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Fintech de investimentos é contra regulamentação de bitcoins no Brasil

publicado por Equipe da Redação

Figura - Fintech de investimentos é contra regulamentação de bitcoins no BrasilA Atlas Project, fintech responsável pela primeira plataforma automatizada no mundo voltada para investimentos em Bitcoin, explica por que é contrária ao projeto de lei que tramita em Brasília

Está em discussão na Câmara de Deputados o Projeto de Lei 2303/2015 que visa regulamentar o mercado de criptomoedas no Brasil. Algumas das maiores corretoras de Bitcoin no Brasil – as plataformas onde é possível trocar reais por bitcoins – se uniram para fazer um lobby em prol da regulação junto ao governo, enviando propostas para os políticos com a intenção de negociar a legalidade da moeda no país. Entre as propostas, inclusive, estão dispostas a abrir mão dos dados pessoais e da privacidade de seus clientes. O Grupo Atlas Project – que trabalha com investimentos em Bitcoin representado no Brasil pela Atlas BTC – se posiciona frente ao futuro da moeda no país sendo contra às tentativas de burocratizar um dos poucos setores de tecnologia que apresentam rápido crescimento no Brasil, além do apoio expressado pelas empresas que deveriam justamente combater a burocracia e a intromissão neste mercado.

Para a empresa, é compreensível que o governo queira controlar o Bitcoin e outras moedas digitais por serem descentralizadas. Isto é, não existe uma instituição única, como um governo ou banco, controlando a sua emissão e utilização. “É em grande parte por causa da descentralização que as moedas digitais apresentam diversas vantagens como meio de troca e reserva de valor. Elas podem ser utilizadas em qualquer lugar do mundo, com privacidade, segurança, agilidade e pouca burocracia”, afirma o CMO da Atlas, Fabrício Sanfelice. Com oito anos de mercado, o setor de criptomoedas nunca precisou de qualquer regulamentação para se desenvolver. “Pelo contrário, a sua descentralização e desburocratização foi justamente o que permitiu o constante surgimento de novas empresas, serviços e tecnologias relacionados a moedas digitais. É por isso que a Atlas é contra qualquer tipo de regulamentação por parte do governo”, afirma Fabrício.

Para Rodrigo Marques, CEO da Atlas Project, isso se deve ao fato de que, como a história mostra, frequentemente a criação de burocracias apenas sufocam o surgimento de novos participantes e tecnologias no mercado. “No pior dos cenários, a Atlas concorda em uma regulamentação que sirva somente para reconhecer o Bitcoin como uma forma de pagamento, mas sem a cobrança de impostos e muito menos a violação da privacidade dos usuários”, comenta. Por fim, Rodrigo garante que a Atlas sempre irá lutar com todas as suas forças e meios para proteger e garantir a liberdade e privacidade das pessoas que usam criptomoedas.

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