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Facebook e lições de Empreendedorismo

publicado por Rony Blinder

Muitos questionam sobre o futuro do Facebook em termos de desempenho a médio e longo prazo , mas o fato é que hoje a empresa tem um valor estimado de mais de US$ 50 bilhões de dólares contrariando especialistas.

O filme “ A Rede Social”, baseado na história de Mark Zuckerberg e Eduardo Saverin nos permite refletir sobre alguns aspectos interessantes de um case de sucesso no mundo dos negócios.

Aproveito esse artigo para analisar alguns pontos do filme, até porque alguns detalhes não sabemos se são verídicos ou se refletem apenas a versão do diretor ou do roteirista do filme. Mas não importa, este artigo não está e nem tem a pretensão de analisar a história do Facebook em si, mas sim alguns fatores que podem influenciar o sucesso de uma empresa empreendedora, seja um startup ou uma empresa consolidada.

Para quem trabalha com tecnologia, ou para quem, como eu , trabalha como consultor de empresas e de fundos de investimentos, o filme é um grande modelo de inspiração além de propiciar reflexões sobre o motivo ou fato que faz uma empresa ter sucesso e se tornar uma empresa bilionária como o Facebook, ou outras que tem tudo para dar certo e morrem antes do seu primeiro ano de vida.

Ao analisar projetos, os especialistas focam-se em vários pontos importantes, mas eu destaco três deles como base da pirâmide para uma decisão; idéia, lucratividade e capacidade de replicar-se.

Em termos da idéia, falar sobre o Facebook é fácil, principalmente depois que sabemos do sucesso que é o projeto. Mas quantas vezes nos defrontamos com idéias que parecem ser inovadoras, mas que não achamos tão criativas ou impressionantes que nos façam empenhar suficientemente para focar nosso precioso tempo. O grande aprendizado da estória, não é a idéia em si, por mais hollydiano que possa parecer, mas o foco, o desejo e o empenho que Mark dedicou ao projeto. A idéia nem era tão inovadora assim já que havia outros com o mesmo conceito e aparentemente pensando no projeto anteriormente. Claro que uma grande idéia faz a diferença, mas a implantação é muito mais importante que a idéia em si. Minha recomendação aos empreendedores é que não fique só focados em ter algo inovador e/ou fiquem quebrando a cabeça em como ter uma idéia revolucionária, mas focar em como implementar a ideia com eficiência. Pequenas idéias com grande facilidade de implantação tem chance muito maior de sucesso do que grandes idéias com fraca implantação.

Eduardo Saverin, o brasileiro pragmático, tinha uma visão de projetos extremamente estruturada e focada. A ideia é ótima, mas como vamos ganhar dinheiro? É um ponto óbvio e que faz a maioria dos projetos não serem aprovados pelo implacável comitê dos investidores. Qual é o seu plano de negócios para cinco anos? Qual o seu EBITDA projetado? São algumas das questões que filtram projetos logo no primeiro encontro com algum investidor. Eduardo estava seguindo tudo que lhe foi ensinado pelos acadêmicos de Harvard e todos os aspectos seguindo o seu senso comum. Estava seguindo todos os ensinamentos e recomendações de todos os experts e gurus em negócios. Geralmente os criadores das idéias , especialmente tratando-se de tecnologia, são aqueles gênios que estão convictos que descobriram a porta para o sucesso e que a parte financeira será consequência do projeto.

Por que então a briga entre Mark e Eduardo como sócios? Não é obvio que tem se que procurar receita para absorver os custos ou investimentos?

A grande contribuição do rei do Napster, Shawn Fanning, não foi ter tirado as letras THE, do facebook, como diz Eduardo no filme, mas sim ter proporcionado o timing correto para o projeto. Ele ajudou tanto ou mais na inovação do projeto quanto Mark. É o famoso pensamento diferenciado , que segundo os americanos chama-se “out of the box” que fez o projeto sair do 1 Milhão para 1 Bilhão. É pensar no longo prazo e não no curto prazo. É o momento de se aproximar de algum investidor. É o momento de se puxar o gatilho. O momento de buscar o investidor ou patrocinador não para bancar o primeiro estágio como Eduardo gostaria ,mas sim o segundo estágio como Shawn proporcionou.

A minha segunda recomendação aos empreendedores é pensar “out of the box”. Qual o momento certo para ir buscar os investidores, será que preciso realmente de investidores? Será que escuto o meu coração ou a razão. Não há resposta certa, já que cada projeto tem a sua especificidade, a conjuntura externa,etc. Mas não escutem apenas os conselhos óbvios e mais fáceis de seguir. Arrisquem , mas com foco e esperteza.

A terceira base para a estrutura da pirâmide relaciona-se a como a idéia original pode ser replicada. Para a réplica ser viável ela vai depender de inovação e pessoas. Como eu posso aumentar a minha receita continuamente? Simples: necessito de mais mercados.

Para se adquirir novos mercados, o projeto tem que ser consistente, no entanto, mais uma vez o pensamento “out of box “vai ter que usado a partir do momento que os mercados atuais serão restritos em algum momento. O “napster guy” revolucionou dizendo que o facebook teria que ir a outros continentes, fugindo do core inicial que era fazer uma rede social em Harvard ou no máximo nas universidades mais próximas.

No entanto, se por um lado ele foi revolucionário em termos de expansão de mercados, ele foi também destruidor da base de qualquer empresa, que são as pessoas. Saber escolher a equipe e quem vai estar do seu lado é um dos ou o principal fator de sucesso de uma empresa. Quanto empreendedores tem o amigo de infância, ou o colega de trabalho ou até mesmo o familiar tocando o projeto. Será que o projeto teria um futuro igual se você tivesse outro parceiro?

Isso vale não só para projetos novos, isso vale para chefes, equipes de empresa, etc. Geralmente nós perdemos para nós mesmos. Se tivéssemos uma equipe multidisciplinar e coesa, os objetivos seriam muito mais facilmente alcançados especialmente a implantação dele.

Minha última recomendação que acho que também foi um grande ensinamento do filme, relaciona-se ao fato que de a empresa não foi criada com o intuito de ser vendida. Isso te proporciona mais liberdade para tomar decisões. Vender a empresa pode ser uma alternativa no futuro , mas não pode ser o principal foco. Mark Zucherberg não criou o Facebook para vender. A maioria dos fundos de investimento quer que os fundadores permaneçam na empresa se eles tiverem senso criativo e profissional.

O ponto principal é a capacidade do empreendedor em implantar a sua ideia de uma maneira eficiente.

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Autor

Rony Blinder

Comentários

3 Comments

  • Realmente, o facebook é uma grande ferramenta para uma empresa. Pequenas empresas devem investir em redes sociais e em um website também. pode ser a chave para um bom negócio!
    Recomendo a Inter.net Hosting. Pra mim é suficiente o plano Basic ou Hosting Grátis. tem tudo o que preciso!
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