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Revolução Digital 2: Consumo com a Manufatura Aditiva

publicado por Antônio Sérgio Borba Cangiano

O comércio eletrônico, é consenso geral, facilitou a vida de todos, clientes podem comprar de qualquer lugar com qualquer dispositivo de acesso a internet, e receber em casa com desconto. As organizações de vendas podem vender com descontos, porque toda uma cadeia de atividades não é mais necessária, e até o balcão em centros, shoppings  ou na rua, tornaram-se desnecessários. Os bancos diminuem as agências com o home banking, e cadeias de tarefas operacionais passaram a ser tratadas totalmente automatizadas. A vida tende a ser digital. Encontramos dados e informações de parentes, amigos, conhecidos, pessoas, cidadãos e profissionais nas redes sociais. O trabalho foi redistribuído em tarefas diferentes, com mais qualidade de competências do lado dos fornecedores e para os clientes todo o trabalho de pesquisa, digitação de seus dados, entrada de cartões de créditos, informações adicionais para a logística de entrega e de marketing dos vendedores que posteriormente apresentarão produtos similares mais modernos e justamente com as facilidades ou inovações que você desejava e que fazia parte de respostas que deu em questionários, ou para grupos de consumidores de que faz parte, grupos de esportistas, leitores, ou com quem você correspondeu por email, ou pelas redes com seus amigos ou parceiros consumidores dos mesmos produtos. Esse mundo virtualizado, está chegando com tecnologias já disponíveis e que estão aí como Big Data, computação em nuvem, dispositivos móveis mais inteligentes com sensores mais sofisticados e inteligência artificial embarcada, plataformas de co-criação, e de criação coletiva (crowdworking, que já abordei em outro artigo). Já existem impactos significativos com a disseminação dessas tecnologias, que não se pode afirmar que seja uma evolução ou uma revolução da maneira de se fazer negócios, e da realização das forças econômicas que competem globalmente.

Nesse artigo o enfoque são as tecnologias de CAD – Computer Added Design, controles numéricos de produção, ferramentas CASE – Computer Aided Systems Engineering, Plotters, tornos industriais automatizados, nanotecnologia (com inovação na química de materiais), tecnologias desenvolvidas durante décadas (sem nos apercebermos, a não ser guetos específicos), e que agora com a convergência digital, chegou ao estado da arte da manufatura aditiva, que não é nada mais que desenho, projeto, adição de camadas de materiais diferentes (por isso manufatura aditiva), que consegue realizar camadas  de materiais  controladas matematicamente de acordo com o desenho, produzindo artefatos úteis como peças de carros, placas de computador, próteses de pele, dentárias, de ossos, de tecidos, bem como tênis, sapatos, brinquedos, óculos, enfim tudo o que se pode imaginar e desenhar, e enviar para a Impressora 3d  que ela produzirá com cabeças (ou fluxos) móveis que percorrerá as medidas dos produto especificadas no desenho, adicionando camadas de materiais sejam eles derivados de petróleo ( plásticos), ou de metais, ou resinas, ou tecidos, ou materiais nano-combinados, ou seja, combinados a nível molecular.  É muita tecnologia junta, mas que com esse estupendo desenvolvimento, hoje uma impressora 3D para manufatura aditiva com uma única cabeça e portátil, está a venda e você já pode comprar  por U$ 1.200,00 hum mil e duzentos dólares. Qual impacto esse novo modo de produção pode trazer, se usado junto com as tecnologias que nós já conhecemos?  Ou seja no consumo de bens que possam ser manufaturados dessa forma?

Além de todo o arsenal tecnológico de comércio eletrônico disponível, B2B, B2C e  B2G (business to….),  mais as plataformas de crowdworking e co-criation que possibilitará produtos com enorme inclusão de inovação, e portanto mais racionais, mais baratos e mais sustentáveis, que fabricados na manufatura aditiva serão elaborado com maior produtividade, evitando erros e retrabalhos, e com melhores materiais e mais inteligentes (com a nano), onde os produtos serão produzidos com baixíssima intervenção humana. Toda a revolução econômica tem os fatores de produtividade embutida, Schumpeter , grande economista, demonstrou a destruição criativa da inovação e do progresso técnico na sociedade, que incentiva com preços mais baixos e melhor qualidade, com o fator ainda da inovação incorporada para atender plenamente as necessidades dos consumidores mais exigentes, mesmo porque, essa inovação é produzida coletivamente com as plataformas de trabalho conjunto “Crowdworking e Co-Criation, que comentamos no artigo “manifestação das ruas…”.   A GE está disponibilizando 30.000 patentes em plataformas de criação coletiva para a manufatura aditiva.  A melhor forma de mostrarmos o impacto no consumo com tudo isso, no mercado global, diga-se de passagem, é com exemplos.

Você poderá comprar um carro e receber uma série de arquivos no seu mobile, que será armazenado onde você disser, que conterá: o manual do carro, um software instalado no seu mobile, sintonizado com seus sensores e wifis, que vai te avisar das manutenções, das trocas , dos defeitos, da quilometragem rodada, sem precisar de odômetro, ou display no painel. Ooops! Não é isso que quero mostrar e sim que junto com o manual e o software você receberá os arquivos de desenhos de peças de reposição que poderá manufaturar em sua própria casa, ou em Lan houses com essa impressora 3D, e resolver seu problema de reposição de peças 24 horas e 7 dias da semana.  Ou você tem aquele início de joanete no pé, e precisa de comprar um sapato confortável. Você escaneia o seu pé e envia pela internet (você não pode andar), em seguida, no seu computador ou mobile, entra  na loja de comercio eletrônico de sapatos com a manufatura aditiva, e após escolher o modelo, o material, o tipo e fornecer o arquivo do seu pé, a máquina produzirá seu sapato e enviará para sua casa, depois da transferência dos valores do seu cartão de crédito, é claro,  e você assim que receber o sapato poderá vesti-lo confortavelmente, e conseguir sair de casa calçado novamente.

Essa nova moda de consumo pode demorar para “pegar”, toda essa tecnologia deve estar disponível, mas lembrem-se que os ciclos de disseminação sobre as fronteiras dos países tem diminuído espetacularmente. Hoje temos ciclos de lançamento de produtos lá fora com dois a três meses para serem laçados aqui, vide o mercado de tablets, ultrabooks, notes etc. Pode ser um artigo visionário, mas prestem atenção que existem mais evidências de que isso está acontecendo do que temos prestado atenção. Tempos modernos esses, ou tempos futuros, um ou outro vamos presenciar grandes evoluções ou revoluções no século XXI.

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Autor

Mestre em Engenharia de software: redes de computadores pelo IPT - USP, Bacharel em Ciências Econômicas e em Ciências de Computação, ambos na Universidade Estadual de Campinas. É Certificado pelo PMI em Gestão de Projetos – PMP e Conselheiro de Administração e Fiscal – IBGC/CCI. Experiência em empresas multinacionais, nacionais e públicas de grande porte: IBM, Ericsson, Unisys, Atos Origin e no SERPRO como diretor de gestão empresarial. Atuação executiva nas áreas de TIC, Finanças e venda de soluções. Conhecimento e habilidade nas áreas de: Planejamento, Gestão, Comercial, Projetos, Certificação Digital, Viabilidade Econômica/Financeira, Segurança e Sustentabilidade. Hoje exerce cargo de Assessor da Presidência do ITI – Instituto de Tecnologia da Informação – responsável pela ICP Brasil. Autarquia supervisionada pela Casa Civil do Governo Federal. Participa da câmara de segurança e é membro substituto ambos no CGI.BR.

Antônio Sérgio Borba Cangiano

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