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Carência de profissionais em TI no mercado de trabalho

publicado por Fabrício Alves de Freitas

Olá mundo! Meu nome é Fabrício Alves de Freitas, mas podem me chamar de Fabrício Freitas. Trabalho e resido em Goiás e atuo profissionalmente no Centro-oeste e Norte do país. Sou profissional em TI há 13 anos e atuo como professor do ensino superior, gerente de TI em uma empresa do ramo de serviços imobiliários e consultor em projetos de infra-estrutura e de serviços em TI.

Neste primeiro artigo, trago em uma série de 3 visões o tão falado assunto que é a carência dos profissionais em TI, principalmente nas regiões em que atuo para estreitar e discutirmos ainda mais estas questões a fim de produzirmos com nossos pares uma discussão de cunho prático e até mesmo para nos posicionarmos às necessidades do mercado. O objetivo deste artigo não é discutirmos as questões em torno de gestão de pessoas. Este artigo então será divido em três simples partes: a primeira será uma visão geral do assunto e do que os profissionais poderiam fazer para se consolidarem no mercado; na segunda parte tratarei para nossa discussão o que o mercado tem feito para atrair estes profissionais; e por último, mas não menos interessante, falarei das ações do governo e instituições de ensino para estreitar a distância entre as empresas e nós profissionais.

 

A princípio, decidi escrever sobre esse assunto, pois em algumas de minhas atuações como gestor, uma das responsabilidades é selecionar profissionais e, em uma de minhas participações percebi o processo moroso e comecei a me questionar sobre o que estaria acontecendo: Será que o profissional que procurava já estaria trabalhando em outras empresas e por isso teria que ampliar a região de recrutamento ou teríamos que formá-lo internamente? Passaram-se dois meses até que o mesmo fora contratado de acordo com o projeto. Detalhe: esta contratação era para um projeto especial e a contratação deveria ser prioritária e urgente. E, por esta morosidade me questionei mais uma vez: Onde estão os profissionais em TI? E um dia desses quando fui trabalhar em uma instituição de ensino, pensei se seria nesta instituição que eu encontraria aquele profissional que estive procurando e ao final do dia conclui que não poderia esperar muito destes possíveis candidatos. Logo veio minha preocupação como professor e gerente: Estes profissionais estão preparados para o mercado de trabalho? Como formar bem estes (novos) profissionais?

É claro que existem profissionais bem formados e que superam as necessidades de perfil da maioria das empresas. Afinal, o objetivo das empresas quando de uma contratação é alocar profissionais competentes em funções e responsabilidades adequadas a estes, de forma que um profissional mesmo com capacidade técnica e emocional aderentes a realidade desta ou daquela empresa somente efetivará o contrato se o mesmo estiver a níveis altos desta aderência; a discussão gira em torno de que é muito caro remanejar, capacitar e desligar profissionais por conta de uma contratação mal feita. Posto isto, os profissionais que não aderem a tais exigências são automaticamente excluídos do processo seletivo ou, raramente – somente em empresas com mais maturidade, estes são aproveitados por suas habilidades e atitudes em outras funções com responsabilidades redimensionadas.

E, afinal o que os profissionais precisam fazer para se tornar requeridos pelo mercado de trabalho? Esta pergunta não é tão trivial quanto parece, pois ainda existem numerosos profissionais que ainda não encontrou seu caminho ou não sabe que caminho deve seguir, e/ou que não se atentou a ela, até mesmo profissionais veteranos. Eis o caminho básico que oriento os interessados: a) Um curso superior na área de TI é somente a base/o primeiro passo; b) O domínio do idioma Inglês é apenas uma ferramenta básica da nossa área de conhecimento; c) Pós-graduações, MBA’s e Mestrado ajudam bastante; d) Complementar o currículo com certificações profissionais é fundamental; e) Manter-se atualizado é importantíssimo: participar de fóruns ou grupos de discussão; participar de seminários e feiras; assinar listas de email relacionadas às atividades que executa; visitar regularmente sites relacionados à TI; saber pesquisar conteúdos na Internet. A essa lista enumero um caminho básico a ser percorrido e a esta poderá surgir adversidades que potencializarão ou não, na maioria dos casos, sua eficácia nesse processo de formação profissional.

 

Para ratificar minhas afirmações e visualizarmos o que nos espera, fecho esta primeira parte do artigo, citando Rodrigo Caetano do COMPUTERWORLD que em julho de 2008, escreveu em seu artigo “Como é o novo profissional de tecnologia da informação”: “A quantidade de vagas disponíveis no mercado de Tecnologia da Informação é invejável. Segundo a consultoria IDC, de 2006 a 2009 serão gerados na América Latina mais de 600 mil empregos. Quase metade deles no Brasil”. Outro artigo, também da COMPUTERWORLD, por IDG News Service, de fevereiro de 2010, escreveu que “(…) as 10 carreiras mais quentes em TI para 2010”, são: “Especialistas em segurança; Gerente de sistemas virtuais; Gerente de capacidade; Engenheiro de rede; Especialista em código aberto; Gerente de qualidade de serviços; Gerente de sistemas de registros eletrônicos para saúde; Especialista em sourcing; Gerente de catálogo de serviços e Engenheiro de processos de negócios”. E, pra finalizar as citações com chave de ouro, apresentou as “9 provisões para o setor de TI até 2015” em mais um artigo da COMPUTERWORLD, por Redação da Computerworld, também de fevereiro de 2010 que escreveu: “(…) até 2012, 20% das empresas não terão mais ativos de TI; até 2012, as companhias de serviços em TI centralizadas na Índia vão representar 20% dos principais agregadores em nuvens do mercado; até 2012, o Facebook vai se tornar o hub para integração de redes sociais e socialização Web; em 2012, 60% das emissões de gases estufa na vida total de PC’s terão ocorrido antes que o usuário ligue a máquina pela primeira vez; Até 2013, os telefone celulares vão ultrapassar os PC’s como dispositivos mais comum para à web; até 2014, a maioria dos cases de negócios de TI vai incluir os custos de correção de carbono; até 2014, mais de 3 bilhões de pessoas poderão realizar transações eletronicamente via celulares ou internet; até 2015, o contexto será tão influente para serviços móveis de consumo e relacionamento quanto mecanismo de busca são para a web; ”

Alguém duvida ou discorda de alguma dessas citações?

 

Por fim, contente por trazer este assunto tão importante para continuarmos discutindo, agradeço a oportunidade e convido os senhores leitores para também compartilhamos nossas opiniões sobre a segunda parte deste artigo que é o mercado de trabalho, onde falaremos sobre o que o mercado tem feito para recrutar, selecionar e até mesmo nos formar/capacitar.

 

Obrigado e até a segunda parte do artigo!

 

Fabrício Freitas

Linkedin: http://br.linkedin.com/in/fabricioalvesdefreitas

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Autor

Fabrício Freitas é graduado em Sistemas de Informação, pela ALFA e pós-graduado em Melhoria de Processos de Software (UFLA), Orientação a Objetos e Internet (Uni-Anhanguera) e Gerenciamento de Projetos (ALFA), também é certificado em ITIL, Cobit e CAPM. Atua na Rizzo Imobiliária como Gerente de Tecnologia da Informação e, FASAM como professor de Cursos de SI. Atualmente é Presidente do Comitê de Tecnologia da Informação pela AMCHAM Goiânia/GO e Consultor em TI. Hoje, é entusiasta em Governança em TI e interessado em Gestão por Processos e de Conhecimento.

Fabrício Alves de Freitas

Comentários

2 Comments

  • Ola Fabricio,

    Parabens pelo artigo.

    Gostaria de acrescentar outro ponto à esta discussão, que é o que as empresas têm requisitado e oferecido aos profissionais. Em alguns processos seletivos que passei, observei grande exigência por parte das empresas, e em contra partica uma remuneração, ou condições de trabalho que deixaram muito a desejar. Hoje apesar de praticamente tudo estar sendo informatizado é mais interessante para um universitário se preparar para outras atividades ja que TI além de não ser fácil no geral paga muito menos que em outras atividades.

    Como profissional de TI, entendo que é uma área muito nova, mas que pela velocidade com que tem sido demandada, tomara que as empresas também acompanhem esta evolução.

    Grande abraço,

    Fabiano Luiz

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