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Fórmula 1 – Competição de tecnologia traduzida em esporte

publicado por Equipe da Redação

Cada vez mais esportes vem se rendendo ao uso de tecnologia, seja na preparação dos atletas ou durante as competições. Decisões que antes eram tomadas exclusivamente por humanos caminham para ser tomadas por computadores, mudando de vez os paradigmas esportivos no futebol, basquete, atletismo ou qualquer outro esporte. Mas se existe um esporte que desde sempre esteve ligado a tecnologia, essa é a Fórmula 1, a maior competição automobilística do mundo.

Figura - Hamilton

Não seria exagero dizer que a Fórmula 1 ao longo dos anos cada vez mais se tornou uma competição de tecnologia do que de pilotos. Se antigamente os pilotos partiam praticamente de uma situação de igualdade, com carros bastante similares uns aos outros e eram os principais responsáveis pelo seu próprio desempenho, hoje em dia cada vez mais o campeonato é disputado por engenheiros, equipes e suas inovações incríveis. Não que isso seja exatamente uma novidade, afinal, desde 1950 inovações vem surgindo, e por vezes até sendo banidas em nome de um maior equilíbrio competitivo.

No final da década de 80 por exemplo a Lotus foi a primeira equipe a utilizar suspensão ativa, uma tecnologia inovadora pra época. Na suspensão ativa a altura em relação ao solo era ajustada eletronicamente e permanecia a mesma em sempre, fosse em uma curva fechada ou em uma freada forte. Assim o carro tinha sua estabilidade aumentada, maximizando a sua eficácia e aumentando seu desempenho. Mas o auge do uso desta inovação tecnologia foi na década seguinte, quando em 1992 e 1993 as Williams dominaram de forma ampla o campeonato, tendo seus carros considerados como imbatíveis. A polêmica foi tanta que a suspensão ativa foi banida da fórmula 1 até hoje.

A tecnologia na fórmula 1 nos dias atuais

Os carros de corrida hoje em dia praticamente deixaram de ser simplesmente veículos automotores e se tornaram praticamente gadgets tecnológicos. Parece exagero, mas cada carro do campeonato possui hoje mais de 300 sensores, onde são transmitidos dados para as equipes, dando a engenheiros e demais técnicos a oportunidade de aprimorar performance com base nas informações obtidas. Conceitos que antes pareciam ligados apenas a empresas de tecnologia como Machine Learning, Big Data, Internet das Coisas, hoje estão absolutamente ligados também a fórmula 1.

Figura - Valteir Bottas

Em tempo real, engenheiros e equipes já tem acesso a simulações de situações de corrida em tempo real, com base nas informações transmitidas pelos sensores. Desde a performance em relação a uma situação meteorológica ao auxílio na tomada de decisão do momento da troca de pneus ou coleta de informações para fabricação de peças em impressoras 3D e aprimoramentos posteriores, toda a evolução da equipe na temporada é baseada nestas informações coletadas com total uso de tecnologia. Estatísticas afirmam que 60% dos dados coletados durante uma corrida são utilizados na própria corrida e os outros 40% são utilizados posteriormente para aprimoramentos posteriores nos carros para ganho de performance.

Com o aumento exponencial do uso de Machine Learning não seria loucura afirmar que com base nos dados coletados ao longo dos tempos os carros terão capacidade de se aprimorarem sozinhos com base nas situações de corridas para obter o máximo ganho de performance, auxiliando cada vez mais seus pilotos em busca do pódio.

Pilotos? Os favoritos são as equipes que mais investem em tecnologia

Se Willians, Ferrari e RBR em outros tempos foram sinônimo de inovação tecnológica, de uns tempos pra cá a Mercedes tem se colocado anos luz a frente das demais em termos de investimento em tecnologia. Não à toa é a equipe favorita para vencer o mundial de construtores mais uma vez em 2018, cotada a 1,66 (segundo dados do site de apostas Betway em 21 de fevereiro). Seria a quinta vitória consecutiva no mundial de construtores pela equipe alemã caso as previsões se confirmem.

O novo carro da Mercedes, será lançado no dia 22 de fevereiro em um evento no Circuito de Silverstone e de lá seguirão para testes em Barcelona, onde iniciarão a preparação para a temporada, que se inicia no final de março. Quando o campeonato começar poderemos finalmente conhecer todas as inovações tecnológicas das equipes para este ano e iremos confirmar se em 2018 a fórmula 1 será um campeonato de esportes ou de tecnologia.

O mais provável é que seja um pouquinho dos dois.

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