forma, as primeiras pessoas a acreditarem no projeto estarão mais abertas a encontrarem erros e os consumidores posteriormente terão um produto mais maduro.
  4. Construir muitos protótipos (desde só uma interface desenhada até códigos rápidos, como diz o CEO da IDEO, Tim Brown, bons protótipos são feitos em mesa de bar) pode diminuir o custo com desenvolvimento no futuro, à medida que no decorrer do projeto as features sejam testadas aos poucos e que sempre haja o feedback do cliente. Assim, o projeto final tem mais a “cara do usuário” que é quem realmente dita o sucesso de um novo produto.

Ainda recomendo que quem está envolvido com novos projetos leia alguns livros sobre Startups, Design Thinking e Business Model Canvas, para entender realmente como essas dicas são aplicadas na prática. Embora elas sejam rápidas e um tanto objetivas, há muita metodologia aplicada por trás que precisam passar um tempo na cabeceira da cama de quem está envolvido com algum tipo de projeto inovador. É importante também que o gestor tenha consciência que não é só um novo método, mas que acaba por alterar todo um modelo de gestão de novos projetos.

[Créditos da Imagem: Startups – ShutterStock]

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Autor

Procuro trazer a minha experiência misturada com um pouco de opinião e estudo para assuntos que são críticos para fomentarmos novos negócios com uso da tecnologia. Sou Graduado em Administração pela Universidade Estadual de Maringá, atuando na área desde 2011, com foco em Gestão Estratégica e Canais Digitais. Hoje trabalho com Marketing e Estratégias Digitais para empresas que faço parte (WebSpace Marketing e Enteléquia Treinamentos).

Renan Crippa Freitas

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