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Processamento de Dados – A Evolução – Parte II

publicado por Wilson Laia

As Máquinas RISC
A tecnologia RISC (Reduced Instruction Set Computing) foi desenvolvida pela IBM nos anos 70 e o primeiro chip surgiu em 1980. Sua proposta baseou-se em um conjunto reduzido de instruções, sendo definidas apenas as mais frequentemente utilizadas e se evitando o uso de microcódigos. As instruções também seriam simplificadas, trabalhando com apenas um operando. A arquitetura RISC foi tratada de modo abrangente e agressivo no final da década de 80.

Surge a tecnologia CISC (Complex Instruction Set Computing), um conjunto de instruções menor e mais rápido, por exemplo, também requer que mais instruções sejam executadas, que utiliza estratégias como conjuntos múltiplos de registradores e pipelining (encadeamento) não estão diretamente relacionados a conjuntos reduzidos de instruções. Os projetos tradicionais dos processadores x86 poderiam empregar as mesmas estratégias.

Os Microcomputadores
Daí em diante, tivemos uma grande evolução e diversificação dos equipamentos de Processamento de Dados e de todo o software neles utilizado, dando início a era da Computação Pessoal.

Começa, então, a era dos microcomputadores. Em Outubro de 1983, a IBM anunciou o IBM Personal Computer XT/370, que era um microcomputador com três cartões de 8-bit, utilizava disquetes de 5 ¼ e tinha HDD (Hard Disk Drive) de 10 MB.

Inicia-se, então a evolução ou podemos até dizer, a grande revolução dos processadores, passando pela Geração Pré-x86, que foi o primeiro microprocessador a ser lançado, em 1971. Sendo desenvolvido para o uso em calculadoras e operava com o clock máximo de 740 KHz e podia calcular até 92 mil instruções por segundo, ou seja, cada instrução gastava cerca de 11 microssegundos.

Ele foi substituído, em 1974, pelo Intel 8080, que apesar de ainda ser um processador de 8 bits, podia executar, com algumas limitações, operações de 16 bits. O 8080 foi desenvolvido, originalmente, para controlar mísseis guiados. Tinha clock limite de 2 MHz, um valor muito alto para a época, era capaz de realizar centenas de milhares de operações por segundo e de endereçar até 64 KB de memória.

Veio a família x86 de 16 bits, lançada em meados da década de 70, que ainda serve como base para boa parte dos computadores atuais. O primeiro processador que aproveitou todo o seu potencial foi o Intel 8086, de 1978. Pela primeira vez, a velocidade do clock alcançava 5 MHz, utilizando instruções reais de 16 bits. O nome “x86” veio do fato de que o nome dos processadores que vieram depois do Intel 8086 também terminava em “86”.

Ainda no mesmo ano, foi lançado o 8088, sucessor que possuía barramento externo de 8 bits, porém, com registradores de 16 bits e faixa de endereçamento de 1 MB, como no 8086. Esse foi o chip utilizado no IBM PC original.

Nos anos seguintes, a Intel desenvolveu os modelos 80186 e 80188, criados para serem usados com sistemas embarcados.  Em 1982, a capacidade de processamento chegou ao patamar de 6 e 8 MHz, com o Intel 80286. Posteriormente, as empresas AMD e Harris Corporation conseguiram romper essa barreira, chegando a 25 MHz.

Assim, como vimos nesta série de artigos, os Mainframes antes totalmente proprietários e fechados para o mundo exterior, quando só utilizavam o protocolo SNA – Simple Network Access – são os precursores de toda a tecnologia de Processamento de Dados hoje disponível para os mais variados fins.

A tecnologia hoje existente como pode concluir, é oriunda destes gigantes, que hoje não são tão gigantes assim em termos de tamanho e ocupação de espaço físico, mas continuam sendo gigantes em poder de processamento.

Em meados da década de 90, os Mainframes passaram a ter o protocolo TCP/IP – Transmission Control Protocol/Internet Protocol – através da placa ICA, instalada na CPU e com um software de TCP/IP instalado no Sistema Operacional – VM, VSE, MVS, OS390 – já no zOS, Sistema Operacional atual, o TCP/IP é nativo.

A evolução passa a ser mais rápida, desde então, e surgem as CPUs de 32 bits (x86-32), em seguida os famosos 386 e 486, Celeron e os Pentium da Intel. Durante este processo de inovação e atualização surge um concorrente a altura, a AMD com os seus processadores K5, K6, Atlhon K7 e Opteron, que atingiam um clock muito maior do que os processadores Intel.

Nos Anos 2000 chega a era de 64 bits, os Pentium evoluem para Pentium 4 e Pentium D. Após os Pentium vem a linha Intel Core, com os modelos Core 2 Duo, Pentium Dual Core, Core 2 Quad, a linha Core 2 Extreme Quad Core, também foi lançada, proporcionando mais velocidade de clock, que pode chegar até 3,2 GHz. Em 2010, a Intel anunciou os modelos Core i3, i5 e i7.

Já a AMD lançou a linha Athlon II com processadores de três (X3) e quatro núcleos (x4), todos com versões econômicas, ou seja, com menor desempenho e mais baratos. Mais recentemente foi lançado o AMD Athlon Neo, Phenom, que foram lançados para competirem de igual para igual com as CPUs da Intel. Esses modelos também receberam versão de três (X3) e quatro (X4) núcleos. A segunda geração dessa linha, Phenom II, conta também com processadores dual-core de 3 e 3,1 GHz.

A surpresa mesmo fica por conta dos processadores Phenom II X4, de quatro núcleos e alto desempenho, com modelos de até 3,4 GHz. Além desses, servidores ou estações de trabalho que exigem uma carga maior de processamento também podem se beneficiar dos processadores Opteron, que podem operar com até seis núcleos.

Foi um árduo caminho e foram necessárias muitas décadas de muita pesquisa, desenvolvimento e investimentos para que chegássemos à diversidade de modelos atuais de processadores. Toda esta evolução dos computadores, processadores e toda a gama de software criou, por sua vez, a enorme oferta de tecnologia que hoje temos disponível, tais como os Laptops, video games, smartphones, tablets e até mesmo as Centrais Telefônicas – PABX – atuais, já que todos esses dispositivos precisam de processadores para funcionar.

Como podemos constatar, é quase impossível falarmos de Processamento de Dados ou mais amplamente de Tecnologia da Informação, sem mencionarmos os Mainframes.

http://www.tecmundo.com.br/historia/2157-a-historia-dos-processadores.htm
http://www.ebah.com.br/content/ABAAABIpIAF/plataformas-cisc-risc
http://en.wikipedia.org/wiki/Mainframe_computer
Stephen White’s excellent computer history site *Yahoo Computers and History
IEEE computer history timeline

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Minimum Way

Autor

Executivo sênior da Área de TI com uma carreira de 37 anos na área, tendo atuado em grandes multinacionais, tais como: IBM Brasil, Software AG Brasil, Hildebrando Brasil, braço de TI do Grupo TELMEX, Case Brasil, Emerson e Beloit Industrial. Representante do IDCA – International Data Center Authority para as Iniciativas de Internacionalização Brasil-Portugal. O IDCA está expandindo suas atividades para o Brasil, Portugal e Países de Língua Portuguesa em geral e LATAM, trazendo para todos esses países a excelência que já é uma realidade na América do Norte, especialmente nos Estados Unidos e no Canadá. MBA em TI pela FGV, Pós-graduado Babson College-USA. Especialista em Data Centers com certificações do IDCA - International Data Center Authority. Certified DCTP – Data Center Technology Professional ® - IDCA – USA Certified DCOS – Data Center Operations Specialist ® - IDCA – USA Certified DCOM – Data Center Operations Manager ® - IDCA – USA Certified DCIS – Data Center Infrastructure Specialist ® - IDCA – USA Certified DCES – Data Center Engineering Specialist ® - IDCA – USA Certified DCIE – Data Center Infrastructure Expert ® - IDCA – USA Possuí uma combinação única de Vendas, Tecnologia, Infraestrutura de TI (Mainframe, Unix, Linux, Windows), Consultoria (Serviços Profissionais ou Professional Services), suporte técnico, Redes no Brasil, América Latina, América do Norte e no mercado Europeu. A larga experiência na área de TI, lhe confere uma rara oportunidade de conhecer quase todos os segmentos desta área, inclusive em startups de empresas, garantindo uma navegabilidade em todas as plataformas e tecnologias vista em poucos profissionais, o que aliado ao conhecimento estratégico que envolve a área, o credencia a discorrer sobre vários assuntos pertinentes em TI.

Wilson Laia

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