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Ensino de idiomas + gamification = um passo no aprendizado

publicado por Marcos Abellón

Ensino de idiomas + gamification = um passo no aprendizadoDentro do atual mercado de trabalho, saber falar inglês é praticamente uma obrigação. Em muitas empresas, o inglês está sendo considerado uma qualificação básica, enquanto falar uma terceira língua, como o espanhol, torna-se um verdadeiro diferencial competitivo.

Essa é uma realidade interessante, pois a habilidade de falar inglês pode ser usada para medir o nível de capacitação profissional de um povo. Em pesquisa realizada pela EF English Proficiency Index, mediu a qualidade do inglês falado pela população. Em um ranking formado por 54 países, o Brasil ficou na 46ª posição, atrás de países como China e Costa Rica.

E como aprender uma nova língua? Encontramos diversos cursos de inglês e espanhol que ensinam de modo tradicional: uma turma com alguns alunos, um professor, livros e cadernos. Poder aprender em grupo com aulas presenciais é uma ótima experiência, mas que tem dois contratempos: preço e tempo. Existem cursos de línguas com preços acessíveis, mas a maioria custa caro e demanda muito tempo. Infelizmente, não é todo mundo que tem a disponibilidade para ir até um centro de ensino duas vezes ou mais por semana durante uma hora. Se este for o seu caso, ainda existe uma solução: a tecnologia.

O número de smartphones vendidos no Brasil não para de aumentar. Segundo dados da Anatel, até janeiro de 2013, foram vendidos 262,2 milhões de celulares no país, sendo que 46% destes aparelhos são smartphones. Hoje é comum andarmos na rua e encontrar pessoas com os olhos colados em seus portáteis. A maioria aproveita o tempo entre as idas e vindas de casa para o trabalho para acessar suas redes sociais ou se divertir em algum jogo. E se aproveitássemos este tempo para aprender?

Alguém aqui poderia observar que o ambiente, muitas vezes barulhento e movimentado de um vagão de metrô ou trem, não é ideal para o aprendizado. Concordo em partes com a afirmação. Esses ambientes não são propícios para aprender de modo tradicional, mas se utilizarmos técnicas de gamification, por exemplo, conseguiremos sim ensinar novos conceitos ao aluno/jogador.

A gamification consiste em colocar elementos de jogos, como ranking, badges e diferentes fases em atividades não classificadas como jogos. Um exemplo de aplicação da gamification de sucesso é o Foursquare. Antes dele, ninguém ganhava uma medalha por frequentar mais restaurante ou não sair do shopping. A ação de visitar os lugares se tornou fases de um jogo em que disputamos com nossos amigos para conseguir o primeiro lugar do ranking.

Para a educação, funcionaria da mesma maneira: o jogador/aprendiz se diverte em um jogo e vai aprendendo ao mesmo tempo. A cada acerto, ganha medalhas e o direito de passar para o próximo nível. E a cada novo nível, novos conceitos são apresentados.

E então por que não aprender inglês ou espanhol através de jogos? O jogador poderia ter de responder perguntas simples sobre o idioma durante o jogo e, com a evolução do game, ir aumentando o nível de dificuldade das perguntas. É importante que o jogador perceba essa transição entre o básico, o intermediário e o avançado para que ele saiba da sua evolução de aprendizagem e seja instigado a continuar aproveitando seus pequenos momentos livres para jogar e aprender cada vez mais.

O aprendizado através dos jogos pode ser reforçado por outra técnica de ensino: a repetição. O termo “repetição” lembra logo algo chato e cansativo. Mas, se a repetição for de algo divertido, o problema está resolvido. Ou você nunca viu alguém que joga diversas vezes o mesmo joguinho no celular?

É possível usar essa metodologia para games educativos, pois se o usuário gosta de uma fase ou sente alguma dificuldade no conteúdo ensinado naquele módulo, ele pode repetir a fase quantas vezes quiser. O método de ensino Kumon trabalha com repetição, por exemplo. Se o aluno tem dificuldade em um conteúdo, ou mesmo se demora mais do que o esperado para resolver uma questão, ele é convidado a fazer novamente o exercício. Assim o conteúdo torna-se familiar, eliminando a ansiedade causada por novas situações.

Outra possibilidade para quem quer aprender um novo idioma aproveitando curtos espaços de tempo é receber perguntas no seu celular. O aluno poderia receber questões no celular e ganhar pontos para cada acerto. Este modo pode não ser tão divertido quanto um jogo, mas certamente será eficaz, permitindo ao aluno aproveitar seu tempo de maneira eficaz.

Se começarmos agora com essas ferramentas de ensino, imagine como poderíamos melhorar o nível de capacitação até a Copa do Mundo e Olímpiadas.

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Autor

Marcos Abellón, diretor geral da Q2L - www.q2l.com.br

Marcos Abellón

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