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Será que a tecnologia chegou realmente ao pequeno varejo?

publicado por Marcio Blak

Figura - Será que a tecnologia chegou realmente ao pequeno varejo?O varejo brasileiro representa algo em torno de 15% do PIB nacional. Muito trabalho esta sendo feito, e há espaço para dobrar de tamanho, uma vez que em países desenvolvidos esta marca chega a 30% do PIB.

Mas e a tecnologia ? Arrisco a dizer que ainda não chegou ao pequeno varejo. Neste momento é capaz de algumas pessoas estarem rindo ou achando que enlouqueci.. mas de fato, não acho que fiquei louco, e realmente acho que ainda temos muito chão para percorrer no pequeno e médio varejo, no que tange a tecnologia.

Quando falo de tecnologia, quero juntar vários itens, entre: sistemas de automação para operação de frente de loja, sistemas de controle e gestão de backoffice, cftv, sites, serviços online, acesso remoto, mobile, business intelligence, entre outros que certamente esqueci.

É óbvio que temos os varejo-geeks, que estão “fora da curva”, com alto grau de tecnologia em uso. Mas não precisamos ir longe… mesmo em São Paulo ou no Rio, se andarmos em meia dúzia de ruas, como a 25 de março, em SP, ou na SAARA, no RJ, teremos a nítida impressão que estamos nos idos dos anos 80 ainda.

Então, vem a pergunta, será que a tecnologia é necessária para o pequeno varejista?

Bom, minha resposta, é sim. Sem dúvida, e quem não usa, deixa de aproveitar muitos benefícios que poderia ter. E, quais seriam estes benefícios? Vamos usar a mesma lista acima, e tentar esboçar um pouco o que cada uma das tecnologias envolvidas poderia ajudar o pequeno e médio varejista.

  • Sistemas de operação de frente de loja: sinceramente não consigo imaginar, nem o menor dos varejistas, sem um sistema que controle suas vendas. Mas como disse acima, existe! Se você quer ter um negócio, precisa ter controle, não tem como! Antigamente o controle era feito na “ponta do lápis”, levava horas e demandava muita confiança, hoje existe tecnologia que permite um controle mais preciso, de forma mais rápida, que são os sistemas de automação de caixa. Existem certamente uma enorme gama de opções, alguns mais simples, outros mais complexos, mas sem duvida que controlem no mínimo: venda a venda, itens que saíram, formas de pagamento que entraram, os vendedores que tomaram os pedidos e que efetivaram a venda. Com estas informações já dá para fazer um bom BI – business intelligence, como: ver que produtos saem mais, os que saem menos, quem vende mais ou quem vende menos, quanto se faturou, no dia, no mês, no ano.. e por ai, vai.. Bom, se você já passou desta primeira etapa, ótimo, pode agora se preocupar em melhorar, com códigos de barras, RFID, autoatendimento, papafilas, entre outras diversas geek-novidades do segmento.
  • Sistemas de gestão de backoffice: seguindo a linha da automação da loja, uma vez o caixa bem controlado devemos pensar nos demais pontos da loja. Entrada de estoque, controle de contas a pagar, entre outros. Vários sistemas de caixa são interligados aos próprios sistemas de retaguarda, ou administrativos. Outros são abertos e conectam-se a sistemas mais amplos. O ideal destes sistemas é que permitam os controles mínimos. Vale lembrar que se você não tiver gente suficiente e principalmente, processos, o sistema irá dar um nó. Então é preciso arrumar a casa antes de colocá-lo. Se puder pensar em um sistema online, que permita seu acesso via web, você poderá ganhar em produtividade uma vez que terá acesso da loja ou de casa, ou mesmo de onde estiver. Existem sistemas freemium que começam grátis inclusive.
  • CFTV: ou câmeras, fazem com que os olhos do dono estejam sempre presente a operação. Não só a questão segurança (externa) mas também a interna. Com um CFTV você pode controlar seus funcionários, vendo se estão exercendo as funções corretamente, conforme foram treinados, se estão atendendo bem aos clientes, enfim, se não estão te roubando! Existem dois modelos básicos de câmeras, as IPs que conectam-se em rede (como os computadores), e as analógicas, que requerem um DVR (um concentrador de câmeras) para entrar na internet ou na sua rede local. As IPs embora tenham preços um pouquinho maiores, são mais inteligentes e permitem facilmente o acesso remoto.
  • Sites, redes sociais: bom, como estávamos dizendo, em que ano estamos? Alguém ainda abre páginas amarelas para procurar algo? Então, não tem como ter um negócio e querer ser encontrado, sem ter um site. Um site é mais que um simples cartão de visitas, ele pode se tornar mais uma filial do seu estabelecimento. Como? Através de serviços online, veja mais abaixo. Importante ao contratar um site é que ele seja fácil de navegar, que tenha informações básicas como seu telefone, email e endereço (acredite ou não já passei árduos minutos tentando encontrar estes itens em alguns sites!), e se possível tenha conteúdo dinâmico, tipo notícias ou dicas, que sejam atualizadas constantemente, assim os buscadores (como o google), terão mais interesse em seu site. Não se esqueça de estar presente (e retornar as solicitações) nas redes sociais.
  • Serviços online: porque não tornar seu site, uma filial na internet da sua loja? Incluir um e-commerce é uma opção. Se você é um restaurante, e faz delivery, porque não um sistema de delivery online? Se você é uma lavenderia, por exemplo, e aceita agendamentos ou reservas, porque não um sistema de reservas?

Facilite a vida do seu cliente, que ele será fiel!

  • Mobile: por fim, mas não por último, faça seu cliente levar você para onde for. Os apps – famosos aplicativos para celular – permitem que você esteja conectado com seu consumidor o tempo todo. Faça um app de fidelização dando pontos em troca de prêmios, por exemplo. Caso você tenha optado por oferecer os serviços online acima, lembre-se de fazer, ou disponibilizar, versões mobile, pois atualmente usa-se mais os smartphones para acesso do que os próprios desktops.

É claro que existem uma infinidade de outras opções tecnológicas para o pequeno varejista, nossa intenção aqui foi de levantar o assunto. Então, fique a vontade e use os comments para contribuir.

Se você se identificou, e quer melhorar sua operação, conte conosco.

Bons negócios!

[Crédito da Imagem: Tecnologia Chegou – ShutterStock]

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Autor

Marcio Blak, engenheiro, graduado pela UFRJ e com MBA em gestão de negócios pela FGV, e gestão de marketing pela ESPM, criador e gestor por 16 anos da SnackControl, empresa líder no segmento de softwares para automação e gestão no segmento de franquias defood-service, até 2008, quando foi vendida para Bematech. Em seguida atuou no mercado web, como CEO dos portais http://www.ComerNaWeb.com.bre http://www.FoodTraders.com.br

Marcio Blak

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