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2014: Ano de dinossauros nas janelas ou responsividade web – Parte I

publicado por Carlos Roberto Miranda

2014: Ano de dinossauros nas janelas ou responsividade web - Parte IApontado como tendência desde o início da década em diversos eventos (workshops, painéis de negócios e palestras) de que participei e em inúmeros artigos assinados por profissionais renomados na área de TI, a tecnologia dos dispositivos móveis (mobile) e a responsividade web ganham cada vez mais adeptos e consequentemente a preferência de acesso à internet em comparação ao acesso com dispositivos fixos.

Em um almoço realizado para membros da ABA (Associação Brasileira de Anunciante) a MMA (Mobile Marketing Association) apresentou os resultados de uma recente pesquisa encomendada pela Nielsen (empresa de consultoria em comportamento de consumo), com o mais claro objetivo de detalhar, para assim poder compreender, o comportamento e os hábitos do consumidor móvel, levantando condições para se criar estratégias favoráveis de campanhas, segundo Fabiano Destri Lobo, Diretor da MMA para a América Latina.

Segundo os números apresentados 55% utilizam um dispositivo móvel em momentos de espera como consultas médicas, no trânsito ou no cinema; 47% antes de dormir; 36% logo após acordar; 24% enquanto assistem TV; 21% quando estão no banheiro; 19% enquanto trabalham; 19% na faculdade e 16% durante as refeições.  Entre setembro e outubro 13% dos donos de smartphone compraram pelo aparelho, destes, 26% adquiram roupas ou calçados e 27% compraram ingressos; 37% admitiram que já deixaram de comprar em uma loja física após consultar o preço pelo smartphone – 22%  visitaram uma loja física por influência de uma propaganda vista no aparelho [ver artigo Tirando Proveito do Showrooming].

Sobre a preferência dos usuários móveis por [tipo de] acesso em navegadores ou aplicativos, 40% responderam que leem noticiários pelo navegador, 10% pelos aplicativo e 24% por ambos. 40% jogam games por aplicativos, 11% no navegador e 13% por ambos. 35% entram nas redes sociais por aplicativos, 19% por navegador e 31% por ambos sendo o Facebook a principal ferramenta mobile de relacionamento, com 94% dos usuários. Whatsapp vem em segundo lugar, com 53% e Instagram com 36% [obs.: o Facebook comprou a Watsapp em 19/02/2014]. Ainda aparecem empatados o Skype e o Twitter com 35%.

Estou fazendo uso dos números apresentados aos anunciantes, mas na verdade eu quero é chamar a atenção de um público, de atores e usuários mobile, mais amplo, quero dizer, se “o momento é de captar o máximo possível de informações”, como nas palavras do próprio Diretor da MMA, podemos então pegar uma carona nas informações que foram dirigidas aos anunciantes para levarmos a todo o público, que de alguma maneira se servem dos serviços móveis e da web, a seguinte questão: Quantos sites (de e-commerce, institucionais, blogs, etc.) na web, você conhece que estão prontos ou preparados para receberem acessos de visitantes mobile? Independentemente do negócio que você possui, gerencia ou pratica na Internet o seu aplicativo web está preparado para receber acessos via dispositivos mobile como smartfones, tablets ou outro?

Se você não sabe ou tem dúvidas para responder as perguntas sugiro que faça um simples e rápido teste e conclua você mesmo.

  1. Comece acessando o seu site ou outro site qualquer na Internet a partir do navegador web existente no seu computador desktop;
  2. Se a janela do navegador web abrir maximizada ou seja, ocupando todo o espaço do seu monitor de vídeo, clique no botão Rest. Tamanho (botão central daquele grupo de três que é exibido no canto superior direito da janela do navegador ) e, passando a seta do mouse pelas laterais dessa janela, ao perceber a seta indicativa transformada em uma seta de dois ponteiros, clique e arraste neste momento a lateral da janela fazendo-a diminuir de tamanho que consequentemente também, diminuirá o espaço de visão que você tem da página web em questão.
  3. Se a medida em que você diminuir os espaços lateral e superior da janela você notar o aparecimento de uma barra de rolagem na parte inferior do navegador, dificultando a leitura dos textos e a visualização total dos elementos da página que está aberta (menus, imagens, vídeos, etc.), ficando como ver a imagem de um dinossauro pela janela de sua casa (imagine isso), isto significa que o website não está preparado para receber acessos de dispositivos mobile pois, ao diminuir a medida da janela, se o site estivesse preparado para acessos mobile a barra de rolagem não apareceria, pois os elementos na página web se rearranjariam automaticamente e de forma proporcional pelos espaços que você o limitasse até uma determinada medida.

É lógico que o teste fica mais evidente se você o realizar na posse dos diferentes tipos de dispositivos mobile existente ou seja, a partir de um tablet, um smartphone, etc., onde os elementos das páginas acessadas deverão se comportar com auto-ajuste em relação ao tamanho e a orientação (paisagem/retrato) do aparelho em acesso, sem aparecer as tais barras de rolagens oferecendo uma visão desproporcional do que se observa (aquele dinossauro na janela).

Para ficar um teste mais específico ainda procure visualizar também, o mesmo site em diferentes navegadores web e sistemas operacionais para conhecer a resposta que ele pode lhe oferecer. Isto se chama experiência do usuário com a Internet, que para ser satisfatória, em todos os casos tem que fornecer ajuste automaticamente para ser denominado responsivo ou que responde perfeitamente ao navegador web e ao sistema operacional indistintamente, sem quaisquer desconfigurações técnicas, dificuldades de leituras ou visualizações de elementos iconográficos.

E aí? A que conclusão você chega ao realizar os testes? Qual a resposta de experiência você acredita que os usuários estão tendo com a Internet? Jurássica ou responsiva?

É por isso que todo software aplicativo web precisa ser desenvolvido por um profissional que, após identificar os interesses do cliente prepara um layout apropriado e na sequência, o codifica em uma linguagem de programação específica antes de disponibilizá-lo para acesso aos usuários. Acontece que, como ficou provado nos testes, tais codificações precisam ser projetadas levando-se em consideração acessos a partir de dispositivos como tablets, smartphones e outros que, como vimos inicialmente neste artigo já dominam a rede, além dos desktops e notebooks. Caso contrário, caso o desenvolvedor deixe de identificar alguma necessidade de acesso, não especificando em seus projetos, certamente seus negócios na rede serão prejudicados ou poderão nem existir, fazendo produzir inúmeras experiências negativas do usuário com a Internet devido a má funcionalidade do website em questão.

Com isto, certamente, seu website deixará de ser acessado, seus negócios passarão a contabilizar faturamentos negativos, pois haverão muitas perdas e não porquê as suas capacidades empreendedoras sejam inferiores as dos seus concorrentes, mas porquê o acesso ao seu website foi prejudicado ou nem existiu, justamente no momento em que o visitante tentou comparar a sua oferta de negócio no seu site, na web, e suas páginas não responderam ou seja, não foram responsivas ao acesso do dispositivo móvel utilizado em função do seu aplicativo web estar ineficiente ou desatualizado com os atuais dispositivos de acesso, levando o usuário visitante a responder como cliente lá no website do seu concorrente que já previra acessos por dispositivos móveis e providenciou um website responsivo como solução de acesso por qualquer dispositivo, navegador e SO existente no mercado de TI.

Um desenvolvedor web atualizado sabe que hoje não se pode mais projetar aplicativos restritivos às antigas opções das medidas fixas 800 X 600 pixels ou 1024 X 768 pixels dos desktops, isto já ficou no passado. O que temos agora são muitas medidas de tamanhos de telas para Iphone, Ipod, Ipad, tablets, smartphones e suas formas de orientações (retrato e paisagem), é necessário também considerar os principais browsers (navegadores) utilizados como o Internet Explorer, Google Chrome, Opera, Safari e o Firefox, assim como os sistemas operacionais que rodam nestes equipamentos a exemplo das muitas versões do Windows, Mac, Android, iOS, isso só para se ter uma ideia da complexidade que se tem a desenvolver.

Em termos técnicos, um site que possibilite aos usuários uma melhor experiência com a Internet, independente de toda esta gama de dispositivos, navegadores e SOs  é aquele desenvolvido a partir dos padrões recomendados pelo W3C (World Wide Web Consortiun) que é o consórcio internacional responsável pelos padrões web, semelhante a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), porém sem força de lei, mas com credibilidade entre as comunidades de desenvolvedores que os apoiam e às recomendações, garantindo as qualidades técnicas e editoriais da Internet no mundo todo.

Desprezar quaisquer itens identificados aqui como opções de acessos à Internet é estar desprezando inúmeros visitantes ao seu site na web que precisa ter acesso irrestrito a todos os dispositivos atuais e que está aberto 24 horas por dia, 7 dias por semana  durante o ano todo nos períodos de deslocamento do público ao trabalho, no trabalho, e de retorno aos seus lares, em viagens de negócios ou de lazer, durante um café, no almoço ou no jantar enfim, por todos os meios e lugares que um simples “clique” do visitante pode convertê-lo em um cliente em potencial.

Por outro lado e para além do mercado mobile a tecnologia smart já pode vista também nos mais modernos aparelhos de TVs, fazendo integrar as televisões com a Internet, o conhecido modelo de convergência digital. Daí, mais uma situação a ser pensada e projetada como opção de forma de acesso à Internet a partir destes televisores com telas gigantescas, inversamente aos dispositivos mobile que nos apresentam telas diminutas.

Na Europa, a Philips já acumula clientes neste mercado para aparelhos com telas de 46, 47 e 48 polegadas, com um volume de vendas de tvs smarts que já ultrapassam a casa dos 80% do total de aparelhos vendidos segundo publicações em sites especializados.

A Google e a Apple são concorrentes no fornecimento dos SO (Sistemas Operacionais) para estes parelhos de TVs nos modelos da SONY e Logitech, além de outros desenvolvidos pela LG e SAMSUNG. E por falar na Samsung, esta também acabou de lançar no mercado asiático e europeu, no final de 2013, os novos aparelhos de televisores Full HD de 110” (polegadas).

Como bem se pode ver o mercado de opções de acessos à Internet está bem dinâmico, continua crescendo e o website do seu negócio na Internet, para acompanhar todo este dinamismo de opções de cresimento precisa de um projeto sério e profissional, responsivo à todos os acessos atuais e estar de olho ainda nas outras tecnologias que são tendências e já se encontram disponíveis no mercado consumidor como é o caso das tecnologias futuristas de RA[1] (Realidade Aumentada) a exemplo dos óculos google glass, smart glasses M-100, relógios e tantos outros que estão sendo denominados de Internet de vestir além da Internet das coisas.

Portanto o seu website não pode ficar parado no tempo correndo o risco de ficar para trás dando prejuízo aos seus negócios e experiências jurássicas aos usuários da Internet. Procure atualizações constantes e necessárias.

Por enquanto é isso. Um forte abraço responsivo a todos e leia também a Parte 2 deste artigo.

[1] Integração de informações virtuais a visualizações do mundo real (fonte: wikipedia).

[Crédito da Imagem: Responsividade Web – ShutterStock]

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Autor

Consultor de TI e atualmente divulgando as lógicas de estrutura e dinâmicas da EH (Essência Humana), de autoria própria. http://www.crmtreinamento.blogspot.com.br crm@crmtreinamento@yahoo.com.br

Carlos Roberto Miranda

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