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As empresas e seu DNA

publicado por Wilson Laia

As empresas e seu DNANos dias atuais os Governos, Agências de Serviços Públicos e empresas em geral ao redor do mundo vivenciam orçamentos decrescentes e a constante necessidade de simplificar suas estruturas.

Com isto, os líderes do mundo todo diuturnamente estão reinventando a maneira como solucionam seus problemas e, ainda, necessitam aumentar a Vantagem Competitiva de suas empresas.

Contudo, esbarram nos seus Legacy Systems, que são Aplicações com mais de 30 anos de existência e que incorporam o DNA das empresas.

Grande parte do conhecimento das empresas ainda permanece in-house, mas os profissionais capacitados que as administram estão se aposentando ou deixando as empresas ao longo dos anos e a documentação destas Aplicações é extremamente escassa.

Mas, o que chamamos de DNA de Core Systems?

São Sistemas de Missão Crítica que automatizam todos os Processos e Regras de Negócios das empresas e normalmente ninguém os nota por funcionarem extremamente bem.

Quanto aos atributos do DNA de Core Systems, eles têm unicidade, alta performance, garantem alto nível de atendimento e são muito eficientes, e isto é igual a Vantagem Competitiva das empresas, ou seja, é o que determina a identidade do negócio das mesmas.

Entretanto, estes Sistemas normalmente estão em Silos de Dados, ou seja, em Bancos de Dados que não disponibilizam ou expõe os seus dados facilmente e necessitam de inúmeras integrações para extrair estes dados. Os códigos se apresentam muito entrelaçados e as interfaces são muito ineficientes, ainda em telas verdes ou pretas do tipo caractere, e isto se traduz numa enorme pressão para se substituir o DNA das empresas.

Mas, que rumo seguir… ser Radical ou Conservador?

Se decidirmos ser radicais, teremos que adquirir novo Hardware, novo Software e contratar novas pessoas e treina-las novamente. Com isto, desmontaríamos o DNA das empresas, os custos seriam extremamente elevados, não haveria retorno sobre os ativos e teríamos custos adicionais com a perda do conhecimento.

Por outro lado podemos escolher ser conservadores e não fazer absolutamente nada e, com isto, perder a Vantagem Competitiva.

Na história do Processamento de Dados e Tecnologia da Informação como um todo, existiram Grandes Ondas em relação aos Core Systems. Onde estamos hoje?

Falemos um pouco sobre o mercado de software de infra-estrutura comercial e de onde ele veio ao longo das últimas décadas, qual era o foco dos Departamentos de TI e como ele mudou ao longo dos anos. Nos anos 60, 70, as organizações construíam o núcleo e suporte de seus Sistemas por si próprias e o foco era construir internamente ou “in house” seus Sistemas principais ou Core Systems, como por exemplo, Pagamentos corporativos, Gerenciamento de pedidos e Faturamento.

Já nas décadas de 80, 90 e início dos anos 2000 o foco era Compra, e neste quesito temos os Sistemas de Suporte e os ERPs, Folha de Pagamento e os CRMs.

Nos dias atuais, e projetando-se até a próxima década o foco é o de Compor e, então, temos a Infra-estrutura de Negócios, a Automação de processos, SOA e Governança, Integração, Conversão e Modernização.

A ideia central é ter uma evolução planejada com uma abordagem equilibrada e um ROI eficiente sobre os Ativos.

Esta é uma nova forma de pensar e agregar valor, permitindo um retorno sobre Investimento de forma tática, focado em projeto, cujo modelo de orçamento seja de curto prazo, e um retorno sobre os Ativos que seja estratégico com foco no médio e longo prazos e um modelo de orçamento de longo prazo.

E quais são as opções? Rip & Replace ou Conversion & Modernization.

Se escolhermos o Rip & Replace teremos, então, que substituir por um pacote do tipo SAP, Oracle Applications ou outro de mercado, que segundo o Gartner e o Forrester teria um alto Custo – 06 a 10 vezes maior – e um alto risco. Ainda poderíamos reescrever e, neste caso, esbarraríamos na falta de entendimento, devido a perda de pessoas chave ao longo dos anos e pela escassa documentação disponível.

Já se a opção for Conversion & Modernization, estaríamos alavancando e estendendo o que o que já existe com custo e risco muito menores e preservando o DNA das empresas, mantendo todo o conhecimento adquirido ao longo dos anos, suas regras de negócio e sua cultura diminuindo, assim, a necessidade de treinamento das pessoas. Pesquisas dão conta de que 75% das empresas do mundo desejam fazer Conversion & Modernization.

Isto proporciona às empresas um DNA Balanceado disponibilizando os Core Systems em plataformas múltiplas, alavancado nos ativos atuais renovando velhos componentes para, então, chegar ao DNA Modernizado.

Mas como atingir um DNA Balanceado e um consequente DNA Modernizado?

Exatamente eliminando os Silos de Dados, os códigos entrelaçados e as interfaces ineficientes, permitindo, então, o Application Modernization implementando o GUI – Graphical User Interface – nas suas Aplicações, abrindo as possibilidades das empresas alavancarem suas Aplicações e ampliarem sua Vantagem Competitiva com uma melhor produtividade do Desenvolvedor e um melhor time to market.

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Autor

Executivo sênior da Área de TI com uma carreira de 37 anos na área, tendo atuado em grandes multinacionais, tais como: IBM Brasil, Software AG Brasil, Hildebrando Brasil, braço de TI do Grupo TELMEX, Case Brasil, Emerson e Beloit Industrial. MBA em TI pela FGV, Pós-graduado Babson College-USA. Especialista em Data Centers com certificação do IDCA - International Data Center Authority. Fluente em Inglês e Espanhol. Possuí uma combinação única de Vendas, Tecnologia, Infraestrutura de TI (Mainframe, Unix, Linux, Windows), Consultoria (Serviços Profissionais ou Professional Services), suporte técnico, Redes no Brasil, América Latina, América do Norte e no mercado Europeu. A larga experiência na área de TI, lhe confere uma rara oportunidade de conhecer quase todos os segmentos desta área, inclusive em startups de empresas, garantindo uma navegabilidade em todas as plataformas e tecnologias vista em poucos profissionais, o que aliado ao conhecimento estratégico que envolve a área, o credencia a discorrer sobre vários assuntos pertinentes em TI.

Wilson Laia

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