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TI Verde, o caminho para a sustentabilidade

publicado por Herbert Kalil Nogueira

O consumo exagerado de recursos naturais e energéticos num mundo moderno e globalizado como o que vivemos, onde a produção de bens de consumo não-duráveis vem aumentando paulatinamente – e junto com eles o aumento do consumo de matéria-prima -, tem nos colocado em estado de alerta.

Essa tem sido a grande preocupação das organizações que se dedicam à preservação do meio ambiente, e também a dos climatologistas. Isso nos leva a pensar sobre nosso comportamento como consumidores. Será que estamos consumindo produtos e serviços de forma ambientalmente correta? Será que estamos realmente conscientes de nossas atitudes ambientais? Será que nosso comportamento, de algum modo, está causando impactos ao meio ambiente? Há organizações que trazem fortemente registradas em sua cultura o hábito de consumir e/ou produzir produtos ou serviços sustentáveis usando tecnologias baseada nos conceitos da “TI Verde”.

Neste cenário a “TI Verde” tem um papel fundamental na condução ao caminho da sustentabilidade. Basta vermos que neste momento há um numero grande de pessoas que estão conectadas às redes sociais, consumindo recursos de servidores que estão acondicionados em datacenters em algum lugar do mundo, e que nem ao menos nos damos conta disso. A pergunta é: será que esses datacenters e servidores estão em conformidade com as leis ambientais e os  critérios da “TI Verde”?

Pensar em sustentabilidade onde o consumismo é a palavra de ordem parece fora da realidade. TI está cada vez mais alinhada às áreas de negócio, fornecendo suporte na tomada de decisões estratégicas. Este alinhamento obriga as organizações a tomarem decisões de investimentos com foco nas suas atividades e com isso se preocupar com os impactos ambientais que essas atividades causam ao ambiente, com o objetivo de mitigá-los ao máximo. Para imaginarmos a magnitude disso, basta pensar na quantidade de lixo eletrônico produzido por um parque gigantesco de equipamentos de TI; na quantidade de energia consumida por estes equipamentos e pelos grandes datacenters. É possível, então, imaginar o impacto ambiental causado pela produção em larga escala de novos equipamentos?

Surgiu, então, o termo “TI Verde”, que passou a ser utilizado para denominar os recursos tecnológicos que uma organização pode adquirir para reduzir os impactos ambientais de suas atividades. Neste contexto, a TI Verde traz modernização aos datacenters, como baterias mais duráveis; hardwares livres de componentes como mercúrio, chumbo, cádmio e outros elementos nocivos ao meio ambiente; softwares para gestão de risco e controle ambiental; controle de emissões de gases nocivos como os de efeito estufa, e prováveis impactos ambientais, dentre inúmeros outros exemplos, alinhando as práticas em TI às exigências de certificações como a ISO 14001. A TI Verde também pode trazer retornos financeiros colaterais, ao reduzir custos de energia elétrica.

Pensando nos fatores negativos que as atividades de TI trazem, surgiram os 3 princípios básicos que orientam a compra e o descarte de equipamentos de TI:

1)      Fabricação sustentável;

2)      Gerenciamento e utilização sustentável;

3)      Descarte sustentável;

 

Isso é só o começo. A verdadeira mudança ocorre a partir da cultura organizacional, de hábitos e de processos. Neles é que estão as verdadeiras ações.

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Autor

Trabalha na área de TI desde 2006. É Analista de Requisitos e Engenheiro de Software. Graduado em Sistemas de Informação, com Pós-Graduado em Engenharia de Software. Pesquisador de assuntos relacionados a Gestão do conhecimento, Ontologia, Inteligência Artificial, Gestão de riscos e de T.I. e Arquitetura corporativa.

Herbert Kalil Nogueira

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