Carreira

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Motivação como combustível

publicado por Alex Silva

Imaginem um veículo em ótimo estado com motor revisado e pneus novos em uma estrada longa e sem combustível, de que servirá? É com esta comparação que quero começar este artigo, vou explicar melhor. Imagine você como este veículo e esta estrada como sua carreira, conseguiu associar? Agora imagine você sem motivação nesta estrada, de que servirá?

A motivação é para nós como os combustíveis são para os veículos, ou seja, o que nos faz “andar”, o que nos leva para frente. Agora quando estamos desmotivados, significa que estamos sem combustível o que automaticamente nos deixa estagnado, sem ação alguma. Escrevi um artigo sobre a desmotivação alguns meses atrás, mas este assunto parece sempre vir a tona.

É de conhecimento de todos que o Brasil esta em crescimento e que o mercado de trabalho esta aquecido, porém ainda vejo constantes reclamações por conta da desmotivação profissional. Há poucos dias conversei com um amigo que é Analista de Sistemas com um bom salário, no entanto ele me disse estar completamente desanimado e desmotivado com seu emprego atual, e que pensa em buscar novos desafios.

Perguntei porque ele estava desmotivado, e a resposta foi a seguinte:

– Minha empresa não tem uma política clara de cargos e salários;

– Não tenho perspectivas de crescimento;

– Não há meritocracia;

– Meu gestor não sabe lidar com a equipe;

– Não me sinto valorizado.

Percebam que o salário não é o fator fundamental na hora de se motivar um funcionário, é preciso uma série de outras coisas que se complementam. A motivação nos alimenta, ou seja, ela é nosso combustível nessa estrada chamada, carreira.

Uma pesquisa realizada recente por uma consultoria especializada em gestão de carreira Right Management definiu que a motivação dos profissionais é a chave do sucesso para as empresas. Após consultar cerca de 30 mil pessoas de 15 países, sendo 100 delas brasileiras, o levantamento detectou que pessoas motivadas são 50% mais produtivas, ou seja, produzem o dobro de alguém desmotivado.

Também na lista de fatores que deixam os profissionais motivados aparece a questão de entender exatamente o que a empresa espera do trabalho dos profissionais e compreender como pode contribuir para atender às demandas dos clientes.

E para quem pensa ainda que basta pagar bem para garantir a motivação do funcionário, a questão da remuneração, por sua vez, aparece em sexto lugar no ranking de comportamentos que influenciam a motivação dos profissionais, segundo a pesquisa.

Fica assim evidente que a motivação é o que move não apenas o funcionário, mas também a empresa, enquanto muitas empresas ainda pensam de forma retrógrada (Lucro acima de qualquer coisa), algumas parecem que entenderam que há outras possibilidades de se chegar ao objetivo, e essas tem alcançado o sucesso, por terem colaboradores motivados e que desejam o crescimento da empresa como um todo.

Veja o que mais a pesquisa constatou:

Ranking dos dez principais impulsionadores globais da motivação, segundo pesquisa da Right Management:

  1. Estou comprometido com os valores básicos da minha organização.
  2. Nossos clientes valorizam muito nossos produtos e serviços.
  3. Minhas opiniões são levadas em consideração.
  4. Entendo perfeitamente o que é esperado de mim no trabalho.
  5. Compreendo como posso contribuir para atender às necessidades de nossos clientes.
  6. Fui recompensado com justiça (salário compatível).
  7. Os líderes valorizam os funcionários.
  8. Todos são tratados com respeito no trabalho, não importando quem sejam.
  9. Consigo me concentrar no que faço quando estou no local de trabalho.
  10. Meus objetivos pessoais no trabalho estão relacionados com o plano de negócios de minha área.

Em contrapartida outra pesquisa realizada pela Cia de Talentos, apontou os principais motivos que levam funcionários a quererem deixar o emprego:

As três razões mais importantes e de maiores destaque para se deixar uma empresa são:

– Ambiente de trabalho ruim (27%);

– Pouco desenvolvimento profissional (16%) e;

– Baixa qualidade de vida (11%);

Por que outra razão, investimos tempo e dinheiro com faculdade, pós-graduação, cursos de especialização, certificações, inglês entre outras coisas? Acredito que fazemos tudo isso em busca de crescimento e valorização pessoal e profissional, na busca por uma carreira sólida e por fim um bom salário alinhado com qualidade de vida.

Tenho plena consciência de que não existe a “empresa perfeita”, pois elas são constituídas de seres humanos e cada ser humano tem uma forma de ser e agir, mas digo que pode haver sim, empresas que valorizem a gestão humana, mais do que a busca frenética por lucros acima de tudo. Empresas com políticas claras de cargos e salários, políticas de promoções internas, meritocracia e benefícios que complementam a remuneração e que buscam manter seus colaboradores motivados, porque entenderam que um colaborador motivado rende mais, o que ajuda assim a alcançar as metas de lucro, só que de uma maneira menos danosa.

Quando estamos desmotivados, produzimos menos, ficamos estagnados, e o pior de tudo é que em alguns casos se afeta até nossa saúde. Me lembro de uma frase que ouvi certa vez de um cardiologista muito experiente e amigo do meu avô, ele me disse o seguinte quando eu tinha 16 anos; “O trabalho deve ser um meio de se ganhar a vida com alegria, não de se antecipar a morte com a angústia”. Frase forte, mas que infelizmente às vezes é a realidade para alguns.

O único conselho que dou é, continue buscando, se aperfeiçoando, sendo um excelente profissional e se for preciso busque ajuda caso sua saúde já tenha sido afetada e por fim, acredite por que somos brasileiros e não desistimos nunca.

Às empresas digo, valorize o lado humano e percebam que há outras formas de se chegar aos lucros sem agirem como nos tempos da escravatura.

Pergunto, você ainda tem combustível para ir mais longe?

 

* Fontes de pesquisa:

– Pauline Machado – Liderança Online.

– Portal do Aprendiz (UOL).

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Autor

Certificado Microsoft e com experiência de mais de 14 anos na área de TI como Consultor de Infraestrutura, atuando em Projetos que envolvem Tecnologia Microsoft (Windows Server NT, 2000, 2003, 2008 e 2012, Exchange e Hyper-v). Meu Perfil no Linkedin: Linkedin , Meu Perfil no Microsoft TechNet: Microsoft TechNet e Siga-me no Twitter @alexsilva2012

Alex Silva

Comentários

4 Comments

  • Alex, o meu combustivel está na reserva, e nesse trecho não há posto de abastecimento.

    Parabéns pelo artigo!

  • Olá Andrei,

    Obrigado por seu comentário.
    Espero que você encontre um “posto” de abastecimento o mais rápido possível, mas não desanime.

    Abraços,

  • Alex.,

    Exelente post.. Parabéns.

    Em um treinamento de Liderança Emocional que participei o palestrante perguntava. -Quem está pilotando seu “aviãozinho”???

    Acredito que deixamos outro pilotar neste caso o nosso “carrinho”, e com isto acabam não percebendo para onde foi o combustivel e nem o para que direção estamos caminhando.

    Assumir o controle do nosso carro, e queimar o combustivel na marcha certa e velocidade certa é primordial… Assim o combustivel rende mais, isto não quer dizer que nunca vai acabar o combustivel, mas pelo menos da para programar para chegar no próximo posto com combustivel suficiente.

    Achei fantástico mesmo este post.

    “O trabalho deve ser um meio de se ganhar a vida com alegria, não de se antecipar a morte com a angústia”

    Esta vai entrar no meu repertório!!!

  • Olá Edimar,

    Agradeço por seu comentário, que aliás agregou ainda mais este artigo.
    De fato é preciso assumir o controle do nosso carro.

    Mais uma vez muito obrigado

    Abraços,

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