Inteligência Artificial

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Como Funciona uma Inteligência Artificial

publicado por João Angelo de Franco

Retomando o assunto sobre a Inteligência Artificial, já abordamos a sua atual classificação e situação. Também avaliamos seus pontos positivos e negativos na questão de utiliza-la como um operador e ativo funcional em uma organização.

O que iremos nos focar nesta postagem são sobre seus limites operacionais, as regras que a IA segue, e até mesmo os problemas que ela pode passar durante operações e situações.

1 – As Leis

Quando um desenvolvedor começa a desenvolver sua Inteligência Artificial, a primeira coisa que é feita, é a criação das Leis que essa IA deverá seguir, alguns chamam de Leis de Asimov (em homenagem a Isaac Asimov, “pai da robótica”) e outros como Leis de Platina e diversos outros nomes. Esse conjunto de leis e regras força a IA a seguir ou deixar de tomar certas atitudes ou operações. Irei citar principais leis, que são implantadas em basicamente todas as IAs:

  • Lei de Proibição da Auto Replicação: As IA são proibidas de gerarem cópias de si mesmas, seja qual for a situação;
  • Lei de Proibição de Expedição: As IA podem ser orientadas a não navegarem pelo conteúdo de pastas as quais não tem permissões de acesso;
  • Lei de Proibição de Interação: Com essa lei, ela não pode interagir em qualquer nível com uma pessoa não autorizada e devidamente identificada;
  • Lei de Proibição de Acesso Remoto: Fica proibida a IA de acessar ou gerar qualquer acesso remoto, seja a câmeras, computadores ou qualquer outro produto;
  • Lei de Confidencialidade: Fica obrigada de não replicar dados ou envia-los por e-mail ou qualquer outra forma digital;
  • Lei de Segurança e Proteção: Fica responsável por resguardar dados, proibindo que terceiros tenham acesso e/ou realizem cópias não autorizadas;
  • Lei de Restrição de Conhecimento: Com essa lei, você pode restringir o que uma IA pode, ou não, aprender e se poderá executar o que aprendeu;
  • Lei de Ordem: E por último, uma das leis mais importante. Com essa lei, a IA fica obrigada a obedecer qualquer ordem ou diretriz inserida por seu operador, incluindo se essa ordem for de autodestruição de seu banco de dados.

O nome das leis podem variar, e podem aparecer outras, mas essas são as principais leis apresentadas a uma IA durante seu desenvolvimento.

2 – As Situações

Após as leis serem criadas e aplicadas, o sistema em si é desenvolvido, e após isto, a IA estará operacional. Porém existe um fato interessante: se a IA for programada para autoaprendizagem, ela poderá aprender de tudo, correto? Mas, e se ela aprender algo que não deveria aprender? Como lidar com isso? Não podemos simplesmente apagar de seu banco de dados.

Nesta hora, são inseridas as Leis de Kratos (podem aparecer com outros nomes), que são leis que fazem com que a IA ignore o que ela aprendeu. Ela não esquece, e sim ignora e torna inutilizável aquela informação.

Vale lembrar que nós criamos a IA para ser, basicamente, um ser humano-virtual e com isso o seu “modus operandi” restringe coisas que também seriam restringidas a nós. E é nessa linha de raciocínio que surge o fato: “Devemos tratar a IA como uma máquina ou uma ‘pessoa’?”

3 – A Relação Homem ~ Máquina

Através de vários testes realizados por grupos de desenvolvimento de IA, e um relatório de testes de um protótipo  do Project Aces, um dos grupos mais promissores e que mantém um grande segredo sobre seu projeto, é que os testes de todos os grupos nesta área apontam na mesma direção: “ainda não sabemos como falar com ela”.

Segundo o relatório:

Relatório de nº2 – Relação e Operação com a IA Protótipo, parágrafo 5º da página número 2 – Project Aces (relatório em inglês, devidamente traduzido).

“Ainda encontrados problemas com a linha de comunicação com o usuário final. As dúvidas que ficam nos operadores de IA quanto à comunicação, é se devem se direcionar a ela e trata-la como uma pessoa, ou uma máquina, uma criança que ainda tem de aprender, ou um adulto, em linguagem totalmente formal, ou de forma livre. De qualquer modo, a IA parece compreender e se adequar a situação, mas a equipe deve planejar uma padronização quanto ao método de comunicação.”

E isso é uma realidade clara. Como devemos nos comunicar com ela? Afinal, as IAs mais avançadas aceitam perfeitamente comandos de voz e gestos. Nesta área, deveremos esperar que fosse criada realmente uma padronização, quanto ao produto e essa relação. O que o mercado espera, é que seja uma relação tranquila e confiável, simples e amigável, pois iremos passar o controle de diversas operações e procedimentos importantes para elas.

4 – A Operabilidade

Segundo o mesmo relatório, a operação e instrução de uma IA não será complexa. Não serão necessário cursos e treinamentos para ter uma relação de trabalho com a mesma. O que de fato os fabricantes indicam é limitar o número de pessoas com acesso a IA, afinal, é um ativo importante da empresa, e com grande responsabilidade.

Quanto à programação inicial, elas já virão com dados previamente inseridos do setor e ramo que ela irá operar.

Mas, e se uma IA der problema…?

5 – Manutenção: Atualização ou Descontinuação?

A IA é programada para auto reparo. Isso mesmo, as IAs são programadas para se auto repararem caso alguma avaria ocorrer, mas elas deverão obedecer as leis que as regem, como a proibição de auto replicação e tudo mais. Aparentemente, as empresas na área de criação de Inteligências Artificiais querem monopolizar a área. Elas lhe vendem um produto, que se der defeito, ou ele se concerta “sozinho” ou você tem que entrar em contato com o fabricante.

Outro ponto interessante levantado foi: Com o passar dos anos, minha IA vai ficar defasada?

Sim, vai, mas as desenvolvedoras já pensaram nisso, e já informaram que os pacotes de “atualização” das mesmas serão disponibilizados para compras. O que de fato é interessante, não tendo que se desfazer de uma IA e comprar outra e reprograma-la por completo.

6 – Seus Limites Operacionais

Até a data desta postagem, os grupos de desenvolvimento vêm encarando o mesmo problema: As Emoções Humanas.

As IAs são capazes de identificar emoções sim, e transformá-las em dados, interpretar e dar o resultado. Mas o problema é que esse sistema não beira nem os 60% de certeza. Do mesmo modo que podemos não saber quando alguém mente para nós, as IAs podem confundir sentimentos e emoções. O que podem se tornar futuros problemas em potencial.

Então, as IAs encontram-se sem dúvidas em ponto avançado, e praticamente prontas para operar em uma organização. E isso, os protótipos que serão disponibilizados no próximo ano vão mostrar. Colherão a maior quantidade de dados possíveis, e com isso, serão aperfeiçoadas para a entrada no mercado. Na próxima postagem trarei os sistemas de automação já disponibilizados no mercado e seus pontos interessantes.

Finalizo esse post exatamente com o fim do relatório do Project Aces sobre o seu protótipo de IA:

Relatório de nº2 – Relação e Operação com a IA Protótipo, parágrafo 10º da página número 61 – Project Aces (relatório em inglês, devidamente traduzido).

O avanço que a humanidade alcançou é incrível. Os incríveis feitos que fomos capazes de criar foram esplêndidos. Mas sem dúvida, quando a IA alcançar o nível de Rede Neural e for concluída será, com certeza, o fim de uma era e início de outra. E será um avanço em todas as áreas. Na medicina, com cálculos e medidas e simulações quase que simultâneas, na tecnologia com processamento de dados gigantescos e relatórios precisos, como em diversas outras áreas. Mas surge a questão: Estaremos Prontos?

Agradecimento especial ao Project Aces por ceder o seu relatório para análise e divulgação.

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Minimum Way

Autor

Desenvolvedor de Inteligência Artificial, Consultor de Segurança da Informação e Gerente de TI, atualmente trabalha como Consultor e realiza Auditorias em empresas. Também participante do segmento OpenSource, sendo colaborador do Projeto Fedora e Colaborador Mozilla Firefox. Ja trabalhou como Colaborador da ZDNet e em algumas edições da Folha-SP. Atualmente focado no ramo privado, realiza atividades em prol das empresas e seus ativos, realizando palestras e breves treinamentos. Grande incentivador da Valorização do Capital Intelectual. Social Web: Twitter: @justjaf Facebook: /jafnh WLM/Live: joaofranco@live.com E-mail: jafnhgm@gmail.com

João Angelo de Franco

Comentários

10 Comments

  • Robôs uteis podem realmente existir, como por exemplo no filme “El Robô”?

    • Sim podem. Atualmente, redes neurais e com uma IA bem desenvolvida ja podem se portar como pessoas, mas não de modo físico.

      O que ainda deverá levar algum tempo em pesquisa e desenvolvimento são os níveis de percepção e comportamento físico.

      O nível atual de desenvolvimento da IA em si está relativamente avançado, mas quando falamos sobre a interação física de uma IA Robótico se comparar a um humano, ainda há um caminho relativamente longo a se percorrer.

  • Olá, João. Interessantes seus posts. Trabalho há um bom tempo em um projeto pessoal de ia, usando pln, aterramento de conceitos, anaforização e perseguição de metas. Você fala em grupos que estariam próximos de ter uma ia realmente completa (com exceção da questão das emoções) para chegar em bre ao mercado. Gostaria de entender que grupos são esses, uma vez que não aparecem notícias todos os dias sobre esses avanços. Grande abraço.

    • Olá Almir! Agradeço desde já seu comentário.
      Espero que seu projeto seja concretizado com sucesso e renda excelentes produtos.

      Quanto aos grupos de desenvolvimento, eles mantém esses projetos em segredos exatamente pelo grau de complexidade e avanço que suas pesquisas trarão ao mercado. Eles tratam seus segredos industriais à sete chaves. Temos grupos como o Project Aces, que é privado, e até mesmo grupo públicos seletos, como o do MIT dos EUA. Eu possuo contato e acompanho o desenvolvimento de algum desses grupos, pois ja possuo certa experiência na área.

      Caso tenha interesse, basta entrar em contato, que terei prazer em discutir sobre.
      Um Grande Abraço, e sucesso em seus projetos!

    • Salve, João. Obrigado pela resposta. Você realmente me deixa cada vez mais intrigado. Gostaria mesmo de bater um papo contigo, trocar umas informações, até para dar alguns direcionamentos para meu próprio projeto. Adiantando, estou num momento de deixar meu casulo, discutir mais e realizar parcerias para acelerar a realização do meu trabalho. Vou te mandar um email e, a partir disso, vemos como damos seguimento. Um grande abraço e continue com os posts. Estão ótimos.

  • João, olá! Excelente artigo, esclareceu dúvidas e alimentou motivações.
    Sou estudante de Sistemas e tenho pretensão de começar mestrado em IA, mas antes gostaria de ter um norte sobre linguagens de programação necessárias, paradigmas e afins. Se já existe um post com isto poderia me indicar? Abraços

    • Olá Malloni. Dando um retorno, as linguagens mais difundidas são Lisp, PROLOG e recentemente Haskell, que se mostrou flexível e útil nessa área. A mais difundida e utilizada ainda é a PROLOG. Quanto a paradigmas e metodologias, recomendo uma leitura dos próprios WhitePapers de Lisp e PROLOG, que já lhe darão uma base. Um estudo breve sobre a linguagem LUA de IA pode ajudar também, mas não é uma linguagem recomendada para um projeto.

  • IA é feita com java? algoritimos?

  • é possível criar IA em JAVA?

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