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Novos padrões de consumo ditam o rumo da segurança eletrônica

publicado por Erik Frännlid

Novos padrões de consumo ditam o rumo da segurança eletrônicaEstudos preveem que 2014 é o ano em que serão vendidas mais câmeras de monitoramento digitais do que analógicas – uma migração regida cada vez mais pelas novas lógicas de consumo.

Neste começo de ano, muitos profissionais já estão se perguntando qual será a próxima grande sacada. Mas o curioso é que muitas inovações nasceram a partir de um uso criativo de tecnologias já existentes, emprestadas de diferentes setores. Além disso, muitos conceitos inovadores estão esperando para serem desenvolvidos em aplicações diárias que trazem valor ao negócio.

Motor para tecnologia

A Lei de Moore mostrou que o poder da computação de processamento dobra a cada 18-24 meses, sob os mesmos custos. Isto se tornou um motor fundamental para a abertura de novas possibilidades, incluindo os rápidos avanços em toda a indústria de segurança eletrônica.

Como a tecnologia em geral continua a ganhar mais poder de processamento, isso também muda a forma como nos comportamos como consumidores. Temos aprendido a exigir mais eficiência de tecnologias centradas no usuário e que se adéquam às nossas necessidades específicas. Consequentemente, o que está acontecendo na indústria do consumo pode nos ajudar significativamente a prever as tendências em muitas outras indústrias, como a de videomonitoramento.

Tudo-as-a-Service

O modelo de venda de tecnologia sob demanda como um serviço nos trouxe uma flexibilidade nunca antes experimentada. Poder aumentar ou diminuir de acordo com nossa demanda proporciona maior retorno sobre o investimento, e traz facilidades para organizações de todos os tamanhos.

Imagine então os benefícios que o modelo traz para os varejistas, que agora podem contar com os serviços de vigilância que necessitam de acordo com a demanda em diferentes períodos do ano, como o Natal, sem que para isso precisem fazer um investimento adicional significativo com antecedência.

Antecipação de eventos

Por que esperar algo acontecer e só reagir depois, quando você pode prever a situação indesejada e evitá-la proativamente?
Por exemplo, um carro inteligente pode automaticamente ajustar sua velocidade de acordo com o limite em cada avenida. Ele pode até mesmo frear antes de uma colisão. Assim como os carros estão ficando mais inteligentes, novas câmeras de vigilância também estão. As câmeras poderão em breve prever situações de risco e alertar previamente os usuários sobre incidentes: desde a identificação de objetos que não deveriam estar em um lugar específico ou até grandes multidões ou veículos que estão em direção errada.

Análise de Big Data

Hoje em dia, as empresas não são apenas confrontadas com o desafio de analisar uma grande quantidade de dados estruturados e não estruturados, mas também precisam de alto poder de processamento para tirar o máximo dessas informações.
Da mesma forma, é cada vez maior a demanda por sistemas de segurança com funções de buscas inteligentes e ferramentas analíticas. A análise em tempo real sobre Big Data é particularmente útil, por exemplo, para monitoramento urbano, o que permite à autoridade local identificar alguém (seja a vítima ou o suspeito) rapidamente no meio da multidão e num horário de pico. Essas informações podem ser obtidas de forma simples ao utilizar Sistemas de Gerenciamento de Informação de Segurança Física (PSIMs), integrando câmeras, alarmes, dispositivos anti-incêndio, automação e som integrados.

Internet das Coisas

Também esperamos que as informações cheguem até nós de maneira mais proativa assim que algum incidente acontecer. Como estamos mais acostumados com o conceito de notificações do mundo do consumidor, as empresas passam a fazer exigências semelhantes em vigilância: eles querem que suas câmeras realizem um diagnóstico inteligente e alertem quando é necessária atenção. Estar conectado a sistemas de vigilância em rede (ou IP) está se tornando uma escolha óbvia para melhorar a eficiência e economizar custos a longo prazo.

Não é de se admirar que a IMS Research (que agora integra a IHS Inc.) previu que o mercado de CFTV e videomonitoramento chegaria a um ponto de inflexão em 2014, quando se espera que a receita com vídeo em rede ultrapasse a tecnologia analógica pela primeira vez.

Qualidade da imagem

Os antigos televisores de tubo, com tecnologia analógica e baixa qualidade de imagem, deram lugar nos últimos anos a aparelhos que exibem imagens em alta definição, muitos já Full HD. A segurança eletrônica acompanhou essa tendência do mercado de consumo, e hoje existem câmeras HD, algumas inclusive Full HD, que oferecem um nível de detalhes extremamente importante para ajudar na identificação de pessoas. Essa mudança continuará motivando os fabricantes a oferecerem produtos com resolução cada vez maior, chegando inclusive aos 4K, ou Ultra Alta Definição.

Relação entre software e hardware

Qualquer que seja a próxima grande ideia para você e para sua empresa, as melhores inovações são desenvolvidas através de um ambiente colaborativo entre parceiros.

Assim como na indústria automobilística, a interoperabilidade entre hardware e software está se tornando cada vez mais importante para entregar soluções de maior valor para os usuários finais. Nos últimos anos, os consumidores têm começado a aproveitar recursos de entretenimento e informação dentro dos carros, com tudo conectado.

Voltando ao setor de vigilância, os fabricantes devem ser encorajados a trabalhar em estreita colaboração com a comunidade de desenvolvedores por meio de APIs abertos. Assim, mais talentos poderão ser atraídos e ajudarão a chegar a novas ideias e softwares para melhorar a produtividade e eficiência para usuários de sistemas de segurança.

[Crédito da Imagem: Segurança Eletrônica – ShutterStock]

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Autor

Erik Frännlid, diretor de Gerenciamento de Produtos da Axis Communications

Erik Frännlid

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