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Novos desafios da produtividade empresarial

publicado por Henrique Joji Sei

Novos desafios da produtividade empresarialO mercado convive hoje com um volume de inovações tecnológicas sem precedentes. Uma tendência que tem afetado diretamente o modo de vida das pessoas e os conceitos de trabalho e de produtividade. No ambiente empresarial, esse movimento reflete em uma nova cultura de negócios, pautada pela conectividade, mobilidade e flexibilidade.

Um recente estudo global realizado pela consultoria TNS – a pedido de Dell e Intel –, com 8.360 profissionais em 11 países, confirma essa tendência. Uma das principais conclusões do relatório é a de que os funcionários ambicionam atuar em empresas com regras flexíveis, nas quais eles sejam cobrados por produtividade, independentemente da hora ou do local de trabalho.

Boa parte dessa ambição dos profissionais deve-se à própria tecnologia. Com a popularização de equipamentos cada vez mais leves e versáteis – como notebooks, ultrabooks e tablets – e a disseminação do conceito de cloud computing (computação em nuvem), as pessoas perceberam que não precisam mais ficar presas a um local ou horário fixo de trabalho. Ao mesmo tempo, os usuários querem ter a flexibilidade na escolha de equipamentos, o que cria uma tendência batizada de BYOD (Bring Your Own Device ou, em português, traga seu próprio dispositivo).

No Brasil, essa tendência começa a ganhar força. Segundo os 1.024 profissionais brasileiros consultados na pesquisa da TNS, 74% deles afirmam que já utilizam dispositivos de trabalho para uso pessoal. Essa porcentagem fica ainda mais alta entre profissionais de pequenas e médias empresas, nas quais 79% afirmam ter essa flexibilidade.

Na prática, o que se vê é que muitas empresas instaladas no Brasil já despertaram para a importância de flexibilizar as políticas de uso dos dispositivos para aumentar a produtividade dos trabalhadores, com base nas novas demandas dos profissionais e das próprias tecnologias disponíveis. No entanto, isso depende não só de uma mudança cultural, mas da utilização de equipamentos adequados e que possam ser integrados a sistemas de backoffice para gerenciamento e segurança desses novos ambientes de TI.

Do ponto de vista dos departamentos de TI, todo esse cenário exige uma preocupação extra dos gestores, já que a tendência de BYOD torna as empresas mais vulneráveis a ameaças de segurança e ao risco de perda de dados. Em outras palavras, ao deixar que os funcionários utilizem os próprios equipamentos, software e serviços, as organizações podem perder o controle e a gestão dos ativos. Nesse cenário, se faz imprescindível uma avaliação prévia dos riscos e benefícios trazidos à operação com esse tipo de flexibilidade, e a implantação de soluções de segurança e de gerenciamento de parques tecnológicos que atuem de forma adequada e consistente num ambiente de tecnologia aberto e diverso, para facilitar a gestão do parque e garantir níveis de segurança corporativos também aos dispositivos fornecidos pelos funcionários.

A lição que as empresas começam a aprender é a de que devem buscar um equilíbrio para tirar o máximo proveito dessa flexibilidade de escolha dos profissionais. Ou seja, as organizações precisam oferecer um certo grau de opção e conveniência para os funcionários escolherem os dispositivos tecnológicos utilizados no ambiente de trabalho, mas, por outro lado, têm de estar preparadas para gerenciar o uso desses novos equipamentos que acessam a rede corporativa e escolherem tablets, notebooks e ultrabooks que sejam convenientes aos funcionários, mas adequados às questões de controle e segurança.

Acima de tudo, os CIOs e gestores das corporações precisam entender que proporcionar aos funcionários as ferramentas certas para fazer um bom trabalho, a qualquer hora e local, não é mais apenas algo opcional. Trata-se de um ingrediente vital para a saúde e crescimento futuro dos negócios.

Artigo publicado originalmente no Information Week.

[Crédito da Imagem: Produtividade – ShutterStock]

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Autor

Henrique Joji Sei é diretor de Soluções da Dell. Com cerca de 18 anos de experiência na área de tecnologia e serviços, trabalha desde 2001 na Dell, tendo gerenciado diversas áreas no Brasil e Mercosul. Anteriormente, ainda na área de tecnologia, gerenciou a unidade de negócios da Gradiente Telecom, responsável pela implementação de Roaming Internacional e na área de TI da Editora Abril.

Henrique Joji Sei

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