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Leitores digitais

publicado por José Luis Braga

Como bom mineiro, desde que os leitores digitais (Kindle, Kobo, Nook e outros) apareceram no mercado, estou de olho, mas sem me aventurar na compra de nenhum deles. Continuei lendo meus livros em papel mesmo, lotando as estantes de cada vez mais livros, e com um olho no avanço dos leitores e na disponibilidade de títulos que interessem. Quando deu uma folga e compramos um iPad, instalei o aplicativo do Kindle, e passei a ler algumas coisas nele. Até que gostei, mas por exemplo levar o iPad para a cama para ler à noite a gente corre um risco imenso de levar uma cacetada na cara na primeira cabeceada de sono.  Se acontece com os livros impressos, imaginem com um iPad! A facilidade para comprar um livro na Amazon e enviar para o Kindle é imensa, instantânea. O mesmo é verdade para outros formatos, mandar um texto em pdf para o Kindle (qualquer um) é facílimo, basta mandar como anexo em mensagem para a sua conta no Kindle, que é criada assim que o software é instalado e o registro é feito, normalmente é alguma coisa do tipo “identificador-usuário @ kindle . com”. E outros formatos também podem ser enviados, até o doc é aceito, muito prático. E nessa brincadeira, fui me aculturando em leitores digitais, vencendo a resistência aos poucos, até que finalmente resolvi comprar o leitor Kindle.

41tW1MG862L._AA200_Comprei aqui mesmo, na loja da Amazon brasileira, que remete para a loja virtual do PontoFrio que vende atualmente os Kindle por aqui. Escolhi a versão Kindle Paperwhite com wifi (tem uma versão com 3G que é mais cara, e o 3G é da Amazon), que custa uns US$170 lá fora, na versão sem propaganda inserida. Esse aparelho custou R$480,00 por aqui, façam as contas com o dólar atual (aproximadamente R$2.35), e vão perceber que vale a pena comprar aqui mesmo, o pagamento é na nossa moeda, e a garantia é da loja que vende aqui. A versão Paperwhite tem uma iluminação com leds na tela, muito interessante, que permite ler no escuro com o maior conforto, basta ajustar a intensidade de luz. O aparelho é muito leve, mais leve que um livro fino, fica muito bem na mão e não cansa para ler deitado, é confortável. De quebra, ainda tem um navegador próprio da Amazon, meio lerdo mas quebra o galho para alguma consulta na web enquanto estiver lendo.

O que impressiona é a quantidade de recursos disponíveis, vejam o vídeo na página da Amazon Brasil. Dicionários em várias línguas disponíveis, para saber o significado de qualquer palavra basta firmar o dedo sobre ela, que aparece um verbete com os significados. Se isso não for suficiente, tem a opção More, que permite navegar até a Wikipedia e entender melhor do que se trata. A gente pode marcar um bloco de leitura inteiro e evidenciar esse bloco (highlight) e, se for necessário, adicionar um texto próprio anexo ao parágrafo, usando o teclado digital. Mais interessante, quando o aparelho é inicializado com os dados do usuário, automaticamente é criado um caderno de anotações, o MyClippings, que serve para armazenar todos os blocos marcados e anotações de todos os livros que forem lidos no aparelho. Muito útil, a gente fica sempre tentando lembrar algumas passagens dos livros que lê, acaba rabiscando o livro em papel e depois não acha mais onde está a anotação que interessa, já perceberam isso? A bateria dura muito, a gente até se esquece dela, mas um conselho: deixem o wifi em Modo Avião, ou seja, desligado, senão come bateria.

Uma barreira a ser vencida é a oferta de títulos em português, ainda são poucos, aumentando a cada dia. Para quem não tem problemas em ler textos na língua inglesa, a coisa muda de figura, tem títulos a perder de vista, e os preços compensam muito em relação ao impresso. Enfim, ainda não estou completamente vencido pela tecnologia, e não larguei o hábito de ler livros impressos, mesmo sabendo que eles vão continuar entupindo minhas estantes de aposentado. Melhor ficarem no Kindle mesmo, ou armazenados nas “nuvens”  da Amazon, tem espaço à vontade. E ainda nem tentei ler livro técnico no Kindle, a impressão que tenho é a de que vai ser muito ruim, esses só no papel mesmo…

Artigo publicado originalmente em zeluisbraga.wordpress.com

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Autor

José Luis Braga é Professor Titular do Departamento de Informática na Universidade Federal de Viçosa Formação Acadêmica Pós-Doutoramento - University of Florida - USA, 1999 Doutor em Informática - PUC/Rio - Setembro de 1990 Mestre em Ciência da Computação - DCC/UFMG - Novembro de 1981 Engenheiro Eletricista - PUC/MG - Agosto de 1976 Site: zeluisbraga.wordpress.com

José Luis Braga

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