Inteligência Artificial

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Computadores são idiotas

publicado por Luciano Döll

Inspirado no projeto de Stanley Kubrick, sobre a possibilidade da criação de máquinas com sentimentos, Steven Spielberg, por meio das telas de cinema, trouxe à tona um assunto polêmico e futurístico: a Inteligência Artificial. Após dez anos do lançamento do filme, voltamos a falar sobre a relação entre máquinas e sentimentos. Entretanto, agora, o foco não é criar uma máquina com sentimentos, mas sim um dispositivo que reconheça sentimentos.

Imagine a seguinte situação. Você teve um dia cansativo de trabalho, em outra cidade. Está há três horas na estrada, sem parar, voltando pra casa. De repente, seu carro, dotado de um sistema artificialmente inteligente, sugere que você estacione e descanse um pouco, pois o risco de um acidente é iminente. O recém-lançado Mercedes Benz CL promete reconhecer quando o motorista está cansado ou com reflexos alterados.

Computação afetiva é o nome desta nova e promissora área da computação, que tem atraído pesquisadores em todo o mundo. Outro exemplo que ilustra este conceito é a ideia de monitorar a frequência cardíaca sem necessariamente ter um dispositivo fisicamente colado ao corpo. Quem pratica exercícios aeróbicos costuma medir seus batimentos com uma cinta presa na região torácica. Um monitor baseado em computação afetiva não precisa disso.

Quem usa smartphones, pode fazer o download do Instant Heart Rate. Funciona tanto no Android quanto no IOS. Após instalado, você coloca o dedo sobre a lente da câmera e o software detecta alterações na coloração da pele em razão da passagem do sangue nas batidas do coração. Analisando estas mudanças de cor, o sistema é capaz de informar o seu ritmo cardíaco.

Sendo franco, nas vezes que experimentei, achei que meu coração estava menos acelerado do que, de fato, estava, mas tudo bem. Tecnologia é assim. Surge, atrai a atenção, evolui e amadurece com o tempo. Entende-se por computação afetiva o princípio do computador reconhecer sentimentos e emoções, com o intuito inclusive de interagir com o usuário, monitorando seu estado de espírito.

Mas, caro leitor, é importante não confundir. Existem umas bizarrices, que uns malucos inventam, geralmente asiáticos, que você pode até pensar em classificar como mais um exemplo de computação afetiva, mas não é. Um dia desses um aluno me falou de um sistema criado por um laboratório de Tóquio. O princípio é reproduzir um beijo pela internet. Pode um negócio deste?

O software utiliza um receptor que registra os movimentos da língua do usuário, fazendo com que o outro aparelho, na boca de outra pessoa reproduza os mesmos movimentos. Isso não é tudo. O mais insano ainda está por vir. Se você gostou do beijo, você pode gravar a sequencia dos movimentos. É isso mesmo. Imagine só. Hmm… gostei do beijo. Portanto, salvar como beijo da fulana.

Isso me faz lembrar uma definição fantástica de inteligência artificial, do renomado Waldemar Setzer, professor aposentado da Universidade de São Paulo. Um programa que simula algum comportamento humano demonstra uma maneira como o ser humano não “funciona”. Ou, ainda, somente idiotas precisam de uma definição de inteligência. Computadores são idiotas!

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Autor

Mestre em Informática Industrial e Bacharel em Informática. Professor Universitário e Consultor de Tecnologia da Informação. Diretor do Instituto Döll de Tecnologia e Educação. linkedin: http://www.linkedin.com/in/lucianodoll twitter: @lucianodoll

Luciano Döll

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