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Magic Bands e a internet das coisas: como a Disney transformou a experiência do usuário em seus parques

publicado por Francisco J S Fernandes

Figura - Magic Bands e a internet das coisas: como a Disney transformou a experiência do usuário em seus parquesToca o despertador. São 7 horas da manhã. Ainda confuso com o fuso-horário (na Flórida podemos estar de 1 a 3 horas atrás do horário de Brasília), você levanta e acorda sua família para o primeiro dia de diversão nos parques da Disney. Após todo o ritual para levantar e arrumar a turma, vem a pergunta: “Todos com suas pulseiras?” Após a confirmação geral, saem alvoroçados em direção à terra da alegria. Chegando na entrada, a primeira preocupação: “cadê os ingressos?” Bom, não existem mais ingressos. A pulseira que todos receberam é o passaporte para o parque. Não só para entrar, mas também para diversos serviços dentro e fora do parque que farão a diferença na satisfação de cada um que tiver optado pelo serviço. São as Magic Bands.

Como os contos de fadas criados por Walt Disney e propagados por gerações, uma nova magia paira no ar no complexo de diversões mais visitado e desejado no mundo. Há aproximadamente 1 ano os parques da Disney implantaram o projeto das Magic Bands, pulseiras (no melhor conceito “” de IoT, a Internet das Coisas, ou, no inglês, Internet of Things) com transmissores de rádio de longo alcance e um chip de RFID e que interagem com sensores e sistemas diversos no parque inteiro com o objetivo de criar experiências diferenciadas para os portadores do pacote MyMagic+.

Uma ideia aparentemente simples, mas genial. Quem já usou o serviço sabe o quanto a mobilidade e a tecnologia podem criar experiências mais agradáveis nos parques:

  • Em primeiro lugar, a pulseira substitui o cartão de crédito. Basta usar a pulseira para fazer pagamentos. Nada de carregar carteira, dinheiro, cartões de crédito. Tudo ao alcance do braço, à prova d’água (quem já foi sabe que molhar-se é inevitável);
  • Os acessos aos parques e áreas VIP são feitos com a pulseira;
  • As centenas de sensores no parque acompanham você durante toda estadia, permitindo, por exemplo, que ao chegar ao restaurante onde você fez reservas, você seja chamado pelo nome, e tenha a mesa reservada disponibilizada assim que chegar e seus pratos (que você pediu por antecedência) direcionados exatamente para esta mesa sem que você tenha avisado absolutamente nada ou falado com ninguém. Tudo através de sensores e das suas pulseiras. A sua simples aproximação inicia uma série de eventos. Isso é chamado de “context awareness”.
  • As pulseiras também podem ser usadas nas atrações, onde você tiver feito reservas no fastpass ou tenha comprado o passe VIP pra ir nas filas expressas. Através delas, é possível identificar que você passou tempo demais em filas e para amenizar você pode receber um cupom de desconto ou mesmo uma passagem para a fila expressa, para uma próxima atração.
  • Junto com as pulseiras vem um aplicativo móvel e um web site dedicado. Através do aplicativo você pode fazer reservas de atrações, verificar o tempo de espera, ver o mapa, marcar o que você já visitou. Tudo conectado com sua pulseira.
  • O parque pode monitorar seus passos, e separar momentos, filmados ou fotografados, e criar o que eles chama de Story Engine, contando como foi sua estadia sem que você perceba que está sendo filmado ou acompanhado. Nenhum esforço do seu lado para garantir aquelas memórias que normalmente dão um trabalho enorme para gerar. Carrega diversas máquinas, parar para tirar fotos, fazer filmagem.

Tudo isso suportado por mais de 100 sistemas diferente que interagem com milhares de sensores, além das pulseiras. Com um investimento de mais de 1 bilhão e dólares, a Disney trouxe para os frequentadores dos seus parques uma experiência incomum e particularmente apreciada, já que transforma o uso do parque, otimizando o nosso tempo e maximizando a diversão. Quanto mais você aproveitar do seu tempo no parque, mas vai querer voltar. Quanto melhor a experiência, mais referencias positivas serão dadas.

Este cenário fechado em um parque retrata o futuro de IoT que podemos esperar mundo afora: sensores por todos os lados reagindo à nossa presença, antecipando necessidades e desejos, trazendo serviços customizados especialmente para cada um de nós. Assustador? Para algumas pessoas sim. Esse mundo ainda esbarra na questão do compartilhamento, armazenamento e segurança da informação. No caso da Disney, o usuário decide como vai ser a interação via pulseira, que nível de informação quer compartilhar, e como deseja que seja rastreado durante sua estada. Como um fornecedor conhecido e confiável, é fácil embarcar nessa aventura. E sabendo que as fronteira do compartilhamento é o próprio parque e que o fornecedor é único e confiável, fica mais fácil de concordar em participar. O mesmo cenário não deve repetir-se fora do parque, onde fornecedores diversos brigam para criar padrões e estabelecer fronteiras. Já existem dispositivos como o Apple watch que embarcam os mesmos mecanismos, e talvez sejam a mola propulsora para criação de uma rede de produtos e serviços parecida com o que foi criado nos parques da Disney, só que fora deles.

Por enquanto, as soluções de IoT estão restritas a cenário pequenos, como nossas casas ou o cinema que frequentamos. Mas, se você quiser experimentar o futuro, quando dinheiro e nossa própria identificação serão migrados para dispositivos móveis, vá a Orlando. E boa diversão!

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Autor

Profissional de IT e apaixonado por tecnologia, Francisco é Arquiteto de Soluções com mais de 25 anos de experiencia no mercado de TI em diversas empresas como BID, HP, EDS, Fininvest, Unibanco, Banco Nacional e Sul America Seguros. Escrever é um dos seus hobbies e, além de tecnologia, é aficionado por música, viagens, fotografia e futebol. Meus contatos são: LinkedIn: http://br.linkedin.com/in/franciscojsfernandes E-mail: kikofernandes@gmail.com Twitter: @kikofernandes71

Francisco J S Fernandes

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