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Workaholic, prazer ou angústia?

publicado por Carlos Henrique Tres

01Acredito que o Brasil vive um momento delicado em vários aspectos (política, economia, infraestrutura e etc.), momento esse, em que o desemprego vem atingindo patamares assustadores, empresas cortando custos e buscando alternativas para se manterem vivas em um sistema tributário cruel que tende a onerar cada vez mais o empresário brasileiro. Como o mercado de trabalho está vez mais acirrado, as empresas buscam por profissionais que sejam multitarefas. Ou seja, que possam executar diversas atividades em paralelo e sejam capazes de entregar todas com uma boa de qualidade.

Em um relatório da Harvard Business, conduzido pelo Instituto de Psiquiatria da mesma, contesta a tese de que, quanto ”mais multitarefa, mais produtividade”. Foi constatado que a mudança frequente de atividades reduz a produtividade em até 40%, e o QI em 10 pontos. No entanto, esse tipo de perfil é muito fomentado pelo mercado de trabalho hoje em dia, disseminado como ideal por gestores em geral, pois há uma falsa ideia que o profissional multitarefa é mais capacitado e preparado para lidar com situações do dia a dia. E alguns desses profissionais, com o dia a dia atribulado e com a carga de trabalho cada vez maior, tendem com o passar do tempo, a trilhar um caminho perigoso, desenvolvendo uma característica muito singular, se tornando “Workaholic“. No bom português, é o trabalhador compulsivo.

Steve Jobs era assumidamente “Workaholic”, a história por trás do homem da maçã, é amplamente conhecida, livros e filmes tentaram descrever suas habilidades, ideias, sucessos e fracassos. Seus esforços em desenvolver algo revolucionário na época, o levou a trabalhar incansavelmente em seus projetos, muitas vezes em uma linha tênue entre loucura e genialidade. Com pouco apego a relacionamentos interpessoais e focado exclusivamente em seu mundo de criações e ideias visionárias, Steve Jobs tinha qualidades excepcionais e defeitos abomináveis.

A existência desse tipo de comportamento geralmente é motivada pela alta competitividade no ramo que o profissional atua ou até mesmo por uma necessidade pessoal de provar a si mesmo ou a alguém, o seu valor. O reflexo disso, é uma vida pouco saudável, pois pessoas com essa caraterística, não conseguem se desligar do trabalho, mesmo estando fora dele. Com isso, a vida pessoal tende a ficar abalada, uma vez que, o trabalho está em primeiro plano, e não há muito espaço para outras atividades. Não é raro os casos em que esses profissionais desenvolvem distúrbios relacionados a qualidade de vida ruim. Disfunções do sono, surtos de agressividade e até depressão, são os mais comuns.

Logo, quanto mais responsabilidades você tem, mais organizado precisar ser, e, tentar fazer tudo ao mesmo tempo é exatamente o posto da organização e eficiência. Claro, que toda regra tem sua exceção, existe uma minoria que se auto intitula “Workaholic”, e acredita que a felicidade está amplamente ligada ao trabalho. Contudo, assim como você caro leitor, eu trabalho com a intenção de buscar uma qualidade de vida melhor, todavia, trabalhar exaustivamente sem tempo para família, amigos e atividades de lazer, não é benéfico para nenhum profissional. Portanto, não seja escravo do seu trabalho nem trabalhe pensando exclusivamente no dia do pagamento, a vida é mais do que isso, ela precisa ser vivida.

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Autor

Especialista em Gerenciamento de Serviços. Certificado ITIL® Expert, ISO/IEC 20.000, COBIT, além de outras certificações relevantes. Construiu sua carreira em grandes organizações e consultorias especializadas. Além de professor e palestrante é articulista em diversos sites de tecnologia.

Carlos Henrique Tres

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