Gerência de Projetos

Ξ 4 comentários

Como dizer não às idéias dos colaboradores

publicado por Thales Cunha

Verdade seja dita: líder sofre!
Depois de tanto discurso sobre o estímulo às idéias das equipes, o desastre motivacional que é ter uma idéia rejeitada, a cruel realidade: você terá que dizer não a algumas idéias.
Idéias podem não estar adequadas ao momento ou à cultura da empresa, ter custo muito alto de implementação, já ter sido testadas e reprovadas. E podem ser ruins mesmo.
É claro que você não vai contribuir para a implementação de uma má idéia. Mas também não quer se tornar o vilão do programa de sugestões, nem ser acusado de pôr fogo por um lado e abafar pelo outro, não é?
Mas nem tudo está perdido. Há formas de, sem desmotivar, dar retorno à pessoa ou equipe que deu a idéia e elas vão muito além do “agradeço sua contribuição”. Vou enumerá-las abaixo, mas prefiro começar com o que você não deve fazer:
Jamais esqueça, abandone ou adie a resposta. Se acha que a pessoa ou equipe que deu a idéia também vai esquecê-la, pode perder as esperanças. As pessoas se apegam às suas idéias. Mesmo quando as sugestões não envolvem prêmios, elas mexem com a auto-estima. Do ponto de vista psicológico, seu esquecimento é pior do que um não.
Nunca rejeite a idéia para copiá-la depois – Você dirá que uma pessoa de bem jamais cometeria a pirataria de idéias. Mas, para evitá-la, precisa fazer um esforço consciente. Veja como funciona a mente humana: toda vez que você ouve uma novidade, por condicionamento, tende a rejeitá-la. A novidade se aloja no seu cérebro e na segunda vez que deparar com ela sua rejeição já será menor, o que pode levá-lo a aceitar a sugestão do segundo proponente. Numa terceira vez, a sugestão poderá “brotar espontaneamente” da sua cabeça, o que o levará a aceitá-la. Cuidado com isso. Os Programas de Sugestões e todos os procedimentos formais de registro de idéias evitam essas injustiças e mal entendidos. Um líder pode evitá-los não permitindo que sua equipe dê idéias no cafezinho ou no elevador, por exemplo.
Aja preventivamente – Deixe bem claro quais os tipos de idéias que a empresa quer. Algumas pessoas confundem o estímulo à criatividade com o “liberou geral” e temem podar o processo criativo ao determinar limites logo no início. Mesmo o brainstorming, técnica que propositalmente adia o julgamento, só é completo depois que as idéias passam por um crivo. O crivo inicial é de quem faz a sugestão, não do líder.
Não rejeite uma idéia porque não a entendeu – Boas idéias podem ser desperdiçadas se não forem bem explicadas. Não tente adivinhar qual é a idéia, pois será muito difícil. Peça esclarecimentos ou peça, a quem a propôs, para reescrevê-la. Cuidado com os gênios incompreendidos. Algumas pessoas adoram esse papel.
Se a proposta demandar mais criatividade, avise. Sugestões com alto custo de implementação, que necessitarão de negociações específicas, ou idéias que podem ser aprimoradas merecem uma segunda chance. Antes de rejeitar a idéia, aponte seus aspectos negativos e peça a quem teve a idéia para tentar aprimorá-la. É possível que ele desista (ponto para você, que não posou de carrasco) e é possível que traga a solução (mil pontos para você que ajudou a ressuscitar uma idéia!).
Desvincule a idéia da pessoa – Não avalie uma pessoa pela idéia que teve, nem positivamente. Por exemplo, não chame a pessoa de gênio, mas diga que a idéia é genial. Este vínculo dificulta o feed-back quando a idéia é negativa e raramente é justo, pois as idéias sempre têm contribuições de outros, mesmo que involuntárias.
Transforme você a idéia – Quem conhece bem o processo criativo sabe que sua essência tem muito de “nada se perde, tudo se transforma”. Se você abandonar o espírito avaliador e adotar a postura de validador – aquele que se esforça para fazer valer a idéia -, poderá contribuir para a transformação de uma má idéia. Aliás, muitas idéias famosas surgiram assim e esse é o segredo do sucesso dos Programas de Sugestões japoneses. Afinal, o papel de um líder é estimular a criatividade de seus colaboradores, mas nada o impede de ser criativo também!

  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Compare preços de Uber, 99 e Taxi

Minimum Way

Autor

Thales Cunha é empresário de TI com 35 anos de experiência na comercialização de computadores e servidores de todos os portes. Atuou em empresas como IBM, DELL, Ação Informática, entre outras. É proprietário da 4Servers Technologies (www.4servers.com.br) , empresa especializada no fornecimento de peças novas e/ou descontinuadas para upgrade de servidores e storages da HP, IBM e Dell. Edita o blog 4SERVERS TECHNOLOGIES (www.4servers.net.br) sobre Informática, Tecnologia, Vendas, Marketing, Notícias, Empresas, Eventos e Negócios.

Thales Cunha

Comentários

4 Comments

  • Parabéns pelo artigo. Muito bom. Traduz bem algumas situações frustrantes dentro das organizações.

  • Obrigado pelo feedback.

  • Thales,

    Muito interessante o seu artigo.

    Um abraço!

    • Obrigado pelo comentário, Roberto.

You must be logged in to post a comment.

Busca

Patrocínio

Publicidade




Siga-nos!

Newsletter: Inscreva-se

Para se inscrever em nossa newsletter preencha o formulário.