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Novas ondas tecnológicas exigem novos skills

publicado por Cezar Taurion

Novas ondas tecnológicas exigem novos skillsIndiscutivelmente que as quatro ondas (mobilidade, social, cloud e Big data) que estão quebrando sobre as empresas e a própria industria de TI vão criar uma disrupção na maneira de como se adquire e usa tecnologia. Mas para surfar estas ondas temos que ir além das tecnologias que as suportam, e para isso precisamos dar muita atenção à preparação e reciclagem dos profissionais de TI.

A disrupção se dará na visão dos negócios, em novos modelos de negócio, e na transformação das relações entre as empresas e seus funcionários e clientes. O foco não deve ser a tecnologia em si, ou seja, não é criar uma estratégia de mobilidade ou de cloud, mas sim em criar uma estratégia de negócios onde mobilidade e cloud farão a diferença entre a visão do negócio no antes e depois da implementação da estratégia.

Quando analisamos pesquisas efetuadas com os executivos de negócio, vemos claramente que eles estão em busca de apoio de TI para três coisas básicas: (a) conseguir e manter excelência operacional, (b) criar a chamada “customer intimacy”, que é um relacionamento intenso com o cliente, e (c) obter e manter de forma sustentável a liderança em inovação, seja esta em produtos e/ou serviços. A excelência operacional implica em redução contínua de custos (o inibidor da redução de custos é acomodação…), mas ela por si não garante a competitividade da empresa frente as outras duas variáveis. A empresa pode ter uma excelência operacional fantástica, mas se seu produto tornar-se obsoleto, simplesmente ela sai do mercado.

Para TI atender a esta demanda terá que se reinventar. Precisará de novo mindset, de novas capacidades, de uma nova estrutura organizacional e de novos papéis e funções. Os CIOs e profissionais de TI deverão ter a compreensão que o cenário e contexto que moldou as empresas e a organização de TI nas ultimas duas décadas está em transformação. A alternativa de lutar contra ou ignorar as mudanças simplesmente é impossivel. Ou seja, não existe alternativa. TI muda ou TI é mudada. O risco da TI conservadora, que busca se manter alheia a estas mudanças é sua marginalização. Corre o risco de se tornar descartável.

O primeiro passo pra a mudança é mudar o mindset. A compreensão do novo contexto é sair do modelo mental technology-oriented para business-oriented. Não é fácil e demanda tempo (que nem sempre existe…) e educação. As reações à mudanças são fortes. Douglas Adams, autor do livro Mochileiro das Galáxias, disse certa vez em entrevista : “ There’s a set of rules that anything that was in the world when you were born is normal and natural. Anything invented between when you were 15 and 35 is new and revolutionary and exciting, and you’ll probably get career in it. Anything invented after you’re 35 is against the natural order of things”. Claro, que 35 é idade mental e não cronológica…É apenas para fixar a idéia. Mas a frase diz muita coisa: executivos e profissionais que se moldaram sob um determinado paradigma e criaram uma carreira de duas décadas de sucesso tem receio de perder status no novo mundo. É natural que assumam atitude defensiva, mas, infelizmente, é uma luta inglória, porque as mudanças estão ocorrendo, queiramos nós ou não.

A realidade é que todas as organizações de TI estão sendo afetadas por estas ondas tecnológicas. O que diferencia uma da outra é a velocidade, timing e abrangência da mudança. Existem setores de industria que mudam mais lentamente que outros. Mas a mudança chegará para todas as organizações de TI.

O profissional de TI deve assumir novos skills e novas funções serão criadas. O desafio para as empresas é como preencher este gap entre os skills demandados pelas ondas tecnológicas e os skills predominantes nas áreas de TI atualmente. Este gap tem que ser preenchido rapidamente para que a organização de TI atenda a demanda exigida pelas possibilidades que a tecnologia traz hoje. A área de TI tem que atuar de forma rapida e integrada com o negócio na criação de uma estatégia digital para a empresa. O risco de falhar é a perda de espaço, tornando-se setor periférico às decisões empresariais. Mas, lembremos, a tecnologia estará inserida nos processos e estratégias de negócio, e se TI não ocupar seu espaço outras áreas a ocuparão.

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Autor

Cezar Taurion é head de Digital Transformation da Kick Ventures e autor de nove livros sobre Transformação Digital, Inovação, Open Source, Cloud Computing e Big Data.

Cezar Taurion

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