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As 6 principais causas da insatisfação profissional no mercado de TI

publicado por Priscila Stuani

As 6 principais causas da insatisfação profissional no mercado de TI A insatisfação profissional tem sido alvo de debates e rodinhas entre várias áreas, mas hoje vamos dar um destaque especial para a área de TI.

Recentemente eu criei um debate no grupo do TI Especialistas, no Linkedin, onde perguntei se alguém discordava da seguinte frase:

“Está difícil encontrar bons profissionais de TI no mercado!” – “ Não é isso, é que os bons não querem trabalhar na sua empresa.” — Alexandre Magno.”

Houve um engajamento considerável. Mais de 80 comentários onde todos se queixam de uma realidade que aparentemente está longe de ser revertida.

Baseado nos comentários, podemos notar s principais causas da insatisfação profissional no mercado de TI:

  1. A remuneração é um grande indicador de insatisfação, afinal os profissionais de TI investem muito em cursos e certificações, mas na maioria das vezes, o mercado remunera aquém do mínimo esperado.
  2. Seleção onde se oferece o céu, mas na prática é o pão que o diabo amassou, e muitos profissionais pagam para ver no que vai dar.
  3. Área de TI não é levada à sério: ainda falta amadurecimento em muitas empresas do ponto de vista de valorização da área de TI. Por exemplo, quem nunca se deparou com um estagiário que atua na área de suporte, muitas vezes sem alguém para orientá-lo? Meu objetivo não é menosprezar o trabalho de ninguém, mas existe uma grande incoerência entre os cargos assumidos e habilidades dos mesmos.
  4. Sindicato ineficaz: falta de crédito por parte dos profissionais em um sindicato que em tese deve resguardar os seus direitos.
  5.  Disparidade: entre habilidades/competências x salários: muitos skills para pouca remuneração.
  6. Inflexibilidade de horário: os profissionais muitas vezes preferem trabalhar sob demanda.

Baseado nessa experiência, gostaria de fazer alguns comentários:

Profissionais: valorizem-se, todos temos compromissos para honrar mas não se sujeitem a receber menos do que vocês merecem. Seja sincero quando questionado sobre suas habilidades e competências. Lembre-se que ninguém nasceu sabendo e quem faz tudo, acaba fazendo nada.

Acredito que essa imagem vem muito ao encontro do que comentei acima.

Valorização da área de TI

Empresas cuidem e valorizem os seus profissionais, busquem entender o que eles precisam para trabalhar mais e melhor. Salário é importante, e ter um ambiente com bom relacionamento entre líder e liderados também conta.

Horário flexível e gestão participativa aumenta o engajamento das pessoas.
Alto turn-over é um grande vilão da produtividade e requer alto investimento financeiro e de tempo para ensinar as pessoas sobre o seu negócio.

Sei que não é fácil promover essas mudanças, pois do ponto de vista da empresa, vai esbarrar em muitas áreas.
Todas são tão recheadas de “boas-práticas” de trabalho e normas, mas vivemos um novo momento, onde o que dava certo há 10 ano atrás, hoje não dá mais.

Agora as pessoas querem conciliar qualidade de vida com o trabalho. Nem todos são mais workaholic como antigamente.

E o cenário atual tem contribuido para a migração desses profissionais para outras áreas: muitos estão buscando novas alternativas de atuação, como empreender em ramos que não tem nada haver com a sua profissão atual.

E você, tem alguma sugestão de como melhorar a sua insatisfação profissional? Compartilhe conosco, a sua contribuição pode ajudar outras pessoas.

[Crédito da Imagem: Insatisfação Profissional no Mercado de TI – ShutterStock]

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Minimum Way

Autor

mpulsionadora de negócios, instrutora no Alura Cursos Online, facilitadora do aprendizado emergente e uma social media completamente apaixonada pelo poder do bom conteúdo. Graduada em Marketing (UAM), Pós-graduanda em Neurociência aplicada à educação (UAM). Depois de atuar no mercado de serviços B2B por 7 anos, se tornou facilitadora do aprendizado, fazendo a interface entre o aluno e a teoria/prática. Focada em apoiar profissionais no processo de criação de posicionamento no ambiente digital através do conteúdo para blogs e redes sociais. Fazer parte de um projeto desafiador me motiva e me impulsiona a entregar o meu melhor.

Priscila Stuani

Comentários

11 Comments

  • Mais um ótimo texto, Priscila! Parabéns! Pra mim, principalmente em grandes empresas que, por acaso, tem um departamento de TI, o mais triste é ouvir que vão chamar “o moço do computador”. Geralmente esse é um cara mágico, quase mitológico que tem as respostas para todas as perguntas. É como se TI não tivessem tantas nuances; isso é banalizar a área.

    • Olá Marcelo,

      Obrigada pelo comentário!

      Nossa… Antológico esse “moço do computador”… Tenho ideia do que vc sente porque no Marketing é muito semelhante. Temos que fazer folder, imagens, pesquisa, contato com cliente, vender….

      A nossa missão, equanto profissionais, é deixar cada coisa no seu devido lugar e as empresas, por sua vez, se adaptar também. Não é anarquia, que o pessoal de TI é dono da verdade, mas precisamos entrar em um acordo.

      Abraços,

      Priscila

  • Olha, realmente esse problema existe, mas com a experiência que tenho de ter trabalhado com MUITA gente nos lugares que passei, eu vejo que existe também muito MIMIMI.

    Você vê muita gente nova (e velha) no mercado, que não conhece todos os pingos nos ‘i’s da tecnologia que está trabalhando e se denomina especialista. Tem muita empresa que explora, mas tem muito mais profissionais que acham que são muito quando na verdade são só medianos.. já trabalhei com muitos ‘seniores’ que tinham mentalidade de junior…

    E são esses caras que banalizam nossa área, o que dizer pra um gerente que já teve a experiência de contratar um consultor senior e ver seu projeto fracassar, em partes, porque este profissional vendeu o céu e entregou o pão que o diabo amassou? Quantas vezes não tive que por a mão na massa pra arrumar trabalho dos outros?? É muito mais normal do que parece..

    É uma via de mão dupla, sejamos nós mais sinceros com as empresas, que certamente a ideia que tem de nós um dia muda.

    • Olá Wallas,

      Concordo contigo sobre o MIMIMI.

      Já fiz muita seleção de profissionais de TI que na hora da entrevista, nossa… Dava vontade de não deixar o cara sair antes de assinar contrato e quando caiu na caixa de pandora do cliente, deixou a desejar.

      Temos de tudo no mercado, boas empresas, bons profissionais e o contrário também.

      Acho que a palavra de ordem é valorização e não auto-valorização e nem desvalorização.

      Obrigada pela sua contribuição!

  • Gostei, vivencio isso, desvalorização. Igual foi falado acima, “há chama o menino do T.I, menino do computador”. Estou buscando capacitação e quem sabe um dia conseguir as tão sonhada certificação, porém esta difícil conseguir um emprego que não exijam Steve Jobs para remuneração abaixo do que pedem nos conhecimentos e exigências de certificações. Como foi dito, eu não sei de tudo e muito menos serei conhecedor de tudo, eu tenho buscado me capacitar e são capacitações que tem um custeio alto para mim se baseando na minha remuneração atual. Pergunto, tem como sustentar uma casa, pagar aluguel e todas contas de fim de mês ganhando uma remuneração baixa é ainda, investir alto na sua qualificação para ser desvalorizado ser tratado como “menino da T.I” Já pensei muitas vezes ir para outra área, mais infelizmente ainda gosto e gasto comigo por mais difícil que esteja, as vezes deixando de sair de casa ou vendendo férias para conseguir pagar um treinamento para sequer ser reconhecido, ainda não me cansei, ainda não desisti de me candidatar em inúmeras vagas que a qual vejo que cabe a mim, porém até hoje, sem sucesso algum. Quanto a investimento, capacitação profissional, pelo menos as empresas poderiam dar uma ajuda de custo para seu profissional, costumo ser fiel desde que a empresa valorize cada nível que eu ganhar de conhecimento com remuneração, desde que a empresa investiu em mim, tenho compromisso para com ela em repassar aquilo que aprendi, seja par melhora da empresa em atendeu seus clientes ou empresa, enfim, creio que hoje em dia há muita desvalorização, muita exigência de conhecimento para pouca remuneração, creio que não é bem assim, como que irei investir em mim se não tenho pelo menos uma ajuda de custo nos treinamentos, sendo que em casa eu tenho aluguel, tenho bocas que necessitam se alimentar, tenho gastos com água luz e outras contas que vem todo mês. Como irei tirar de uma necessidade para investir em mim sem eu saber se terei valorização, crescimento dentro da empresa, torna se difícil isso. Em meu caso, tenho investido muito no estudo de outro idioma, em ocasião o English, vejo em muitas vagas pedindo inglês avançado, fluente etc. Olha, não é por nada não, mais leva se muito tempo para aprender outro idioma, eu consigo entender, pronunciar palavras corretas por que tenho aulas particulares via teleconferência com professor Brasileiro que mora há muitos anos nos USA é a sua metodologia é ampla, a metodologia dele é surpreendente e vejo o quão as escolas de inglês no Brasil estão interessadas em ganhar dinheiro e não interessadas que aluno saia falando e entendendo. Não estou puxando saco, como diz o ditado popular. Nem estou ganhando nada falando sobre minhas lesson that I do with private Teacher. Estou apenas ressaltando que o quão é difícil encontrar uma escola no Brasil que realmente esteja interessada em que o aluno fale fluente, nisso cabe questão das vagas, como quer que pessoa fale inglês se Brasil tem um péssimo sistema de ensino de idiomas, Não quero aqui menosprezar nenhuma escola, pois existem muita escola boa de inglês e que realmente quer que o aluno fale, não quero ser hipócrita de colocar que todas são dessa forma.

    É viva a tecnologia que infelizmente muitos profissionais assim como eu é desvalorizado. Eu amo tecnologia.

    Let me do my merchandising here: Estou disponível no mercado, sou ativo quanto a me capacitar para as exigências e é claro que a empresa permita que eu evolua não só na questão remuneração, mais com novos desafios, tenho uma sede por aprendizado, eu tenho interesse em me capacitar, exemplo, há vários cursos que gostaria de fazer para adquirir conhecimento, mas é lógico que, a empresa possa valorizar o que faço para adquirir conhecimento agregando este conhecimento ao atendimento do cliente da empresa, tanto em remuneração quanto em novas oportunidades.

    Meu desanimo atualmente é quanto desvalorização e baixa remuneração, vivencio isto, tu investe absurdos em treinamentos e não te deixam aplicar conhecimento obtido ou sequer a empresa trabalha com determinado produto, exemplo, vou faço treinamento CISCO e sequer há um equipamento CISCO, isso também por que moro em cidade pequena, muitos sequer na empresa sabem o que é CISCO ou a empresa CISCO. Por este fato quero me mudar para melhor aproveitar aquilo que faço para adquirir conhecimentos e aplicar, pois se aprender praticando e por enquanto ter conhecimento e não ter onde poder aplicar é complicado, acaba sendo em vão o investimento, acaba desanimando que é o caso.

    That’s it

    See you around, by and hugs.

  • Eu concordo plenamente que o trabalho do profissional de TI não é valorizado como deveria, porem, vocês têm que se lembrar que estamos no “Brasil”, um lugar onde o “professor” é tratado como lixo. Um lugar onde os “médicos” da rede pública são tratados como lixo. O problema não são as empresas, nem a falta de um sindicato (o que, na minha opinião pessoal, só atrapalha). O problema é um país que tem uma lei trabalhista atrasada e encargos altíssimos. Um patrão que paga míseros R$ 1800,00 por mês para um profissional de TI desembolsa na verdade cerca de R$3800,00/mês para o profissional não receber cerca de 1600,00. As leis trabalhistas não permitem uma negociação direta entre empresa e funcionário, onde os dois poderia entrar num acordo entre condições/horário de trabalho flexíveis.

    Eu sou programador a mais de 20 anos. A exatos 14 anos, iniciei minha carreira como “autônomo” e passei a ter uma remuneração justa e horários flexíveis. Como autônomo eu sou mais respeitado do que os programadores dos locais onde presto serviços.

    Por isso, meus amigos programadores, ao invés de ficarem reclamando de baixos salários e de más condições de trabalho, invistam em seu próprio negócio. Usem o período que estão nas empresas para se especializarem e foquem em montar um negócio próprio. É difícil, não só no começo, mas durante toda a jornada, mas vale a pena. Eu jamais voltaria a trabalhar no regime de CLT por vontade própria.

    É só a minha opinião…

    Vinicius

  • O “moço do computador”, começou com aquele típico sobrinho da secretária gostosa que transa com o chefe, ou seja, o famoso formatador de HD que era (e ainda é) requisitado nas microempresas (pequenos escritórios).

    Sinto saudades dos velhos tempos em só metia o bedelho, quem realmente sabia o que estava fazendo. Até o usuário comum era mais “técnico” naquela época (20 à 30 anos atrás).

  • Hoje em dia, tudo é TI. TI pra cá, TI pra lá… Bill Gates não sei o que, Steve Jobs nâo sei aonde… acho um saco tudo isso!

  • O que me faz me sentir mais insatisfeita e ver como os revrutadores, gerentes, supervisores e quem mais possa entrevistar um profissional se deixam levar pelo marketing pessoal e não conseguem perceber o quão a quem um profissional está para ocupar uma vaga ou um cargo de liderança. . Não foi uma ou duas vezes que tive que engolir a total ignorância desses profissionais porque ocupavam algum cargo e me submeter a fazer um trabalho medíocre. Com essa crise entendi em parte, pois o ex presidente mostra que mesmo sendo um total ignorante, prejudicando a empresa (no caso o país) continua tendo admiradores e seguidores. As pessoas que não conseguem enxergar esse tipo de profissional normalmente são tão ignorantes quanto ou estão a serviço do amigo ou obedecendo ordens de alguém que está indicando o tal amigo para ocupar o lugar de um bom profissional.

  • Mercado esta péssimo! E não estou falando das empresas e sim dos profissionais.
    De 12 anos pra cá o mercado de tecnologia no Brasil deu uma “virada”. De gente que realmente estava na área porque gostava para pessoas que viram os “coleguinhas” ganhando um dinheiro e acharam que seria uma boa!

    Toda e qualquer área, se você não gostar do que faz e quer fazer o feijão com arroz, vai ter um salário de “feijão com arroz” mesmo! Agora os profissionais que vão o “extra mile”, são os diferenciados, são esses que as empresas disputam a tapa e conseguem ganhar na casa dos 06 dígitos anuais.

    Meus 20 cents, parabéns pelo post!

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