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RFID – Inserindo a tecnologia em controle de processos produtivos – Parte I

publicado por Sandro Tôrres

No artigo passado, abordamos sobre a aderência do RFID no negócio de forma conceitual. Não adianta realizar um alto investimento na tecnologia, sem tirar seu maior proveito, ou seja, a tratativa correta dos dados coletados.

Imagine um processo, onde parte ocorre o registro com intervenção humana e parte ocorre através de dados coletados automaticamente por equipamentos e sistemas de sensores acoplados ao longo do processo. Vamos imaginar uma linha de produção de um produto com diversos subsistemas montados simultaneamente e com emprego do RFID. O fato da intervenção humana, mesmo com o emprego de mão de obra especializada, está sempre suscetível a falhas e a ocorrências indesejadas. O emprego do RFID, não só oferece maior precisão nas tarefas, como também registra todo o DNA do Produto e fornece informações precisas para tomada de decisões proativas para melhoria do processo.

Com seu emprego, podemos registrar durante o processo produtivo todos os eventos ocorridos, por exemplo: qual turno realizou a montagem, quais testes de qualidade foram realizados, os componentes utilizados sejam suas quantidades e o momento de sua inserção, controle de estoque, teste de qualidade, armazenamento, expedição, recall, etc.

Tudo isso deve estar bem definido no desenho do middleware, (que nada mais é, que um aplicativo intermediador que transporta e interpreta informações nativas ou de outros protocolos para uma linguagem inteligível ao sistema de controle principal), ou seja, a chave do sucesso está no desenvolvimento de um aplicativo capaz de ter fluência o suficiente para traduzir ao sistema principal de controle as informações circulantes na cadeia de informações do processo. Não basta identificar e coletar as informações se não se sabe o que fazer ou para onde direcioná-las.

No exemplo qual turno realizou a montagem, muitas informações podem ser coletadas e direcionadas. Quem executou? Quanto tempo levou para finalizar a tarefa? Qual foi a produtividade do dia? Qual a janela de tempo entre a efetivação de cada tarefa? Quanto tempo de ociosidade é registrado por falta de matéria prima ou produto semi-acabado? Estes são alguns dados, que além da identificação do produto, atrelado à identificação do Funcionário, podemos estabelecer regras de controle no processo produtivo para tratar estas informações e direcioná-las por exemplo ao RH para analise de investimentos em treinamento, controle efetivo dos tempos gastos com produção, redimensionamento do quadro operacional, identificação de equipes de baixo rendimento, realizar intervenção para melhoria de sua performance, elaboração de um Programa de Desenvolvimento Continuo, etc.

Outro ponto citado, muitos produtos passam por testes de qualidade durante sua concepção, que muitas vezes recebem identificação de controle por etiquetas coloridas, códigos de barras, números seqüenciais, etc.. Geralmente são empregados estes marcadores durante seu ciclo no processo, para uma identificação visual para os operadores se o produto foi testado na etapa anterior e se está validado para a nova transformação, etc.

Neste ponto, o interessante, é que além do registro automático do teste, este fica registrado no DNA do produto, ou seja, como a TAG de RFID depois de inserida no mesmo seguirá com ele por toda a sua vida útil, é claro que as informações registradas também o acompanharão.

Sendo assim, torna-se possível garantir a informação de que o produto passou rigorosamente por todos os testes de validação de qualidade preconizados no processo e estabelecido nas regras do negocio.

Um fato interessante, que se em um teste o produto for invalidado, o registro desta informação pode passar a ser tratada como uma condição de alarme, e suponha-se que o produto testado foi rejeitado, e se em algum momento por uma falha humana ele voltar ao processo seja em que etapa for, sempre será recusado, isso garante a qualidade do produto e estabelece uma gestão imparcial da cadeia produtiva.

As regras devem estar bem definidas no processo, na execução de um teste de qualidade, os dados devem ser coletados de forma automática para sistema e estes passam a ser inseridos no DNA do produto, tais como: quem executou, o que executou, tempo de execução, em alguns casos se foi realizado conforme CNTP (Condições Normais de Temperatura e Pressão) no momento do teste, o teste foi aprovado ou não, qual a medição aferida, estabelecer uma cadeia de custódia do processo (detalharemos isso em outra oportunidade), etc.

Finalizando, este dado passa a ser um histórico do produto e o seguirá por toda a sua vida útil e garante excelência na qualidade do mesmo, sem contar, que etapas e falhas podem ser eliminadas, como impressão ou inserção de etiquetas, geração de resíduos destas etiquetas, custos com aquisição de etiquetas e marcadores, falhas na identificação do teste com etiquetas, descolamento de marcadores, falhas por intervenção humana nos registros, etc.

No próximo artigo continuaremos a explanar sobre outras aplicações no controle do processo produtivo.

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Autor

Atuação há mais de 10 anos como Gestor de Negócios e Operações. Atuação há mais de 15 anos como Especialista em Tecnologia, sistemas Vsat, No Break´s, Sistemas de impressão, Automação Bancaria, Comercial e Industrial. Especialista em Licitações Publicas. Atua em um Distribuidor de produtos e soluções para CFTV IP e RFID. Vasto conhecimento em Tecnologia para Segurança Patrimonial, Salas de Operação e Gestão de Crises, Sistemas Ininterruptos de Energia, Sistemas de impressão, Automação com emprego de RFID, Coletores de dados, Infraestrutura, Back up sites, etc. Linkedin: Sandro Tôrres email: sandrot68@hotmail.com Skype: sandrot68 Mobile: +55 31 8391 1919

Sandro Tôrres

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