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NFC-e: uma revolução que tem data de início

publicado por Renan Crippa Freitas

NFC-e: uma revolução que tem data de inícioTenho visitado várias APLs de software para conversar com os desenvolvedores da região sobre NFC-e, S@T CF-e, PAF-ECF e todas as incertezas que giram em torno dessa sopa de letrinhas contábil que vem tornando a vida dos empresários do ramo de ERP mais difícil. Em todas as situações, a dúvida é sempre a mesma: Para onde vamos afinal?

Por n fatores, acredito que a NFC-e tem grandes vantagens em relação aos projetos concorrentes e está alguns passos a frente, porque agrega uma série de benefícios para todos os envolvidos na emissão deste documento: Sefaz, desenvolvedores, consumidor final e emitente. Por outro lado, nós vivemos em uma república federativa, onde a responsabilidade por aderir um projeto ou outro depende de cada estado, sua legislação e suas lideranças.

Conseguimos nessa situação ter uma boa perspectiva – principalmente com a massificação do projeto agora em 2014 – de que a maioria dos estados venham a aderir no curto e médio prazo lançando seus calendários de obrigatoriedade fiscal, adequando os webservices e se organizando para receber a grande quantidade de emitentes. Enquanto isso, a software house precisa adequar seus processos e sistemas para receber a demanda de mercado que virá em breve, pois é ela que deve levar essas soluções até o mercado.

Aqueles que trabalham com clientes de várias regiões do país, vão precisar ainda por um tempo, manter as três soluções fiscais operando para atender o cliente – afinal é ele quem dita as regras. Quem deseja sair na frente e se antecipar, já pode começar a desenvolver pensando soluções NFC-e disruptivas para o varejo, pois a partir de agora diversos paradigmas serão quebrados e que não terão mais volta.

O ponto de venda é uma característica do sistema varejista atual que é praticamente ditado pelas impressoras ECF, que dizem onde o cliente deve finalizar sua compra e realizar o pagamento. Mesmo com o aumento exorbitante do uso do cartão de crédito na ultima década e surgimento de caixas automatizados, a regra é muito clara no varejo: para comprar você precisa passar no caixa. Parece tão óbvio que não dá pra pensar de outra forma.

Mas e se a partir de agora, isso não for mais necessário? E se para fechar a compra não existir mais essa regra e o vendedor puder fazer isso em qualquer parte do estabelecimento, até mesmo no provador? Quanto o usuário do software poderia aumentar em faturamento preparando o vendedor para esse novo tipo de abordagem?

São algumas reflexões – das muitas que podem ser feitas para pensar em inovações nos produtos – que a massificação da NFC-e nos coloca para entregar ao varejo sistemas mais direcionados ao futuro dos estabelecimentos comerciais. Estamos ainda em um momento onde quem direcionar seu desenvolvimento para essa linha de raciocínio ainda é considerado assumir um risco, mas não vai levar muito tempo (na minha opinião, em torno de dois anos) para que isso se torne mais comum e vejamos uma massa de empresas adaptando suas soluções para softwares que entregam um valor maior e jamais visto.

Para os mais céticos, já existem empresas atuando com sistemas de venda mais flexíveis e que atendam a essas novidades do mercado em estados onde a obrigatoriedade da NFC-e já é realidade. É só uma questão de tempo até essas soluções começarem a se espalhar pelo país, criando um novo varejo que está nascendo agora.

Autor

Procuro trazer a minha experiência misturada com um pouco de opinião e estudo para assuntos que são críticos para fomentarmos novos negócios com uso da tecnologia. Sou Graduado em Administração pela Universidade Estadual de Maringá, atuando na área desde 2011, com foco em Gestão Estratégica e Canais Digitais. Hoje trabalho com Marketing e Estratégias Digitais para empresas que faço parte (WebSpace Marketing e Enteléquia Treinamentos).

Renan Crippa Freitas

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