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O futuro dos brasileiros é o blockchain

publicado por Mateus Baumer Azevedo
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Figura - O futuro dos brasileiros é o blockchain“A visão do Governo sobre a economia: se se move, tribute. Se continua se movendo, regule. Se parar de se mover, subsidie”. Uma das citações que eu mais gosto do Ronald Reagan, ex-presidente americano, diz muito do nosso Estado hoje.

O Brasil acaba de cair mais duas posições no ranking mundial de prosperidade pelo seu ambiente desfavorável de fazer negócio, graças à regulamentação e às regras desnecessárias impostas, o que impedem o desenvolvimento de todos. Isso me fez refletir: como é possível termos chegado nesse nível de degradação estando localizados em uma das partes mais ricas do mundo e com uma população tão adaptável, criativa e inovadora como a nossa?

Fui buscar então, a origem do motivo e cheguei à Revolução Industrial. O que ocorreu foi que com o surgimento de novas máquinas e automação da produção, nasceram empresas com maior produtividade, derrubando os preços de forma nunca vista antes. Tal eficiência gerou preocupação nas grandes corporações que, para se protegerem, tiveram a ideia de comprar essas novas empresas e impedir a competição, mantendo suas altas margens. Infelizmente para eles, sempre que mantinham margens elevadas, atraiam novos competidores, com máquinas mais modernas e preços mais baixos, inviabilizando a estratégia de comprar todos os concorrentes.

A outra ideia para evitar perdas de mercado foi a criação de cartéis, em que os fornecedores se juntavam para combinar um volume de venda e preços dos produtos, garantindo uma boa margem para todos. Esse modelo também se mostrou ineficiente, uma vez que sempre um dos participantes do acordo, por interesse próprio, vendia de forma “escondida” seus produtos a preços menores para alguns clientes. Obviamente, não conseguiam conter a informação e todos ficavam sabendo.

O resultado disso era uma rivalidade ainda maior e uma concorrência ainda mais acentuada do que antes da formação do grupo. Pior, o problema persistia. Sem opção sua última cartada foi apelar para o Governo, alegando que os novos concorrentes estariam baratos, pois os produtos eram piores e portanto, prejudiciais à população. Assim, em nome de uma proteção e garantia de melhores produtos a saída era regulamentação para os setores.

Essas acabavam gerando regras impeditivas para players menores surgirem e menos interessante para os players maiores, criando uma reserva de mercado, mantendo o preço elevado e desestimulando a geração de novos empregos. Não é exatamente isso o que vivemos até hoje? De certo modo, sim. Quando o Estado exige mais de 10 alvarás, e uma infraestrutura robusta para qualquer pequena indústria se estabelecer, ou regras e taxas para impedir inovações como a Netflix, por exemplo, está dando continuidade a esse formato que surgiu no passado. Mas, felizmente (e finalmente!), as tecnologias estão surgindo para quebrar essa lógica. A principal delas é o blockchain

O blockchain é uma tecnologia que visa a descentralização como estrutura para melhora na segurança. Simplificando, ele é uma cadeia de blocos, e cada bloco tem três partes: um código único (Hash), o Hash do bloco anterior e a informação desejada. Qualquer mudança no bloco muda seu Hash e toda informação é pública e mantida por todos, de modo a criar consenso e confiança na comunicação direta entre duas partes (Peer 2 Peer), ou seja, sem o intermédio de terceiros e sem a intervenção do Estado.

A previsão é que nos próximos anos várias iniciativas (empresas) ou comunidades vão surgir usando o blockchain. Imagine que venha uma lei proibindo os aplicativos de carona, mas que uma solução baseada em blockchain surja. Como é descentralizada, não tem como o Estado coagir essa estrutura. Motoristas e passageiros interessados vão se cadastrar na plataforma e pagar diretamente uns para os outros. Mesmo que alguém tente regular isso ou punir a iniciativa, não irá conseguir.

Sendo a favor ou achando que essa nova estrutura será uma ameaça, a evolução dessa nova tecnologia é inevitável. Cabe a nós aprendermos como funciona para sairmos na frente e aproveitar as melhores oportunidades.


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Autor

Sócio da BlueLab e responsável pela Diretoria de MKT e Vendas. Formado em Administração pela ESPM (SP), com pós-graduação em Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral, Mateus é um dos sócios da BlueLab, responsável pela diretoria de marketing e vendas da companhia. Nessa função, desenvolve a estratégia de vendas, sempre com foco na evolução do modelo de negócios, na experiência do usuário e nas diversas plataformas tecnológicas. Além disso, faz questão de participar da contratação de todos os novos profissionais da empresa. Mateus iniciou sua carreira em Trade Marketing na Danone do Brasil, onde permaneceu por dois anos. Em seguida, assumiu a reestruturação de empresas familiares na área metalúrgica, expandindo e diversificando para novos mercados, como projetos de arquitetura estrutural, que garantiram o crescimento mesmo na crise. Em 2012, ingressou na BlueLab, e fez mudanças significativas na empresa, saltando de uma companhia mais técnica de desenvolvimento de produtos para uma focada em atendimento e experiência do cliente. Fluente em inglês e espanhol, Mateus morou na Austrália por um ano. É grande estudioso e amante da escola austríaca de economia e do livre mercado. Sobre a BlueLab Criada em 2008 pelos empreendedores Marcelo Arakaki, Patrick Blackman, Walter Battistetti e Giovanni Andreani, a BlueLab é uma empresa especializada em sistemas avançados de atendimento automático. Após um ano de fundação, a empresa aperfeiçoou as tecnologias de busca e consolidou sua metodologia de implementação, unindo as mais diversas funcionalidades ao BrainBot, agente virtual humanizado, capaz de interagir utilizando linguagem falada ou escrita, com maior agilidade e redução de custos às empresas de call center. A BlueLab já implementou seus robôs de atendimento em empresas, Itaú, Globo.com, Centauro, Globosat, Paschoalotto, Siscom, Certisign, Estácio de Sá, Caixa Seguradora, MEC, entre outros. Além disso, a Bluelab já foi premiada pela Associação Brasileira de Teleserviços (ABT), Revista Época, Reclame Aqui e Frost&Sullivan. Mais informações: www.bluelab.com.br.

Mateus Baumer Azevedo

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