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Mutações em TI – Paradigmas e crenças

publicado por Hélvio Camargo

Mutações em TI – Paradigmas e crençasPessoal, sou novato nesta área de colunista e gostaria de agradecer muita a oportunidade em poder compartilhar as experiências do nosso mundo tecnológico.

Neste primeiro artigo exponho meus pensamentos sobre as várias fases de maturação tecnológica ou em outras palavras simplesmente a história. Desde os meados da tecnologia, sua infância, seu crescimento, sua adolescência, a velhice e o futuro ou ressurgimento.

Quando existiam os primeiros sistemas computadorizados, estes eram hospedados em grandes computadores denominados mainframes.  Eram sistemas gigantescos que ocupavam espaços enormes e totalmente fora das boas práticas atuais que tem como objetivo a sustentabilidade, a economia de energia e ser ecologicamente correto ou simplesmente TI Verde.

Nesta fase dos mainframes não existia interoperabilidade que é a facilidade de tecnologias diferentes se conectarem. O conceito de interconectividade se limitava a troca de informações locais e acessos externos não existiam.

O mundo não era globalizado e tecnologia não caminhava junto com o negócio. A China não era conhecida como potência tecnológica e vivíamos com um regime governamental ditatorial onde o mercado era totalmente fechado.

Alguns anos depois surgiu a era dos PCs e as primeiras redes locais que permitiam maior agilidade na troca das informações. Uma verdadeira revolução tecnológica que tornou comum o termo downsizing, organizações substituindo mainframes por computadores de menor porte.

Mas ainda o mundo não estava globalizado embora os conceitos de redes e interconectividades se fortaleciam como tendência tecnológica a ser seguida.

Com a popularização da Internet que iniciou no final da década de 90, começa uma nova era onde a tecnologia será um dos pilares para o sucesso dos negócios. A necessidade de comunicação e compartilhamento de informações torna-se preponderante para o negócio. O crescimento das redes e necessidade de interconectividade tecnológica tornou-se evidente com o fim do endereçamento IPV4. E prevendo este esgotamento do IPV4, criaram o endereço IPV6 em novo formato e com quantidade suficiente para fornecer um IP para cada habitante deste planeta. É a nova geração da internet onde o objetivo é conectar tudo em todos ou como dizem a “Internet das coisas”.

 Mas para onde vai tudo isto?

Internet of Thing

Internet of Things

Imagina a facilidade em que objetos poderão interagir e se conectar de maneira inteligente e sensorial. Onde poderemos utilizar roupas inteligentes que se adapta a temperaturas de acordo com nosso ambiente. A passagem por sensores indicará qual parte do carro deverá entrar em manutenção. Poderemos usar óculos de sol para receber uma chamada de vídeo e os atendimentos médicos serão mais eficientes e ágeis graças a diagnósticos mais eficazes. É o mundo totalmente conectado de uma forma eficiente e com qualidade, onde as coisas e as cidades são mais inteligentes.

Em contrapartida, estaremos vivendo num grande Big Brother com câmaras em todos os lugares. Seremos monitorados constantemente e com a Internet das coisas corremos o risco de acabar com nossa privacidade que já é escassa.

E se seguirmos nesta linha no futuro acabaremos com os documentos de identidade, CPF, green card  etc e cada habitante deste planeta será identificado por um endereço IPV6 ou  novas versões evolutivas do IP e todos serão monitorados através de grande centros de processamento concentrados em máquinas gigantescas como se fosse mainframes com poderes de influenciar tendências de comportamentos sociais, culturais e humanos.  E esta integração de máquinas, empresas, coisas e pessoas permitirão um mundo conectado em uma grande rede mundial de tudo, de todos e das coisas.

 Será este o futuro das novas gerações?

Um mundo IoT (Internet of Things) onde a tecnologia integrada e utilizada de maneira inteligente  pelo homem permitirá qualidade de vida às pessoas, maior controle sobre propagação de pragas, doenças, menos desperdícios, mais igualdade social, cultural, longevidade, governos mais controlados e sem corrupção e quem sabe mais paz no mundo.

[Crédito da Imagem: Mutações da TI – ShutterStock]

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Autor

Mestrado em Engenharia de Redes pelo Instituto de Pesquisas tecnológicas; Pós-graduado em Engenharia de Redes pela FASP; Graduado em Tecnologia em Processamento e bacharel em Ciência da Computação. Vivência e atuação acadêmica desde 2001, como professor da Faculdade Morumbi Sul e da UNIP. Atualmente, sou professor da Faculdade Impacta que é uma das referências em treinamento tecnológico no Brasil. Tenho mais de 20 anos de experiência em TI,projetos de redes e Telecom, segurança de redes, datacenter, virtualização, governança de TI atuando em grandes organizações como Optiglobe, France Telecom, Global One, Equant, Siemens, Tim Celular entre outras. Atualmente atuo na TecBan - Tecnologia Bancária. Possuo certificações Cisco CCNA, CCNP e CCIE Write, Checkpoint, ITIL, Cobit entre outras.

Hélvio Camargo

Comentários

1 Comment

  • Parabéns!!!
    Excelente publicação!!! Você tem futuro como colunista….rs
    Abraços

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