Cloud Computing

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Cloud Computing tem na arquitetura de integração um dos seus maiores desafios

publicado por Rodney Repullo

Como sabemos, SOA (services oriented architecture) é definido como “um conjunto flexível de princípios de design utilizados durante as fases de desenvolvimento e integração de sistemas de informação. Um sistema baseado em SOA empacota funcionalidades em um conjunto de serviços interoperáveis que podem ser usados em diversos sistemas diferentes de vários domínios de negócios”. O desafio é fornecer uma função de negócios para chamar serviços de arquiteturas diferentes e variadas, não simplesmente, por quaisquer meios.

A experiência de muitas empresas que passam por SOA tem sido repleta de tensões e pode dar uma sensação de ter voltado no tempo com preocupações focadas em:

– granularidade dos serviços como função
- orquestração (liberação, atribuição e gerenciamento do serviço)
- empacotar ou substituir aplicações legadas
- quão intuitiva é a interface do usuário e quão uniforme ela é

Estes problemas podem levar a quem adotar a SOA a um processo muito moroso de discussão e deliberação, que por sua vez, pode estender o projeto por semanas ou mesmo meses. Isso se ele chegar a bom termo.

Mas, e se houver uma abordagem alternativa que tenha como efeito o inverso do citado acima? Esta abordagem inversa iria começar com a pergunta sobre ‘qual funcionalidade é necessária para cada processo de negócio para abordá-la o mais rápido possível’. Em outras palavras “o que” precisamos atingir, em vez de “o modo como” podemos alcançá-lo. O desafio com esta abordagem, que separa lógica de negócios das discussões técnicas, é de que precisa haver uma perfeita integração que permita a comunicação entre todos os aplicativos necessários, sendo assim capaz de “orquestrar” a migração desde componentes até serviços.

É necessário um projeto que permita a orquestração a partir de soluções tecnológicas capazes de realizar a integração a partir da modulação, gerenciamento, acompanhamento e execução das mudanças propostas, partindo de um ambiente de aplicações monolíticas para uma instituição de processos de negócio orientada a serviços.

Estas discussões são extremamente interessantes, pois mostram que em muitas empresas, SOA ainda é um tema muito quente e que é necessário abordar mais cedo ou mais tarde, reforçando o ponto de que qualquer projeto de SOA começa e termina bem com uma boa ferramenta de integração.

Mas, o que a computação na nuvem tem a ver com SOA e a integração dos processos de negócios e serviços?

Quando se fala em computação na nuvem, estamos falando de soluções que são executadas nas nuvens e que são utilizados em parte dos processos de negócios. A comunicação entre as informações armazenadas na nuvem e os sistemas legados e instalados localmente, na rede corporativa, exige o mesmo raciocínio proposto para a integração no ambiente SOA. Isto porque estamos falando de realizar o acesso e a troca de informações entre ambientes distintos, criados em tecnologias diferentes. O legado muitas vezes não possuem como principal característica a facilidade de comunicação.

Soluções nas nuvens (Cloud Computing) já são uma realidade no mundo corporativo, mas vemos ainda muitas dificuldades devido a não consideração de princípios e tecnologias adequadas para o devido tratamento que a parte de integração deve ter. O discurso de SOA não pode se limitar a cada lado oferecer serviços, pois fica faltando sempre um elemento que integra esses serviços e orquestra de forma gerenciada o fluxo de informações. Para isso consideramos suítes de integração uma peça fundamental na arquitetura de projetos de integração.

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Autor

Rodney Antonio Repullo (http://about.me/rodneyrepullo) Formado pelo Instituto de Física da USP e com pós em Automação pela Escola Politécnica da USP. Iniciou carreira no IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), passou pelo Metrô de SP e mergulhou na área de tecnologia de software como empresário. Atua há mais de 20 anos, empreendendo na Área de Desenvolvimento de Software para Negócios e Implantação de Sistemas de Gestão Empresarial. Atua como CEO da Magic Software Brasil (http://www.magicsoftware.com.br), representando a Israelense Magic em toda América do Sul. Atua também como CEO do Grupo Repullo (http://www.repullo.com.br), que tem como atividade principal a representação do ERP CIGAM (http://www.cigam.com.br) em SP, RJ e Sul de MG. Regularmente atua como palestrante e instrutor em cursos de extensão nas áreas de SOA, BPM, ERP, CRM, Cloud Computing, SaaS, RIA, Mobilidade e Desenvolvimento de Sistemas.

Rodney Repullo

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