Contabilidade de custos – Exposição em tempos de SPED

por Marcio Roberto da Silva Gomes
0 comentários 3 minutos leia
Contabilidade de custos – Exposição em tempos de SPED

Contabilidade de custos – Exposição em tempos de SPEDAtravés do Ajuste Sinief17, tivemos a oficialização da prorrogação do inicio da obrigatoriedade do Livro de Controle de Produção e Estoque , o bloco K da Escrituração Fiscal Digital , para o ano de 2016.

Esta prorrogação nos dá mais algum tempo para que o trabalho seja feito com cuidado e critério, e quanto mais analisamos esta nova obrigatoriedade mas fica clara a necessidade de precisão nas informações constantes de diferentes obrigações acessórias, ou mesmo diferentes registros dentro da mesma obrigação. A exposição da área fabril de sua empresa será total e torna-se na prática imperativo que o alinhamento de entendimento e processos entre contabilidade de custos e controles de planejamento de produção sejam garantidos.

Para ilustrar esta afirmação do parágrafo anterior vejamos um exemplo de ligação entre três reportes diferentes, o bloco K e o bloco H da Escrituração Fiscal Digital e a Escrituração Contábil Fiscal, nova obrigação acessória que inicia-se sua obrigatoriedade de entrega em 2015 referente aos fatos geradores de 2014, em substituição à DIPJ:
Bloco L da ECF (registro L200):Aqui é definido o método de avaliação de estoques, exceção feita ao método “arbitramento- art. 296, Inc. I e II, do RIR/99” , para os demais estou necessariamente obrigado a ter uma contabilidade de custos na empresa, reforçando que para os produtos manufaturados – e o bloco K está justamente ligado a estes – o método a ser utilizado salvo situação específica, é o FAUC (Custo médio ponderado).

Bloco H (EFD) – Onde são reportadas as quantidades em estoque (registro H010), já valorizadas pelo método informado no registro citado no item anterior.

Eventos tech no Brasil Agenda monitorada pelo Virtual Arena AI
Ver agenda completa →

Bloco K (EFD) – No registro K200 informo o estoque escriturado, trata-se de uma informação mensal que claramente será utilizado para remontar os valores anuais do tópico anterior. Temos ainda o registro K230 que demonstra os acréscimos de manufaturados no estoque, e que também precisam adequadamente no mês a mês montarem adequadamente os saldos do K200, considerando o consumo também como variável.

Este é um exemplo simples, a intenção em demonstrá-lo é deixar claro que não podemos trabalhar tendo como foco a entrega das obrigações, como se fossem obrigações acessórias distintas entre si, pois não são. É necessário trabalhar adequadamente em nossos processos internos e em rotinas de “compliance” que assegurem indubitavelmente a adequação legal dos procedimentos adotados e a confiabilidade dos números. O atendimento as obrigações acessórias serem atendidos com confiabilidade , passa a ser consequência de uma base contábil/fiscal/tributária de boa qualidade.

Volto a ponto de que este resultado não será atingido com as áreas trabalhando separadamente. A área contábil/fiscal é ponto focal, mas como as obrigações acessórias hoje são digitalizadas é de extrema importância um relacionamento próximo com a área de Tecnologia da Informação e desta com seus agentes externos. Um dos diferenciais que permitirão atingir a acuidade esperada nas entregas é ter parceiros, sejam fornecedores de soluções ou recursos de consultoria (T.I e processos), comprometidos com o resultado final, sendo parte importante e fundamental no processo.

[Crédito da Imagem: SPED – ShutterStock]

Você tabém pode gostar

Deixe um comentário