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Desmistificando a virtualização de desktops (VDI)

publicado por Diego Salim De Oliveira

Creio que todo profissional de TI, e até mesmo quem não atua no segmento, já ouviu falar sobre VDI, ou simplesmente, virtualização de desktops.

O mercado de forma geral a anos aponta a virtualização de desktops não apenas como uma tendência, mas, como um caminho sem volta.

As vantagens são inúmeras:

– Maior segurança: O que trafega entre o dispositivo de acesso (desktop, thin client, notebook, mobile thin client, tablet) são apenas atualizações de tela, mouse e teclado. Os dados em si ficam restritos ao Data Center. Não importa se seu usuário está na matriz da empresa ou trabalhando remoto de outro continente, os dados não trafegarão entre o dispositivo de acesso usado por ele e os servidores.

– Continuidade de negócios: Com a virtualização de desktops é possível se desenhar cenários que possibilitem a continuidade dos negócios em casos de desastres. Por exemplo, as áreas fundamentais para a operação da empresa podem ter seus desktops virtuais replicados entre dois data centers, desta forma, no caso de um desastre natural, acidente ou mesmo atentado que deixe inoperante as instalações da empresa, pode-se disponibilizar rapidamente áreas alternativas de trabalho para os funcionários, ou, até mesmo, disponibilizar acesso para que estes trabalhem temporariamente de casa. Outro cenário interessante seria um caso de greve, no setor financeiro, por exemplo, vez ou outra vemos casos deste tipo, onde grevistas impedem quem não aderiu a greve de acessar as instalações da empresa. Neste caso, bastaria disponibilizar áreas alternativas de trabalho.

– Flexibilidade: Rápida ativação/desativação de postos de trabalho. É comum entre as grandes empresas nacionais a contratação de dezenas, às vezes centenas de funcionários, os quais precisam entrar em produção o mais rápido possível. Em minha experiência profissional já vi inúmeros casos onde as empresas precisavam colocar até 250 novos funcionários para trabalhar em semanas, mas, sofriam com a complexidade para adquirir desktops, receber os desktops, instalar fisicamente, instalar SO e aplicações, configurar, etc (na maioria das vezes, estas empresas contratam terceiros para executarem estas tarefas, ou seja, mais um custo passível de eliminação). Com desktops virtuais, o provisionamento dos mesmos é feito em minutos, e no local de trabalho do funcionário você precisa apenas colocar um monitor, teclado, mouse e um dispositivo de acesso (pode ser até mesmo um desktop usado, em casos emergenciais, além disto, thin clients é comum você localizar a pronta entrega) ligado a energia e a rede.

– Menores custos com suporte a usuários: É possível automatizar backups e snapshots das máquinas virtuais. Deu problema? Na maioria dos casos basta excluir a máquina virtual e criá-la novamente aplicando um backup ou snapshot.

– Menor tempo ocioso de usuários devido a problemas de hardware: Basicamente não tem no que dar suporte. Monitor e Thin Client via de regra, deu problema, você substitui. Você elimina as situações onde os usuários ficam parados horas, às vezes um dia inteiro (um custo “invisível”, desconsiderado pelas empresas em geral), porque o desktop sofreu uma falha de processador, disco, fonte, etc.

– Menor utilização de espaço: Espaço custa dinheiro, principalmente para grandes corporações com 2.000, 5.000, 12.000 funcionários. Thin clients são menores, você pode acomodá-los inclusive atrás do monitor, não ocupando espaço na baia, possibilitando desta forma que se tenha baias menores, ou seja, mais baias por m².

– Redução de consumo elétrico: Há modelos de thin clients que consomem menos de 7 watts. Mesmo se comparando o consumo elétrico dos thin clients + a infra necessária (servidores, storage, etc), contra um ambiente de desktops de médias e grandes empresas, a redução gira em média entre 65% e 85% (isto varia muito em decorrência das características de cada empresa).

– Redução da geração de calor (o que acarreta na redução dos custos com refrigeração, não apenas redução de custos com energia, mas, também, com equipamentos de menor potência): A depender dos modelos comparados, um thin client pode gerar até 96% menos calor que um desktop.

– Responsabilidade ambiental: Desktops em média são substituídos a cada 03 a 04 anos, Thin Clients, a cada 07 a 08 anos, ou seja, em um ciclo onde se adquire 1.000 desktops, a empresa terá adquirido apenas 500 thin clients. Além disto, são menos itens de hardware por unidade, ou seja, menos itens eletrônicos que depois são descartados no meio ambiente.

Mas, afinal de contas, com tantas vantagens, porque mesmo dentre as grandes corporações a virtualização de desktops ainda é uma exceção e não uma regra?

Vejo algumas razões:

1) O investimento inicial realmente tende a ser maior que a simples renovação de desktops;

2) A análise financeira (TCO e ROI) deve ser feita considerando o longo prazo;

3) De forma geral, os fornecedores de soluções tentam promover a virtualização de desktops com discursos técnicos, baseados nas funcionalidades de suas soluções, e não utilizam discursos executivos, que buscam esclarecer sobre os potenciais ganhos para as empresas.

Além disto, ainda temos a barreira do usuário. Via de regra, o usuário é resistente a mudanças.

Mas, uma forma simples de se eliminar isto é, durante a POC, não se informar ao usuário que ele usará um desktop virtual, deixe ele pensar que continua acessando um desktop convencional. A experiência do usuário é a mesma, via de regra ele não irá notar. Desta forma, pode-se ter a certeza que o feedback dele não está “contaminado” pelo “preconceito” contra as mudanças e novidades.

O mais importante é se levantar todos os custos inerentes ao ambientes de desktops, e não apenas os custos de aquisição, para que se possa realizar uma comparação real de ambos cenários.

Com base nestes custos e em todos os benefícios para os negócios gerados pela solução de virtualização de desktops, de acordo com as características de cada empresa, é possível se realizar uma comparação real e decidir entre a melhor opção para o momento da empresa.

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Minimum Way

Autor

Profissional com treze anos de experiência no segmento de Tecnologia, graduado em Marketing e pós-graduado em Administração pela Universidade Paulista, com MBA Internacional (MIT - Master in Information Technology) pelas conceituadas FIAP e Singularity University (SU/EUA) e extensão universitária em Gestão da Força de Vendas pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Atualmente é aluno de MBA em Gestão Estratégica de Negócios na Universidade de São Paulo (USP), além de ter obtido mais de 30 certificações em TI. Com experiência nas áreas Técnica, Comercial, Marketing e Administrativa. Possui experiência em diversos temas e projetos, tais como: Cloud Computing, Alta Disponibilidade, Disaster Recovery, Business Continuity, Business Intelligence (BI), Virtualização de Servidores (x86, RISC e EPIC), Virtualização de Desktops (VDI), Virtualização de Aplicações, Virtualização de Storage, Otimização de ambientes de Bancos de Dados, SAN, LAN e WAN, Backup/Restore, Archiving, Data Centers Modulares, Data Centers Containers, Soluções de Processamento, Soluções de Armazenamento, Enterprise Resource Planning (ERP), Automação e Integração de Processos, Soluções de Mobilidade, Soluções de Gestão Comercial para Utilities, entre outros temas, atendendo grandes empresas dos setores público e privado. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/DiegoSalimDeOliveira

Diego Salim De Oliveira

Comentários

2 Comments

  • Acredito que descrever vantagens técnicas e demonstrar benefícios, sem evidência de retorno financeiro, fica complicado justificar aos “patrocinadores”. Um plano de negócio com projeção de 3 a 5 anos, comparando Desktop x VDI, com a devida comprovação de caso de sucesso semelhante é um bom passaporte à virtualização.
    Quanto aos usuários, conhecimento da plataforma e políticas de uso clara e aprovada facilita a transição.
    Parabéns pelo Post !

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